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Boletim PNED de 29 de Janeiro de 2008

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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1. Crónica: Por falarem inquéritos

Revelou o “Sol” que uma sociedade “off shore” comprou, em 7 de
Dezembro passado (quando já eram conhecidas por alguns “happy few”
bem colocados as conclusões do LNEC sobre Alcochete), uma herdade na
zona onde vai ser construído o novo aeroporto por 250 milhões de
euros (6,52 euros o m2). Imagine-se quanto passou a valer o terreno
quando, um mês depois, o Governo divulgou a escolha, que, pelos
vistos, os sócios da tal “off shore” (que, como os encapuzados que
financiaram o estudo da CIP, são anónimos) já conheciam.
Evidentemente que nunca haverá, no caso, prova de coisa nenhuma,
muito menos de tráfico de influências. O bastonário deve, pois, calar-
se sobre o assunto, já que, não podendo ordenar escutas, realizar
buscas, interrogar suspeitos ou inquirir testemunhas, não
terá “provas” para apresentar. Também o ex-vice-presidente da Câmara
do Porto, Paulo Morais, não tinha “provas”. Nem o general Garcia dos
Santos, que denunciou a corrupção na JAE, onde, apesar de uma
auditoria ter revelado que “voaram” 108 milhões de contos, nunca se
descobriram “provas” contra ninguém. Hoje, em Portugal, só
aparecem “provas” quando um Silva qualquer furta uma pasta de dentes
num supermercado. As leis penais e processuais penais aprovadas pela
AR encarregam-se disso.

Manuel António Pina

https://jn.sapo.pt/2008/01/29/ultima/por_falarem_inqueritos.html

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2. Opinião: O Parque Oriental

Figurando em praticamente todos os programas eleitorais autárquicos
desde há muito, o Parque Oriental aparece e desaparece da agenda
política municipal ao sabor de conveniências e impulsos. Para o
Porto, este espaço verde significa a última oportunidade de um
acrescento significativo e estratégico ao seu parco acervo de zonas
de lazer e de fruição da Natureza, claramente insuficiente hoje em
dia.

Situado na freguesia de Campanhã, entre os rios Tinto e Torto,
encravado num tecido urbano deprimido e esquecido, subsiste ainda aí,
e resiste, um conjunto de grande importância ecológica, feito de
corredores arbóreos ao longo do curso dos rios, zonas que foram de
produção agrícola e vestígios de quintas. Exposto à degradação, os
rios contaminados e quase transformados em esgotos a céu aberto, nem
por isso ficou irremediavelmente comprometida a possibilidade de
recuperação e de resgate da beleza e da biodiversidade. Se o
esquecimento daquela zona da cidade foi factor de empobrecimento e de
abandono, a verdade é que permitiu, contra o que acabou sendo regra
em todo o concelho portuense, a permanência de pequenos bosques e de
margens ribeirinhas onde a Natureza ainda tem lugar.

Recuperar e restaurar esse património, fazer da criação de um grande
espaço verde uma alavanca para a melhoria da qualidade de vida das
populações, integrar esse esforço num gesto mais abrangente que ligue
ao vizinho concelho de Gondomar, alargando se possível o espaço e o
alcance útil da iniciativa – eis o que é necessário e urgente.

Mas, o que vemos? Há quatro ou cinco anos, a teimosia inexplicável da
Câmara, imposição de tecnocratas sem bom senso, conduziu à construção
da chamada “Alameda de Azevedo”, uma ferida que ficou, mutilando o
território sem vantagens aparentes para a mobilidade da freguesia e
cortando em dois o que deveria ser futuro Parque Oriental.

Apesar da polémica suscitada, nada deteve os mentores do
atravessamento, para o qual havia alternativas e que não veio, de
resto, resolver os problemas reais daqueles confins de Campanhã.
Feito isto, e após algumas tentativas de reanimar a ideia do Parque
Oriental, da responsabilidade do então vereador do Ambiente, o
silêncio voltou a cair sobre a promessa sempre adiada. Os últimos
orçamentos municipais já nem se lhe referem. O Gabinete para o Parque
Oriental foi extinto. Não se conhece, do actual vereador do Ambiente,
ideia alguma sobre o assunto.

Única novidade como resposta às acusações de esquecimento do que
seria a segunda maior zona verde da cidade, o edil encarregue do
Ambiente terá alegado, em sua defesa, que o projecto está parado à
espera de uma decisão sobre o local de entrada do TGV na Invicta!

É caso para dizer só faltava mesmo mais esta? sem que a novidade nos
convença. Nada pode justificar que se deixe cair a ideia do Parque
Oriental. É certo que os portuenses conhecem mal aquele sítio e o seu
potencial. Para muitos, está a falar-se já de algo de “exterior” à
cidade. Mas não é assim. Além do mais, precisa-se de uma abordagem
metropolitana quanto a corredores ecológicos, áreas verdes, rios e
ordenamento do território. Continuamos com uma carência estrutural de
espaços verdes públicos, a anos/luz da percentagem por habitante que
é comum nas cidades europeias. É muito importante que se demonstre,
na prática, que a salvaguarda do que resta de natural, pode ser, e é,
um instrumento de humanização da cidade, tanto mais necessário quanto
são carenciadas e pobres as áreas em questão. Convém que se diga à
cidade, com franqueza, se esta é, afinal, uma promessa para ficar na
gaveta!

Bernardino Guimarães

https://jn.sapo.pt/2008/01/29/porto/o_parque_oriental.html

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3. Porto: “Emancipação política” do Norte

Se Rui Rio, presidente da Junta Metropolitana do Porto, considera que
o actual regime político está a dar “sinais preocupantes de
ingovernabilidade”, Carlos Lage, presidente da Comissão de
Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte pede um “simplex
político descentralizador que dê aos municípios o que é, ou deve ser,
dos municípios, e às regiões o que deverá ser das regiões”.
Regionalização e descentralização foram as palavras mais vincadas,
ontem, nos discursos de abertura do terceiro encontro “Porto Cidade
Região”, que termina hoje no Palácio da Bolsa.

Centrando-se na região, Rui Rio defendeu o fim do “pessimismo”,
considerando que “a Área Metropolitana atingiu já um nível de
desenvolvimento que lhe permite ter a força necessária para
ultrapassar a crise”. O fim das “lamúrias” defendeu também o reitor
da Universidade do Porto. Para José Marques dos Santos, na “ausência
de órgãos regionais com legitimidade democrática”, a sociedade civil
nortenha não tem outra opção que não seja a “coopetição” (junção
entre cooperação e competição) entre instituições.

https://jn.sapo.pt/2008/01/29/porto/so_a_regionalizacao_permitira_emanci.html

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4. Coimbra: Crianças fazem máscaras com restos do Botânico

A velha máxima de que “no Carnaval ninguém leva a mal” é
complementada no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra com um
projecto criativo e inovador de recurso aos mais ilógicos materiais
para a elaboração de adereços e máscaras de Carnaval.

Até sexta-feira, é possível visitar o jardim com o objectivo de
recolher resíduos vegetais variados que são adaptados para criar
adornos carnavalescos. Depois de duas horas a conjugar a parte lúdica
com a educativa, as cerca de duas dezenas de crianças do 2.º ano da
Escola EB 1 dos Olivais exibiam, estonteantes, as máscaras que no
Carnaval se propõem usar, produzidas por si.

A ideia partiu de Ana Cristina Tavares, coordenadora do gabinete do
Jardim Botânico, que, com esta iniciativa, diz pretender “levar as
pessoas, sobretudo as crianças, a dar um passeio pela descoberta e
conhecimento do Jardim”. A bióloga acrescenta “Desta forma lúdica,
podemos educar e sensibilizar as crianças e o público em geral, para
a necessidade de preservarmos e respeitarmos a Natureza”. E do que
essa mesma natureza parece rejeitar, Ana Cristina propõe-se
demonstrar que é possível reaproveitar os desperdícios, as folhas
secas, os frutos chochos, as pinhas, entre outros resíduos vegetais.
Paralelamente, a bióloga diz procurar incentivar ao não-consumismo e
levar as pessoas a trocarem experiências em ambiente de doa
disposição.

Após a visita, onde ficaram a saber que “existem plantas que dão
pinhas e têm folha persistente e outras que dão flor, mas que podem
ter folha persistente ou caduca”, como entoavam em coro”, as crianças
foram encaminhadas para uma sala. Entre as quatro paredes, foi-lhes
permitido soltar e estimular a imaginação. Cartolina, fio, cola e
muitos resíduos vegetais deram origem a um conjunto de máscaras de
diferentes cores e formas.

As visitas vão decorrer ao longo da semana, de manhã e de tarde, mas
carecem de marcação prévia, que poderá ser feita através do telefone
239 855 233.

https://jn.sapo.pt/2008/01/29/pais/criancas_fazem_mascaras_restos_botan.html

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5. Coimbra: Novo equipamento cultural previsto para 2009

Um novo equipamento cultural deverá nascer, em Coimbra, dentro de
cerca de ano e meio. Esta é a convicção de Paulo Rosa, da empresa
ECOduna, que viu o projecto de licenciamento da construção – orçada
em perto de um milhão de euros – ser aprovado, ontem, na reunião do
Executivo da Câmara Municipal de Coimbra (CMC). O objectivo é que o
edifício, a erguer entre a Avenida Elísio de Moura e a Quinta das
Barreiras, aglutine várias actividades culturais, enquanto contribui
para o aumento do turismo cultural.
Carta Educativa

https://jn.sapo.pt/2008/01/29/pais/novo_equipamento_cultural_previsto_p.html

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6. Lisboa: Maior central solar do mundo

A maior central solar fotovoltaica em ambiente urbano do mundo deverá
estar em funcionamento, no Mercado Abastecedor de Lisboa (MARL), em
São Julião do Tojal, concelho de Loures, até ao final do ano. Com uma
área de 45 mil metros quadrados, a estrutura, que produzirá energia
para abastecer três mil casas, representará um investimento de 30
milhões de euros.

A central será instalada nas coberturas dos edifícios do mercado e
explorada pela MARL Energia, cujo capital foi ontem adquirido em 95 %
pelo consórcio Fomentinvest e Caixa Capital. Os parceiros foram os
vencedores de um concurso iniciado em 2006 e que englobou nove
projectos de cinco entidades. A energia produzida pelo equipamento,
que terá uma potência de seis mega-watts, será comprada pela rede de
média tensão da EDP, o que fará com que, em cerca de seis anos, o
investimento inicial do consórcio seja recuperado.

https://jn.sapo.pt/2008/01/29/pais/maior_central_solar_mundo_marl.html

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7. Douro: Candidatura a “Maravilha da Natureza”

O Douro, que quer ser uma “Maravilha da Natureza”, já é Património
Mundial da Humanidade mas continua a ser uma região de contrastes,
entre a riqueza dos vinhos e do turismo e as lixeiras e os
indicadores sócio-económicos abaixo da média nacional. Em Dezembro, a
Associação de Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes
(AETUR) oficializou a candidatura “Douro – Maravilha da Natureza”,
uma iniciativa que conta com o apoio institucional dos governos civis
de Vila Real, Bragança, Guarda e Viseu, que integram o território do
Douro Património Mundial da Humanidade, distinção atribuída em 2001
pela UNESCO. Este concurso foi lançado pela “New Seven Wonders
Foundation”, depois da eleição das Novas 7 Maravilhas do Mundo.

O responsável referiu que o objectivo de candidatura é o “Douro do
xisto, o Douro natural da esteva, do grifo, da águia-real, da garça e
do javali, o Douro de uma enorme diversidade de fauna e flora, de uma
enorme riqueza ao nível da sua biodiversidade”. E o grande objectivo
é mesmo reforçar internacionalmente a imagem do Douro. O Douro rio, o
Douro socalcos e vinhas, as suas orlas pintadas de oliveiras,
amendoeiras, laranjeiras ou cerejeiras, que constitui uma gigantesca
obra conjugada da natureza e do homem e que liga Foz Côa ao Porto,
também eles Património Mundial.

As lixeiras clandestinas espalhadas pelas bermas das estradas e
socalcos durienses, sempre foram apontadas como uma das maiores
nódoas negras deste território. Para combater esse facto, arrancou em
Novembro de 2006 a campanha “Douro Limpo” que teve como
objectivo “sensibilizar a sociedade civil para a problemática da
deposição ilegal de resíduos, evitando o seu reaparecimento”.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=b7d7bd8ad5a68a5b4f1f24b87c12a0f2

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8. Tua: Linha reabre após acidente

A linha foi toda reabilitada nesta extensão e a própria intervenção
identifica o local do acidente com barreiras de sustentação.

Os cerca de 20.000 turistas que anualmente viajam na linha do Tua
para apreciar a paisagem são a grande aposta para o futuro e a CP
reforçou os charters turísticos. Para este fim, o comboio pode
circular mesmo aos fins-de-semana e feriados, dias em que não há
ligações comerciais.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=b44c1d07721bd7a6af4d7b101adc6a87

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Selecção hoje feita por Maria Carvalho

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