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Boletim PNED de 18 de Novembro de 2007

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Domingo, 18 de Novembro de 2007

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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1. ONU quer países civilizados a travar alterações climáticas

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon não tem dúvidas as conferências da Convenção das Alterações Climáticas e do Protocolo de Quito, que se realizam, em Dezembro, na Indonésia, têm que levar os países signatários a tomar medidas para travar e inverter as emissões de dióxido de carbono e de outros gases que continuam a concentrar-se em excesso sobre a Terra e a causar o aumento da temperatura global.

“A comunidade científica falou hoje a uma só voz . Espero que os políticos façam o mesmo em Bali”, declarou Ban Ki-moon, falando ontem em Valência, Espanha, após a apresentação do quarto relatório do Grupo Intergovernamental e Especialistas sobre Evolução do Clima (GIEC).

O documento, que confirma as conclusões dos documentos anteriores, prevê um aumento das temperaturas, “mais seguramente compreendido entre 1,8 e 4 graus centígrados” e avisa para o “risco de efeitos súbitos ou irreversíveis” (ver “Tópicos principais”).

“Travar e derrubar essas ameaças é o desafio do nosso tempo”, pelo que “não nos podemos permitir falhar uma janela de oportunidade real em Bali”, disse o secretário-geral da ONU, referindo-se à reunião que, de 13 a 18 de Dezembro, reúne naquela cidade indonésia os responsáveis políticos que deverão discutir novas metas para o Protocolo de Quioto (sobre a redução de gases com efeito de estufa), cuja primeira fase termina em 2012..

A posição de Ban Ki-moon é clara nessa altura deverá ser definido um calendário de negociações, que deverão estar concluídas até ao final de 2009; os países industrializados devem continuar a empenhar-se no combate às alterações climáticas; mas os países em desenvolvimento também devem empenhar-se.

A China e a Índia – as principais economias emergentes, onde mil milhões de pessoas continuam privadas de electricidade – e países produtores de petróleo recusam comprometer-se com objectivos se os países ricos não derem o exemplo, reduzindo as suas emissões até 2012.

Países como os Estados Unidos da América (EUA) continuam a resistir ao Protocolo de Quioto, por considerarem que prejudica a sua economia. Ontem mesmo, a delegação do EUA à reunião de Valência insistiu que não há uma definição científica precisa dos perigos das alterações climáticas.

A União Europeia é que já não tem dúvidas. Ontem, o comissário do Ambiente, Stavros Dimas, apelou a um “novo acordo completo e ambicioso”. A UE compromete-se a reduzir em 20% as suas emissões de gases até 2020, e em 30% em caso de acordo internacional.

O Parlamento Europeu aprovou há dias uma resolução que insta a UE a “confirmar o seu papel de liderança e aponta como objectivo para Bali limitar as alterações climáticas a um aumento da temperatura média mundial inferior a 2ºC relativamente aos níveis pré-industriais.

Causa humana
As alterações climáticas confirmam-se “sem equívoco” e as emissões humanas de gases respondem, com 90% de certeza, pelo aumento da temperatura desde há 100 anos (+0,74ºC).

Aumento esperado
A temperatura mundial deverá aumentar entre mais 1,1 a 6,4ºC até 2100, em relação ao final do século XX, com um valor médio seguramente compreendido entre mais 1,8 e 4ºC.

Subida do nível do mar
O nível médio dos oceanos poderá subir entre 0,18 e 0,59 metros até ao final deste século, em comparação com o período 1980-1999.

Calor e tempestades
Vagas de calor e fortes precipitações vão continuar a ser mais frequentes e os ciclones tropicais, tufões e tempestades serão mais intensos

Impactes irreversíveis
As consequências das alterações poderão ser súbitas ou irreversíveis. Estão ameaçadas de extinção 20 a 30% das espécies vegetais e animais se a temperatura mundial aumentar 1,5 a 2,5ºC em relação a 10980-1999.

https://jn.sapo.pt/2007/11/18/sociedade_e_vida/onu_quer_paises_civilizados_a_travar.html

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2. Morte em passadeira sobressalta moradores da zona da Foz

O atropelamento mortal de uma mulher, anteontem ao fim da tarde, na Avenida de Montevideu, no Porto, veio reacender velhos receios de quem anda a pé naquela zona da Foz. A extensa avenida convida à velocidade e os moradores, fartos de apanhar sustos, reclamam a instalação de lombas, “única forma de os automobilistas moderarem a velocidade”, consideram. A passadeira onde a vítima foi colhida, junto à Rua do Funchal, é uma das duas da Avenida de Montevideu que não possui semáforos e onde os carros passam mais depressa.

https://jn.sapo.pt/2007/11/18/porto/morte_passadeira_sobressalta_morador.html

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3. Vida nova na Costa da Morte

Apaziguados, os galegos deixam-se embalar pela imposição de calendário e voltam a falar do “Prestige”. Há muito que o deixaram de fazer, amaciados pela normalidade dos dias. Cinco anos depois, as palavras soam distantes, desapaixonadas, mesmo quando recordam o manto negro que cobriu a Costa da Morte e lhes encheu de medo a alma. “Querem passar a página, olhar para o futuro”. Podem fazê-lo. Aparentemente, nada mudou.

https://jn.sapo.pt/2007/11/18/tema_de_domingo/vida_nova_costa_morte.html

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4. Parque radical nasce junto ao Transparente

O primeiro parque radical do Porto pode nascer na frente de mar do Parque da Cidade, próximo do Edifício Transparente.

O desenho contempla um pequeno edifício (com carácter precário, à semelhança do que sucede com os apoios de praia) sobrelevado em madeira e em vidro, que terá uma sala para actividades fitness e uma plataforma exterior para a prática dessas acções (como body building, ginástica e ioga), quando a temperatura permitir. Terá, ainda, um pequeno bar de apoio para os frequentadores da escola de surf e balneários. Nas traseiras do edifício, ficará o parque radical e um muro de escalada. O projecto prevê, também, a existência de um espaço para bicicletas e para canoas de aluguer e de um parque infantil para as crianças.

https://jn.sapo.pt/2007/11/18/porto/parque_radical_nasce_junto_transpare.html

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5. Utentes falam de morte do serviço público

O Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos denunciou os ataques do Governo aos diversos serviços públicos do país. A crítica consta de uma moção aprovada, ontem, por ocasião do 7.º encontro nacional da organização, do qual saiu ainda uma manifestação escrita contra a proposta de Orçamento de Estado para 2008.

O Movimento de Utentes defende o direito à educação pública, gratuita e universal, à segurança social universal e a melhores condições de mobilidade e acessibilidade.

https://jn.sapo.pt/2007/11/18/nacional/utentes_falam_morte_servico_publico.html

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6. Internacional: Milhões de dólares por anos para travar o aquecimento global
Peritos da ONU alertam para custos

As alterações climáticas poderão continuar por séculos e os governos terão de gastar anualmente milhares de milhões de dólares para abrandar o aquecimento global, refere o quarto relatório do Grupo Intergovernamental de Peritos sobre a Evolução do Clima (GIEC), da ONU.

O aquecimento global é inevitável e está a causar o degelo no Árctico, períodos de seca em alguns países africanos e mediterrânicos e o aumento do nível do mar, afirma o relatório do GIEC. Os peritos mundiais reunidos em Valência, escusaram-se, contudo, a apontar um valor limite para a previsível subida do nível do mar até ao final do século.
No seu primeiro relatório científico publicado em Janeiro, o grupo intergovernamental de especialistas da ONU indicava que os níveis dos oceanos podiam, nalguns cenários, subir entre 18 e 59 centímetros em 2100. Porém, e face a algumas incertezas, os especialistas consideram agora mais prudente e cientificamente mais correcto não falar desse limite superior.
O comissário europeu do Ambiente saudou também este quarto relatório e apelou ao lançamento, em Bali, Indonésia, no próximo mês, de negociações para “um novo acordo completo e ambicioso sobre o clima”.
O quarto relatório do painel retoma o essencial de três estudos anteriores: as alterações climáticas devem-se à acção humana, a subida da temperatura poderá chegar aos 6,4 graus em 2100 face a 1990, e as canículas, secas e inundações devem multiplicar-se.
Os ministros do Ambiente e os especialistas reúnem-se entre três e 18 de Dezembro na Indonésia para estabelecerem um novo pacto internacional sobre as alterações climáticas que substitua o Protocolo de Quioto, que expira em 2012.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=4b4d25f7c580b2c071439a998156dab0

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Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal de
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Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e está
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específico são as questões urbanísticas e ambientais do Noroeste,
basicamente entre o Vouga e o Minho.

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Selecção hoje feita por Cristiane Carvalho

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