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Boletim PNED de 17 de Julho de 2008

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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1. Sócrates admite discutir nuclear na próxima legislatura

José Sócrates admite reavaliar a questão do nuclear na próxima legislatura, caso forme Governo. Pelo menos num ponto concorda com Vítor Constâncio: a conjuntura internacional obrigará a redefinir a política energética.

Ontem, o ministro da Presidência sublinhou a posição oficial – “o nuclear não está na agenda do Governo” -, mas deixou o primeiro sinal de abertura para a inversão, tida por “inevitável” nos círculos mais próximos do chefe de Governo: “Só numa sociedade dirigida, ou que vivesse em claustrofobia democrática, é que o Governo poderia decretar os debates que se devem realizar”.

https://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=968777

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2. Central nuclear demora até 10 anos a construir

A crise é de petróleo, diz mais respeito aos transportes do que à electricidade. Logo, a energia nuclear não deve ser invocada como solução, dizem uns. Mas há quem ache que o nuclear vem agora mesmo a propósito.

O assomar de crises energéticas tem trazido o retorno do tema da energia nuclear. Aqueles que a defendem pedem agora que a hipótese seja mesmo estudada, à luz da evolução da indústria e da ciência no campo da segurança. Mas também há quem assinale que não é por aí que se resolve a dependência do petróleo, expressa mais nos transportes.

Quem exige uma avaliação a frio é Carlos Varandas, catedrático do Instituto Superior Técnico e que tem responsabilidades no ITER, reactor experimental de fusão termonuclear, a ser construído em França (ver infografia). Os argumentos que esgrime são a favor de “uma discussão credível”, de um processo que prepare estudos e esclareça a opinião pública, pois “estas coisas não se impõem às populações”. Haveria que formar técnicos, fazer estudos geológicos, preparar legislação. Um caminho que, com a construção de uma central, poderia somar oito a dez anos.

Considera Carlos Varandas que a discussão em Portugal tem dado protagonismo a lóbis “que querem vender moinhos eólicos e painéis solares” e reivindica para si a ausência de interesses em qualquer das soluções. Em termos científicos defende que as actuais centrais de terceira geração “são intrinsecamente seguras se não houver nenhum super-erro humano”. Admite um senão: os resíduos nucleares. Ainda assim, a produção destes voltará a ser reduzida com a quarta geração de reactores de ciclo fechado (80% menos que os actuais).

https://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=968803

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3. Jardim vai substituir lixeira com mais de 30 anos

As obras, no aterro sanitário de Matosinhos, na freguesia de Santa Cruz do Bispo, foram, ontem, visitadas por Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Matosinhos, e por Macedo Vieira, presidente da Câmara da Póvoa de Varzim e administrador do Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto.

É a maior obra, a nível ambiental, a decorrer na região Norte e irá acabar no dia 31 de Agosto. A obra tem o objectivo de encerrar, selar, e criar um espaço paisagístico na antiga lixeira, que tinha mais de um milhão de toneladas de lixo soterrado.

O aproveitamento de biogás é uma das finalidades do projecto, no aterro sanitário. No topo do aterro, agora coberto com terras e materiais sintéticos, existem várias aberturas que lá dão directamente para que se possa extrair os gases produzidos no interior, para depois serem transformados em electricidade. “Vamos dar ao rio Leça uma zona de lazer”, refere Macedo Vieira.

O empreendimento da Câmara de Matosinhos, em conjunto com o LIPOR, teve um custo de cerca de 3,3 milhões de euros em 700 mil metros quadrados. “É o pulmão da área metropolitana do Porto”, disse Guilherme Pinto.

https://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Matosinhos&Option=Interior&content_id=968757

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4. “Pulmão da Área Metropolitana”

Guilherme Pinto e Macedo Vieira, presidente da Lipor, visitaram o Aterro Sanitário de Matosinhos, que vai dar lugar a uma zona verde. Além disso, a empresa intermunicipal pretende arrancar com a construção da 3ª linha de alargamento da recolha de resíduos.
Pedro Miguel Rodrigues

Dentro de um mês e meio, o Aterro Sanitário de Matosinhos vão transformar-se numa ampla zona verde, que será o “pulmão da zona Norte da Área Metropolitana do Porto”. Numa visita ao local, Guilherme Pinto explicou que esta zona vai ligar ao monte de S. Brás e a mais uma série de terrenos que vão totalizar cerca de 700 mil metros quadrados de espaços públicos que vão poder ser utilizados pela população. “Depositamos aqui neste aterro, ao longo dos anos, um milhão de toneladas de resíduos e agora queremos fazer desta área um pulmão verde”, lembrou o presidente da Câmara de Matosinhos.

(…)
A escolha de árvores e arbustos está a ser cuidada, uma vez que não deve haver um rompimento das telas, pelas raízes de árvores de grande porte. Assim, vão ser colocados arbustos, em vez de árvores de grande porte. Além disso, existem inúmeros choupos adultos na margem do rio Leça e outros plantados no aterro. Na área mais árida, a escolha recai em arbustos mais adaptados a climas secos, como o loureiro, o alecrim, entre outros. Na cobertura do topo vão ser plantadas árvores de maior porte.

(…)
Nesse sentido, está também a ser implementado o Sistema de Valorização Energética do Biogás do Aterro Sanitário de Matosinhos, que diz respeito à valorização do blogas produzido no equipamento, com a implementação de uma Central de Valorização Energética (CVE), contemplando a ligação eléctrica da CVE à rede de distribuição pública de energia eléctrica da EDP. Este projecto de exploração e manutenção do sistema de captação do gás e de produção de energia eléctrica será feito por um período de 10 anos.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=b54a9588099bc4cc1659be0a7c82f4b9

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5. Bairro do Aleixo vai ser demolido

As cinco torres do Bairro do Aleixo vão ser demolidas e toda a zona requalificada. O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, anunciou ontem que a solução encontrada para resolver a situação daquele que é actualmente o bairro mais problemático da cidade não implica quaisquer esforço financeiro por parte da autarquia porque irá contar com um parceiro privado.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=76487a7b481cb68216496ca87af63173

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6. Linha do Tua só fecha por causa da barragem

A Linha do Tua só vai encerrar por causa da construção de uma barragem. Palavra da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino. Afastado está, para já, o fecho por questões de rentabilidade ou falta de segurança.

A garantia da secretária de Estado foi dada ontem, na Assembleia da República, aos representantes dos diversos grupos parlamentares, durante uma audição em sede de Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

https://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Bragan%E7a&Concelho=Mirandela&Option=Interior&content_id=968778

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7. Energia nuclear está fora da agenda do Governo

A produção eléctrica de origem nuclear diminuiu 3,6 por cento em 2007, face a 2006, nos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE) para 2.172 terawatt por hora, segundo a Agência da Energia Nuclear (AEN). Segundo os dados divulgados pela AEN, as centrais nucleares forneceram 21,6 por cento da electricidade nos 30 países membros da OCDE em 2007, contra 22,9 por cento no ano anterior. Este recuo decorre de reduções da produção na Alemanha, França e Japão, assim como do encerramento de instalações na Eslováquia e do Reino Unido que não compensaram os recordes atingidos nos Estados Unidos, Finlândia e Hungria.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=d3d9446802a44259755d38e6d163e820&subsec=&id=1aa9924739f2b6641c52267e1d871639

Base energética estável
https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=d3d9446802a44259755d38e6d163e820&subsec=&id=5cf4197feacf3afea1df66cda6d55f2a

Reactores bastante mais seguros
https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=d3d9446802a44259755d38e6d163e820&subsec=&id=9ff22fd9977c874253ddc933f163360d

Constâncio acusado de ingenuidade
https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=d3d9446802a44259755d38e6d163e820&subsec=&id=c3d0b21615b129cd7395e24f9cf6bb64

Custos totais desconhecidos
https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=d3d9446802a44259755d38e6d163e820&subsec=&id=06c09ef6d21bc3874d961f4dcf0917c5

Relançar discussão é “inoportuno”
https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=d3d9446802a44259755d38e6d163e820&subsec=&id=fcc9b869529ca72fe7c33e5558055f05

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8. Viana do Castelo: Centro de Mar vai custar 39 milhões

O Centro de Mar, estrutura que visa exponenciar o aproveitamento das potencialidades dos cursos de água e das serras da comunidade Valimar, orçada em 39 milhões de euros, deverá estar pronto dentro de cinco a 15 anos. O Centro de Mar irá englobar um edifício-farol, em Viana do Castelo, e outros projectos estruturantes para o território, nomeadamente uma marina atlântica de dimensão internacional, com mil a dois mil postos de amarração.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=6aeff596ca213fef1bf6baff0d498ca2

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9. Aberto concurso para concessão das marinas

O Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos lançou o concurso público para a concessão de três marinas em Viana do Castelo, anunciou ontem a câmara.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=9b09fa0c080e60adfd076d71828d5c2e

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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal de
Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros jornais
ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e está
aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu âmbito
específico são as questões urbanísticas e ambientais do Noroeste,
basicamente entre o Vouga e o Minho.

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Selecção hoje feita por Cristiane Carvalho

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