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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Quinta-feira, 5 de Julho de 2007

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    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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    1. Porto: Porto já acelera para as corridas

    Durante duas semanas, o Porto vai transformar-se na capital do automoblismo.
    Depois do sucesso de 2005, o Circuito da Boavista está de regresso à cidade
    e, desta vez, em dose dupla. Amanhã, tem início o Campeonato do Mundo de
    Carros de Turismo (WTCC), que faz a sua estreia em solo português e logo com
    a presença do antigo piloto da Fórmula 1, Tiago Monteiro. Uma espécie de
    aperitivo para o fim-de-semana seguinte para o qual está marcado o Grande
    Prémio Histórico do Porto, em honra de uma competição que conheceu a glória
    na cidade, sobretudo nos anos 50 e 60, e cuja tradição foi “reinventada” há
    dois anos pelo presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio.

    Para continuar a merecer a confiança da Federação Internacional do
    Automóvel, a Autarquia apostou forte na remodelação de algumas vias, no
    sentido de garantir as melhores condições para a realização de um evento que
    foi acolhido de braços abertos pela população portuense. Assim, foi
    construído um novo troço para ligar a Rua de Vila Nova à Estrada da
    Circunvalação, que também sofreu algumas alterações a faixa foi alargada e
    recebeu um novo tapete de asfalto.

    O traçado está pronto há quase um mês e agora só falta mesmo terminar toda a
    logística que envolve um acontecimento com estas dimensões.

    https://jn.sapo.pt/2007/07/05/porto/porto_acelera_para_corridas.html

    Será óptimo termos 100 mil pessoas”
    https://jn.sapo.pt/2007/07/05/porto/sera_optimo_termos_mil_pessoas.html

    Vizinhos do circuito já estão mentalizados
    https://jn.sapo.pt/2007/07/05/porto/vizinhos_circuitoja_estao_mentalizad.html

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    2. Porto: Concessão ao FCP prejudicouCâmara em 25 milhões de euros

    Carla Sofia Luz

    A Câmara Municipal do Porto foi prejudicada em 25 milhões de euros com a
    atribuição da mais capacidade construtiva ao FC Porto, no âmbito da execução
    do Plano de Pormenor das Antas. Este facto foi dado como provado pelo
    Tribunal de Relação do Porto, depois do socialista Nuno Cardoso e do
    social-democrata Rui Rio terem recorrido da condenação por excessos de
    linguagem no ano passado.

    (…)
    Só que a Autarquia, presidida pelo socialista Nuno Cardoso, celebrou um
    acordo com o FC Porto e concedeu-lhe toda a capacidade construtiva que tinha
    sido cedida pelos restantes proprietários das Antas para construir as
    infra-estruturas. Segundo o acórdão do Tribunal da Relação do Porto, “tal
    cedência foi convencionada como forma de compensar o FC Porto pelos danos
    sofridos em consequência da alteração da localização do seu estádio”. Factos
    citados pelo Supremo Tribunal de Justiça, recordando ainda que, “ao fazer
    tal concessão ao FC Porto, sofreu o Município um prejuízo no valor de 25
    milhões de euros”.

    Recorde-se que o julgamento deste processo, interposto pelo socialista Nuno
    Cardoso que acusava o actual presidente da Autarquia, Rui Rio, de calúnia,
    abordou três dossiês polémicos a execução do Plano das Antas, em particular
    a troca de terrenos; a construção das frentes urbanas da Circunvalação e da
    Boavista; e o processo de edificação da Casa da Música, nomeadamente a
    ocupação pelo estaleiro do equipamento do terreno alienado à Adicais.

    https://jn.sapo.pt/2007/07/05/porto/concessao_fcp_prejudicoucamara_25_mi.html

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    3.Porto: Estado condenado a pagar seis milhões de euros à Câmara

    Seis milhões de euros é a indemnização que o Estado Português deverá pagar à
    Câmara Municipal de Santo Tirso, pelos prejuízos resultantes da criação, em
    1998, do concelho da Trofa. “É a Lei mais cara de sempre da legislação
    portuguesa”, considerou, ontem, o presidente da autarquia tirsense, Castro
    Fernandes, na sequência da decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) de
    condenar o Estado a indemnizar a Autarquia.

    A aprovação, há nove anos, da lei 83/98 amputou o município de Santo Tirso
    em oito freguesias – cerca de um terço do concelho -, causando a perda de 30
    mil habitantes e de 60 quilómetros quadrados de território.

    “O que há de importante nisto é que o Supremo Tribunal de Justiça confirmou
    aquilo que já tinha sido decidido [noutras instâncias]”, declarou o autarca,
    ao JN. No entanto, o edil revelou saber que “o Estado Português já recorreu
    ao Tribunal Constitucional”, acrescentando desconhecer, contudo, os moldes
    em que foi elaborado o recurso.

    Apesar disso, Castro Fernandes está confiante e considera que o facto de a
    mesma sentença ter sido deliberada pelas três instâncias recorridas –
    Tribunal de Santo Tirso, Relação do Porto e STJ – atesta “a ilegalidade da
    decisão [de criar o concelho da Trofa]”.

    https://jn.sapo.pt/2007/07/05/porto/estado_condenado_a_pagar_seis_milhoe.html

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    4. Porto: Videovigilância vai reforçar
    segurança no metro do Porto
    A Metro do Porto vai instalar câmaras de vigilância no interior de todas as
    composições. A empresa já tem 500 câmaras espalhadas pelos cerca de 60
    quilómetros de linhas (incluindo estações e túneis), mas avança, agora, com
    videovigilância dentro dos 72 veículos que compõem, actualmente, a
    totalidade da sua frota. Um sistema que, por exemplo, está em funcionamento
    nos autocarros da STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto) desde
    2005. O reforço da segurança só deverá ser implementado, contudo, a partir
    do final do próximo ano

    https://jn.sapo.pt/2007/07/05/porto/videovigilancia_dentro_metro.html

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    5. Aveiro, Ílhavo e Albergaria-a-Velha: Biomassa juntaCâmaras e Portucel

    As Câmaras de Aveiro, Ílhavo e Albergaria-a-Velha assinaram anteontem um
    protocolo de colaboração com o grupo Portucel Soporcel para a recolha e
    tratamento de biomassa (aproveitamento energético dos resíduos florestais).

    Um dos objectivos da assinatura do protocolo é “contribuir para a recolha de
    biomassa florestal e agrícola, reduzindo o risco de incêndio”, refere uma
    nota de imprensa ontem divulgada pelo grupo Portucel. Outro dos objectivos
    consiste na “utilização da biomassa florestal e agrícola para produção de
    energia, evitando a construção de aterros e contribuindo para a diminuição
    das emissões de dióxido de carbono, através da substituição de combustíveis
    fósseis pela energia renovável produzida”.

    Segundo o protocolo, as Câmaras envolvidas efectuam os trabalhos de limpeza
    de matas, podas e outros trabalhos de manutenção de espaços verdes em áreas
    urbanas e periféricas e a EnerForest (empresa do grupo Portucel na área da
    biomassa para energia) faz a recolha e o transporte dos resíduos, sem custos
    adicionais para as autarquias.

    O material recolhido será transportado para a fábrica de Cacia, que está
    capacitada para efectuar a produção de energia com biomassa florestal.
    A ideia, segundo apurou o Jornal de Notícias, é estender este protocolo a
    outras Câmaras. JPC

    https://jn.sapo.pt/2007/07/05/norte/biomassa_juntacamaras_e_portucel.html

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    6.Serra da Cabreira é nicho de plantas medicinais

    Com a sua infindável sabedoria sobre plantas aromáticas e medicinais, são as
    senhoras da terra, em Parada do Bouro, que guiam a comitiva numa “aula” ao
    vivo de etnobotânica, em plena serra da Cabreira, em Vieira do Minho. Há
    gente a trabalhar, na Universidade do Minho (UM), para conseguir fazer com
    que o uso tradicional das ervas seja aproveitado com fins económicos, nas
    áreas da farmacologia, cosmética e biotecnologia. A longo prazo, pretende-se
    mesmo atrair ao Norte do país investidores das 50 maiores multinacionais do
    sector.

    Mas um passo de cada vez. Um minicurso específico na área, desenvolvido no
    âmbito da licenciatura de Biologia Aplicada da UM começou no dia 21 e
    termina hoje, envolvendo parceiros como a Câmara de Vieira do Minho, a
    quinta do Sorilhal e SpinValor. A união em torno de um só objectivo o
    aproveitamento de recursos naturais. A primeira aula prática foi na
    Cabreira, que o JN acompanhou.

    Dez anos de trabalho

    É o investigador e docente do estabelecimento de ensino superior minhoto,
    Manuel Ferreira, quem dá voz ao muito que se tem feito na área, ao longo de
    10 anos. “Tradicionalmente, o saber passa de geração em geração, mas há
    plantas que, por serem idênticas, são confundidas. A ciência ajuda a
    conhecer e a aproveitar melhor as características de cada uma, estudando-as
    ao nível da molécula”, explica.

    “Portugal está ainda atrasado neste domínio, apesar da riqueza natural que
    tem. A Cabreira é um bom modelo de estudo”, revela, adiantando que há
    grandes projectos para impulsionar o sector, à semelhança do que acontece
    noutros países. Falta só a formação superior, criar empresas e microempresas
    à volta das plantas aromáticas e medicinais e, dar finalmente, o salto (ver
    caixa).

    Debaixo de uma chuva miúda, as locais, convidadas para guias pela
    investigadora da UM, Fernanda Rocha, proprietária da Quinta do Sorilhal e
    dinamizadora do Centro Interpretação Bio- Histórico para o Exercício do
    Ecoturismo, mostram as plantas aos interessados, enquanto discorrem sobre as
    suas aplicações.

    O cacto-bravo, com as suas flores pequeninas, “usado pelos agricultores para
    coalhar o leite”, nove folhas de oliveira para fazer um chá miraculoso para
    o fígado, ou o três em um, composto por “raiz de morango, barba de milho e
    trepos de cereja” para aliviar os males da bexiga. Pelo trajecto, vêem-se
    urzes, carquejas, malvas. Em frente à capela, já na quinta, até se pisa chá
    verde, pouco visível para quem desconhece os segredos da botânica.

    O conhecimento popular deu as mãos à ciência. Presentes estavam
    especialistas como João Honrado, do Instituto Botânico do Porto, João Paulo
    Alves, mestrado em etnobotânica e Ana Cunha, do Departamento de Biologia da
    UM, também responsável pela organização da iniciativa.

    A visita prosseguiu, animada. Fernanda Rocha, já mostrou os nichos de
    plantas, e lidera, agora, a comitiva pelo povoado de S. Cristóvão, Ruivães.
    “Também queremos criar sinergias para preservar a História. Tudo isto está
    interligado. Tudo é património”, refere. A ponte da Mizarela antecedeu a
    visita à Quinta das Glicínias, onde os formandos colheram as batatas para
    confeccionar ao jantar. Tudo biológico.

    Mestrado potencia empresas

    Outubro poderá ser decisivo para o futuro das plantas aromáticas e
    medicinais (PAM). Pela primeira vez no país, surgirá um mestrado na área da
    Biotecnologia e Bioempreendedorismo, concebido pela UM. Porque Portugal tem
    tudo menos formação superior no sector. “Queremos potenciar recursos humanos
    especializados, para que seja possível a transformação das PAM em produtos
    finais”, revelou Manuel Ferreira. Muitas empresas podem florescer à volta
    das ervas terapêuticas, já que a maior parte se exportam. Perfumes, produtos
    de beleza, medicamentos à base de produtos naturais. Inclusivamente pode
    servir de mola ao ecoturismo. A longo prazo, as multinacionais mais fortes
    podem querer criar sucursais no norte, aproveitando a matéria-prima
    existente. É esta a convicção do investigador e dos parceiros. Fernanda
    Rocha acredita também no seu efeito a nível local, com a criação de
    micro-empresas, apostadas em dar cartas ao nível dos produtos biológicos.

    https://jn.sapo.pt/2007/07/05/norte/serra_cabreira_e_nicho_plantas_medic.html

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    7. Mais de oito mil milhões de euros para o Norte

    A Região Norte espera crescer um por cento nos próximos seis anos, acima da
    média nacional, fruto dos fundos comunitários dispendidos pela União
    Europeia no novo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), até 2013.
    O Norte irá receber mais de oito mil milhões de euros, assumindo-se como “a
    principal destinatária dos fundos estruturais” e, portanto, “do pacote
    financeiro no montante de 21,5 mil milhões de euros destinados a Portugal” –
    este é o valor total de fundos transferidos para o nosso país.

    Ontem, em conferência de imprensa na Comissão de Coordenação e
    Desenvolvimento Regional do Norte, o presidente deste organismo, Carlos
    Laje, apresentou as oportunidades e estratégia regional que este programa de
    fundos comunitários permite à região e, em jeito de balanço prévio, deixou a
    esperança “de um bom futuro para a região”, dependendo do modo como forem
    usados “os generosos apoios comunitários”, oportunidade “não repetível” após
    2013.
    Antes de concretizar sobre o que fazer com os fundos transferidos, Lage
    pediu para não se esquecerem “as lições do período histórico do país e da
    região, especialmente quando se adiam reformas e se atrasam mudanças
    necessárias”, com graves consequência para a região.

    Instado pelos jornalistas sobre o alvo deste ataque, apontou as “políticas
    macroeconómicas e regionais feitas pelos últimos governos na região,
    independentemente da sua cor política”.

    Pela competitividade

    Esta nova conjuntura surge depois de o nível do Produto Interno Bruto (PIB)
    per capita ter diminuído no período 2002/2004, piorando, progressivamente, o
    seu posicionamento no ranking das regiões menos desenvolvidas dos 15 Estados
    membros da União Europeia, com uma mão de obra pouco qualificada e mal
    remunerada. Ao mesmo tempo, as exportações na região representam quase um
    terço (32 por cento) do PIB, tornando a Região Norte na principal origem das
    exportações nacionais. De há cinco anos para cá, acrescente-se, a taxa de
    desemprego na região supera claramente a média nacional.

    Mas nem tudo são más notícias. Segundo o dirigente, “2006 foi um ano de
    aceleração do crescimento do comércio internacional na região, ao nível das
    exportações e das importações”, reforçando a competitividade externa da
    região Norte”.

    E é com esta ideia em mente que foi aprovado o Programa Operacional Regional
    do Norte, enquadrado no (grande) QREN e remetida agora para Bruxelas, com
    seis eixos prioritários: “Competitividade, Inovação e Conhecimento;
    valorização económica de recursos específicos, como o turismo, o mar e a
    cultura popular; a valorização e qualificação ambiental e territorial, com a
    gestão activa da Rede Natura; a qualificação do sistema urbano, com especial
    incidência na promoção da mobilidade urbana; a capacitação institucional
    regional, com a modernização do Governo electrónico e melhoria da relação
    das empresas dos cidadãos com a administração desconcentrada; e a
    assistência técnica”.

    Candidaturas em Outubro

    Este conjunto de prioridades, com um financiamento comunitário do PO Norte
    (Feder) a rondar os 2.700 mil milhões de euros, tem também financiamento
    paralelo, como programas específicos a serem aprovados em breve pelas
    entidades competentes. “A região tem assim pela frente um envelope
    financeiro volumoso e tem de saber tirar partido disso”, conclui o
    presidente.

    Os projectos podem ser apresentados a partir de Outubro e depois de
    aprovados começam “a ser financiados” e a ser postos em prática.

    —————————-

    Sete Agendas Prioritárias

    A CCDR-N, em parceria com um “conjunto de peritos”, irá desenvolver “sete
    Agendas Temáticas prioritárias”, em torno das quais serão identificados,
    organizados e propostos projectos e iniciativas “até 2010”, a candidatar ao
    QREN ou a outros mecanismos de financiamento – tendentes ao desenvolvimento
    das metas “definidas para a região Norte”. Assim, as sete agendas
    apresentadas assentam em “domínios fundamentais para a região”: Inovação;
    Internacionalização da região; Clusters Regionais, em áreas como “o mar, as
    indústrias criativas, a moda, a saúdee o turismo”.

    Outra das agendas “de maior interesse”, nas palavras de Lage, é a da
    empregabilidade, para “tentar combater o drama que se vive nesta região
    actualmente”. E mais três se afiguram num horizonte que a CCDR-N espera
    “tenha resultados positivos”: “as redes regionais de serviços de suporte à
    Competitividade, com especial incidência em subáreas como os transportes,
    energia, rede digital, acolhimento empresarial; sistema urbano e
    desenvolvimento rural sustentável”. “Destas sete agendas temáticas
    esperam-se obter não mais estudos, mas verdadeiros programas de acção em
    áreas seleccionadas, para um horizonte de curto ou médio prazo, que resultem
    em propostas ou contributos concretos”, sustentou Carlos Lage.

    Para coordenarem estes projectos, foram já seleccionados “peritos” com a
    função de “elaborarem um diagnóstico sintético” e definição da “visão e
    prioridades estratégicas de actuação a seguir”, contribuindo para uma visão
    “macroeconómica”. Em curso está já a agenda temática “do pólo de
    competitividade na área da Saúde”.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=c14c04d3b4c946ea87616f65d566e918

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    8. Praias de Gaia requalificadas

    O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, definiu ontem como
    objectivos para o próximo mandato a requalificação das frentes de mar da
    Aguda e de Miramar e a dotação de 50 por cento das praias do concelho com
    condições de mobilidade e acessibilidade para todos. O autarca falava em
    Canidelo na cerimónia do hastear do galardão «Praia Acessível – Praia para
    Todos», onde assinalou também a inauguração da ciclovia entre Salgueiros e
    Canide Sul.

    “Cada vez é maior a exigência da população. Nunca estamos satisfeitos”,
    referiu Menezes, acrescentando que estão na calha mais projectos para o
    futuro. Além da requalificação das marginais da Aguda e de Miramar, o
    autarca pretende também recuperar a frente de mar entre Madalena e
    Valadares. Esta última fase será mais difícil, devido à abundância de
    construções clandestinas. “É a nossa pior herança”, afirmou Menezes,
    sublinhando que pretende encontrar “soluções expeditas e que não sejam
    caras”, à semelhança do que aconteceu no troço ontem inaugurado.
    A requalificação da marginal entre Salgueiros e Canide Sul, com 1,2
    quilómetros de extensão, custou 400 mil euros. A empreitada foi
    comparticipada pela empresa Águas de Gaia que construiu a ciclovia e pela
    EDP, no que concerne às infra-estruturas eléctricas. Os trabalhos foram
    realizados em “tempo recorde”, utilizando meios e funcionários da autarquia.
    Menezes deixou ao departamento de obras o desafio de “olhar para Nascente”,
    pois no miolo urbano das freguesias marítimas há ainda muitos cabos de
    electricidade por enterrar e ruas em mau estado.

    Praias acessíveis

    Ontem, o município assinalou a atribuição do galardão «Praia Acessível –
    Praia para Todos», atribuído pela Comissão Nacional de Coordenação para o
    Ano Europeu das Pessoas com Deficiência às zonas balneares de Canide Norte,
    Miramar e Aguda. Para além dos requisitos exigidos nas praias com Bandeira
    Azul, as praias que ostentavam a bandeira da acessibilidade têm
    estacionamentos reservados, passadeiras com rampas, passadiços de acesso à
    praia em rampa e sem degraus e um tapete sintético que permite a deslocação
    com comodidade e segurança através do areal até à água.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=3c86f3d91cf14286cc3f5e8853a0fe4a

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    9. Mergulhe na Galiza” foi o nome na iniciativa promovida no NorteShopping

    Entre 26 de Junho e 2 de Julho, a Galiza foi promovida no Porto. A Sociedade
    Pública de Promoção Turística “Turgalicia” organizou, no Norte Shopping, uma
    semana de actividades destinadas e mostrar as propostas da região. Em foco
    esteve o Turismo de Saúde, as termas e a água da região. As praias e rios
    galegos foram outros dos atractivos, bem como as ofertas a nível de turismo
    náutico.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=tema&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3

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    10. Câmara da Maia escolhe artista para decorar painéis

    Nuno Costa foi o vencedor do concurso de arte lançado pela Câmara Municipal
    da Maia. O artista plástico vai decorar sete painéis de betão que se
    encontram nas traseiras do edifício dos Paços do Concelho, virados para a
    entrada principal do Fórum da Maia. Segundo a autarquia, Nuno André Azevedo
    da Costa é um “artista maiato” que começou a elaborar murais em 1999,
    tendo-se profissionalizado no ano seguinte. “Autor de centenas de murais em
    Portugal e no estrangeiro, destacam-se os realizados em França (Poitiers e
    Angoulême) e na Holanda (Hasselt, onde o seu trabalho foi capa do jornal
    Zwolse Courant)”, refere a mesma fonte. O júri do concurso foi constituído
    pelo vereador da Cultura Mário Neves, pelo director do curso de Artes
    Plásticas da Escola Superior Artística do Porto, Carlos Gomes Mesquita, pelo
    director do Departamento de Cultura e Turismo da câmara municipal, José Maia
    Marques, e pela chefe de divisão de Edificações Municipais da autarquia
    Carla Susana Carvalho. A decisão de escolher a proposta de Nuno Costa foi
    acolhida por unanimidade e já foi ratificada pelo executivo camarário, no
    final do mês passado. Ao “Concurso de Arte Pública – Sete Painéis de Betão”,
    que foi lançado em Fevereiro deste ano, foram apresentadas 45 candidaturas.
    Não é ainda conhecida nenhuma data para a intervenção nos sete painéis.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=de65567ca3e15a66020e6ea56b4577af

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    Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

    O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
    https://groups.yahoo.com/group/pned/

    Se quiser consultar os boletins anteriores veja
    https://campoaberto.pt/boletimPNED/

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    INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
    de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
    jornais ou fontes de informação).

    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
    está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
    âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
    Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Selecção hoje feita por Alexandre Bahia

    =============== PNED: Porto e Noroeste em Debate ===============

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