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  • Abr : 24 : 2019 - Poluição Luminosa
  • Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Sábado, 18 de Agosto de 2007

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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1. Cientistas defendem uso do fogo contra incêndios

A utilização de fogo para apagar incêndios florestais é muito antiga e foi usada em Portugal até aos anos 80. “Mas era usada de forma clandestina e quem o fazia não era identificado”, recorda António Salgueiro, especialista em gestão do fogo. Hoje, ainda não há enquadramento legal para o recurso a contra-fogos, mas os 18 técnicos dos seis grupos de análise e uso de fogo que apoiam os comandos operacionais em todo o país têm as “costas quentes” estão previstos numa directiva (n.º 2 da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Outra medida legislativa necessária é a possibilidade de os peritos em uso de fogo poderem intervir noutros países, defende um dos coordenadores do projecto, o investigador francês Eric Rigolot, também ouvido pelo JN. Numa primeira fase, a reciprocidade do reconhecimento da credenciação deve abranger apenas a França, Espanha e Portugal – os três países mais avançados na investigação científica, desenvolvimento tecnológico e transferência de conhecimentos na gestão do fogo, assegurou o especialista, presente na “II Base Científica Europeia do Projecto Fire Paradox”.

A “base” junta investigadores e profissionais, acompanhando acções de combate a incêndios e grupos de análise e uso de fogo, aplicando um dos objectivos do projecto – a transferência de conhecimentos e de tecnologia – que já estão a ser utilizados. Exemplo é uma câmara térmica num avião que transmite em tempo real imagens e dados úteis à análise do comportamento do fogo. Outro é a presença de especialistas que podem apoiar as decisões operacionais, designadamente sobre o recurso ou não a técnicas de fogo de supressão (contra-fogo ou fogo táctico), que estão a ser aplicadas em Portugal com fundamentação científica desde o ano passado.

Satisfeita com a oportunidade de beneficiar dessa transferência, a DGRF acolhe uma das ideias essenciais do “Fire Paradox” em certas condições (orografia difícil e grande intensidade e extensão do incêndio) a água é inútil e só o fogo o pode combater.

https://jn.sapo.pt/2007/08/18/sociedade_e_vida/cientistas_defendem_do_fogo_contra_i.html

Utilizar chamas para combater incêndios
https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=6bcec26d8aecaaa0f15b4dc73ee10982

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2. Desleixo tomou conta da zona marginal

De eléctrico, de carro ou a pé, todos os caminhos iam dar às praias da Foz, no Porto. Num passado distante, era o destino de férias de milhares de pessoas do Norte do país. A crescente poluição das águas do Douro, que se estendeu ao areal espesso típico da zona, afastou-as para bem longe. Sem a gente que lhes dava a vida, a marginal entre o Ourigo e o Castelo do Queijo ficou à mercê da degradação causada pelo tempo e pelas pessoas. O tempo corroeu o património daquela que é considerada uma das salas de visitas da cidade, mas os homens não têm sabido preservá-la, mesmo quando se pequenos pormenores se trata e mesmo quan do se aposta em ter bandeiras azuis em praias não recomendáveis. Hoje, afalta de manutenção de equipamentos, de limpeza e de outros cuidados faz da marginal sinónimo de desleixo.

São muitos os que enchem o longo passeio que acompanha a frente marítima portuense. De bicicleta, de skate, de patins ou a pé, a paisagem amparada pelo mar é um convite para um dia bem passado. Mas de olhos bem abertos, tal é o abandono a que tem sido votado o varandim que serve de parapeito para o mar, na Avenida Brasil.

Os balaústres (os pilares que suportam o varandim) vão caindo ao sabor do vento e por falta de atenção camarária, abrindo buracos que se tornam em porta aberta à curiosidade das crianças que ali brincam. “Temos que estar sempre de olhos bem abertos, não podemos tirar os olhos deles nem um segundo”, afirma Odete Fernandes, que é frequentadora assídua do passadiço.

Na zona pedonal junto à Praia de Gondarém, por exemplo, uma parte do varandim ruiu por completo pelo menos há dois dias. Ontem, cerca das 16 horas, altura em que o JN visitou o local, não havia qualquer sinalização nem aviso de reconstrução. Duas horas depois, no entanto, foram colocadas barreiras de protecção. Presume-se que pelos serviços camarários, até então alheios aos perigos.

“Este passadiço envergonha o Porto, quando comparado com o da marginal de Gaia. Isto é o degredo”, considera o morador Joaquim Teixeira. “Às vezes fazem uns remendos no varandim, mas isto precisa de uma recuperação total”, diz, apontando para um local reservado ao estacionamento de bicicletas, mesmo junto a um grande contentor do lixo, entre as praias do Ourigo e dos Ingleses. “Acha que as pessoas vão pôr as bicicletas ali?”, questiona.

À degradação daquilo que é o património (ainda) vivo junta-se o esquecimento a que são votados os jardins, alguns deles com um cheiro nauseabundo que denuncia a falta de sanitários na zona. “É uma pena deixarem isto assim”, diz Inês Santos, que ainda se recorda do tempo em que a Foz “era o sítio mais belo do Porto”.

https://jn.sapo.pt/2007/08/18/porto/desleixo_tomou_conta_zona_marginal.html

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3. Árvores abatidas no Regado

“Duas árvores já estão caídas no chão”, relata a moradora Maria Alice, de olhos postos nos trabalhadores municipais, que cortam e ordenam os largos ramos. Outras espécies do Bairro do Regado, no Porto, terão o mesmo destino. A Câmara vai abatê-las por razões de segurança.

O levantamento foi executado pela Direcção Municipal do Ambiente e Serviços Urbanos da Autarquia, que detectou várias árvores com raízes podres. Ao todo, cerca de 20 exemplares serão cortados ou transplantados para outro local no bairro, com a garantia de que todas as espécies abatidas são um risco para a segurança dos moradores. O Município do Porto irá substituí-las.

https://jn.sapo.pt/2007/08/18/porto/arvores_abatidas_regado.html

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4. Parque de ondas começa a dar energia em Setembro

O parque de ondas da Aguçadoura, na Póvoa de Varzim, começará a funcionar no final de Setembro, afirmou, ao JN, Sá da Costa, administrador da Enersis, empresa promotora do projecto. Numa primeira fase, o primeiro parque mundial de aproveitamento da energia – o Okeanós – terá três máquinas de captação da energia das ondas (os pelamis), que deverão ser testadas, nas próximas duas semanas, ao largo dos Estaleiros de Peniche. As estruturas serão, finalmente, rebocadas para à Póvoa na primeira quinzena de Setembro, pelo que o Okeanós começará a funcionar em pleno no final desse mês.

Na fase-piloto, o parque da Aguçadoura gerará energia capaz de abastecer uma população de seis mil habitantes, mas a ideia é que, no futuro, se a tecnologia funcionar, a freguesia poveira venha a acolher o primeiro parque comercial mundial de aproveitamento da energia das ondas, que deverá ser capaz de abastecer 20 mil habitações (mais de 60 mil habitantes).

Depois de quase nove meses à espera da autorização para a utilização do domínio público marítimo que acabou por impedir a instalação dos pelamis no Verão passado, a Enersis – que juntamente com o seu parceiro tecnológico, a OPD (Ocean Power Delivery), forma a CEO (Companhia da Energia Oceânica), responsável pelo projecto – introduziu algumas alterações no sistema de amarras dos pelamis que, no último trimestre de 2006, voltaram a atrasar o arranque da fase-piloto.

Já este ano, afirmou Sá da Costa, foram de novo as licenças, que dependem sempre da autorização de cinco ministérios (Defesa, Ambiente, Pescas, Economia e Obras Públicas), a atrasar o processo, que deveria ter ficado concluído logo em Julho (já quase com um ano de atraso).

“No local, estão já quatro bóias sinalizadoras do espaço e as amarras, que foram colocadas numa operação que terminou há 15 dias. As três primeiras máquinas deverão ser instaladas na primeira quinzena de Setembro. O reboque, por mar, demorará cerca de 24 horas, de Peniche até à Aguçadoura. Depois a operação de engate das estruturas às amarras demora apenas um par de horas”, explicou Sá da Costa.

No final de Setembro, explicou ainda o administrador da Enersis, será realizada uma visita inaugural ao parque de ondas, já em funcionamento.

Recorde-se que, nesta primeira fase, a CEO vai instalar na Aguçadoura cinco pelamis (três agora e mais dois durante o próximo ano), num investimento de 8,5 milhões de euros, 1,25 milhões dos quais financiados pelo Governo.Numa segunda fase do Okeanós, já em negociação com o Governo, a CEO pretende instalar na Aguçadoura mais 28 pelamis, num investimento global de 70 milhões de euros, que prevê ainda a instalação, provavelmente em Peniche, de uma fábrica para produção de pelamis.

“Estamos em negociações com o Governo para a segunda fase do projecto. Esperamos que a legislação que deverá ser aprovada a muito curto prazo permita a instalação da segunda fase do parque de ondas, que só deverá acontecer em 2009”, finalizou Sá da Costa.

Primeiro parque mundial

O Okeanós será o primeiro parque mundial comercial de aproveitamento da energia das ondas e será instalado ao largo da Aguçadoura, a cerca de cinco quilómetros da costa, com base numa tecnologia desenvolvida pela escocesa OPD.

Seis mil habitantes

Numa primeira fase do projecto, as três máquinas – os pelamis – de 750 quilovátios produzirão, ao largo da Aguçadoura, energia suficiente para abastecer cerca de seis mil habitantes.

Enormes tubos articulados

Os pelamis são uma espécie de enormes tubos articulados, semi-flutuantes, cada um com 50 metros de comprimento e 3,5 de diâmetro. Cada tubo é composto por quatro secções. Em cada uma das três juntas, fica instalado um motor hidráulico, acoplado a um gerador que, com o movimento das ondas, transforma a energia mecânica em energia eléctrica.

Projecto do Porto parado

A instalação de uma central de produção de electricidade através do aproveitamento da energia das ondas nos molhes do Douro corre o risco de não avançar. O projecto foi desenvolvido através de um protocolo entre o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, a Labele/EDP e a Consulmar, assinado na presença do ministro das Obras Públicas, em 2005. Porém, o projecto de execução da central, já remetido ao Governo, aguarda luz verde há meses. Caso o aval não chegue até final do Verão, avançam as obras de conclusão dos molhes sem a central, alertou o deputado da CDU, Honório Novo.

https://jn.sapo.pt/2007/08/18/porto/parque_ondas_comeca_a_energia_setemb.html

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5. Câmara com novo plano para despoluição do Este

A Câmara Municipal de Braga está apostada na “total despoluição” do rio Este, por forma à requalificação e valorização ambiental de uma área urbana destinada, futuramente, a espaços de lazer e recreio. De resto, Mesquita Machado, em encontro realizado ontem com as sete autarquias da área urbana de Braga – Cividade, S. João do Souto, S. Lázaro, S. Vicente, S. Vítor e Sé -, anunciou a intenção de avançar com a execução de uma ciclovia numa das frentes ribeirinhas, a par da arborização e criação de vários espaços de descanso e lazer, passeios e passadiços de atravessamento entre as duas margens do Este.

O projecto, de momento, está a ser alvo de um levantamento topográfico – a par de um estudo de impacto ambiental -, o qual tem por objectivo, segundo o edil bracarense, “tratar toda a frente urbana do rio e dignificar todo o espaço, nomeadamente através da introdução de alguns equipamentos e estruturas de apoio que convidem à fruição das margens do rio Este”. Uma intervenção que vai contemplar um percurso ribeirinho entre a Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires e a Ponte Pedrinha, incluindo a execução de obras na rua da Fábrica, variante Sul, rua Bernardo Sequeira e Rua dos Barbosas.

https://jn.sapo.pt/2007/08/18/norte/camara_novo_plano_para_despoluicao_e.html

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6. Praia fluvial reaberta

O Ministério da Saúde vai ter de explicar ao Município de Torre de Moncorvo porque é que lhe interditou a praia fluvial da Foz do Sabor. A Câmara exige-o, na posse de novas análises à água, que provam, alegadamente, que, afinal, não está imprópria para banhos.

No início deste mês, o JN noticiou a interdição da praia pelos serviços de saúde, depois de análises terem demonstrado a existência na água de coliformes fecais. A decisão contrariava o aval dado em Abril deste ano pelo Ministério do Ambiente, que a considerou apta para funcionar.

https://jn.sapo.pt/2007/08/18/norte/praia_fluvial_reaberta.html

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7. Licenças ambientais e de produção foram simplificadas

O Governo simplificou o processo de atribuição das licenças ambiental e de produção para pedidos de centrais de produção de electricidade e instalações no sector do gás e do petróleo. O novo decreto-lei visa concretizar algumas medidas do Simplex, no sentido de abreviar o processo de decisão, e permite que os procedimentos para atribuição de licença ambiental possam ser iniciados ao mesmo tempo que a avaliação de impacto ambiental e decorrer em paralelo. Ao mesmo tempo, poderá ser possível atribuir a licença de instalação ou produção a projectos ainda sem licença ambiental, desde que o processo esteja a decorrer.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=1679091c5a880faf6fb5e6087eb1b2dc&subsec=&id=3bf74b54f6a238101b6b2165ae048b5e

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Selecção hoje feita por Cristiane Carvalho

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