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Boletim PNED de 26 de Maio de 2007

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Sábado, 26 de Maio de 2007

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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1. Lixo mancha património mundial

Imagine-se participante de um concurso televisivo. Pergunta Que tipo de objectos pode encontrar em pequenas lixeiras nas encostas do Alto Douro Vinhateiro? Diga tudo o que lhe vier à cabeça e verá que dificilmente vai errar uma. Uma guitarra desfeita, uma sanita partida, um cão morto, as calças que não servem, um pneu velho, os sofás que passaram de moda… A variedade não caberia neste texto, mas terá de caber nos camiões do grupo SUMA, que até ao final deste ano vai limpar os pontos críticos nas margens do rio Douro e seus afluentes.

Até lá, Alfredo Carvalho, residente em Alijó, não contém a ironia “Isto é lindo! Aquelas moscas todas a esvoaçar no local… é um espectáculo!” Refere-se a vários amontoados de lixo na margem direita do rio Tua, perto da foz, ao longo da EN 212. Agora, a sério: “Horrível, uma epidemia”. E não é para menos. Quem de S. Mamede de Ribatua até Foz-Tua parar nas poucas zonas em que pode sair da estrada, é só espreitar.

Se espreitassem nestas últimas semanas até teriam visto quem tentasse fazer pela vida com o lixo alheio. Dois homens e uma mulher retiravam de uma das lixeiras todos os artefactos em metal. “Vendemos a um sucateiro que nos dá algum dinheiro”, explicaram. Foi preciso recorrer a cordas para puxar o material, pois a encosta mais parece uma parede. A empresa que há-de limpar o que ali permanece já sabe com o que vai contar.

Maria do Céu Mondego já ouviu em S. Mamede a “má impressão que as lixeiras causam numa paisagem bonita”. “Falta de educação e maldade”, aponta aos autores dos amontoados de “porcaria” que, assegura José Maçãs, “cresceram mais nos últimos 12 anos”.

“É a noite que a devem lá botar, porque de dia as pessoas reparam”, acrescenta. Não é bem assim. Na margem oposta, em Fiolhal (Carrazeda de Ansiães), Delmina Seixas já por várias vezes viu pessoas a deitarem lixo pela encosta abaixo. “Abro a janela e deparo-me com este espectáculo”, contesta. A vizinha Maria de Jesus Martins assina por baixo contra um “disparate” provocado por pessoas com “falta de senso e civismo”.

Limpeza em curso

O exemplo dado é apenas um dos muitos no Douro. Para acabar com estes atentados ambientais, Alfredo Carvalho dá a receita “As autoridades têm de lhes carregar com multas pesadas”. Ora, de acordo com o Tenente Eduardo Lima, comandante do destacamento da GNR da Régua, as coimas aplicadas a quem depositar resíduos no meio ambiente “rondam sempre os 500 euros” para pessoas singulares. Mas o valor final varia consoante a gravidade da infracção e se houver reincidência. No caso de pessoas colectivas, a coima é multiplicada por cinco. “Com coimas pesadas as pessoas retraem-se mais”, observa.

O problema das lixeiras clandestinas tem representado uma verdadeira dor de cabeça para os autarcas. “Limpamos hoje, passado uma semana voltam a sujar”, queixa-se edil de Alijó, Artur Cascarejo. “É muito difícil controlar este tipo de situações”, lamenta o homólogo de Lamego, Francisco Lopes. E ambos concordam que o problema de fundo ainda se mantém “Encontrar solução para a recolha de resíduos industriais e da construção civil”.

O projecto de erradicação das dissonâncias ambientais do Douro é promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte e pelo Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos. O grupo SUMA tem nove meses para “eliminar a incúria e resgatar a dignidade” que é devida ao Alto Douro Vinhateiro, Património da Humanidade. Já foram limpos os pontos críticos dos concelhos de Lamego, Mesão Frio, Régua e Santa Marta de Penaguião. Neste momento os trabalhos decorrem em Vila Real, seguindo-se os municípios de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Sabrosa, S. João da Pesqueira e Tabuaço.

https://jn.sapo.pt/2007/05/26/norte/lixo_mancha_patrimonio_mundial.html

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2. Época balnear arranca sem tratamento de esgotos

O problema do tratamento de esgotos em Vila do Conde e na Póvoa de Varzim deverá ficar, mais um ano, sem solução. É que, ao contrário do prometido pelo Ministério do Ambiente em resposta ao requerimento do PCP, o sistema provisório de separação e gradagem de águas residuais que a Águas do Ave iria instalar junto ao molhe sul do porto de pesca da Póvoa já não chegará este Verão.

https://jn.sapo.pt/2007/05/26/porto/epoca_balnear_arranca_tratamento_esg.html

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3. Pescadores da Cantareira vão ter novos armazéns

Desde há cerca de quatro meses que os pescadores da Cantareira, no Porto, olham, ansiosamente, para o local onde estavam os barracos que serviam de armazém para as suas artes de pesca. A Administração do Porto do Douro e Leixões (APDL) vai requalificar a marginal e substituir os inestéticos barracos por um edifício em forma de embarcação, com cinco compartimentos individuais, tantos quantos os pescadores daquela zona castiça da cidade.

https://jn.sapo.pt/2007/05/26/porto/pescadores_cantareira_ter_novos_arma.html

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4. Lixo à porta vai dar direito a multa

Acabar com os sacos à porta. É essa a intenção da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, que passa agora a aplicar multas aos poveiros que, tendo os contentores ou ecopontos a menos de 350 metros, depositem os lixos em sacos à porta de casa.

A contra-ordenação vale uma coima que pode ir de um quinto a cinco salários mínimos.

A medida é a principal alteração do novo Regulamento Municipal de Resíduos Urbanos, que entra em vigor no próximo dia 1 de Junho.

https://jn.sapo.pt/2007/05/26/porto/lixo_a_porta_dar_direito_a_multa.html

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5. Galegos antes querem ferry que nova ponte

A Câmara de Caminha continua a pugnar por uma sexta ponte no rio Minho e aguarda o início do estudo da sua viabilidade, cujo concurso foi lançado no mês passado, conforme o JN referiu na ocasião.

Se o assunto é motivo de renascidas esperanças do lado luso, o projecto já mobilizou mais a classe política galega de A Guarda, concelho fronteiro de Caminha, presentemente envolvido no processo de campanha eleitoral autárquica.

https://jn.sapo.pt/2007/05/26/norte/galegos_antes_querem_ferry_nova_pont.html

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6. Câmara denuncia abandono da ria

O presidente da Câmara de Estarreja, José Eduardo Matos, acusou, ontem, o Governo de “falta de sensibilidade” relativamente aos problemas que afectam a ria de Aveiro, numa alusão aos sucessivos atrasos na criação da prometida entidade gestora.

https://jn.sapo.pt/2007/05/26/norte/camara_denuncia_abandono_ria.html

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7. Presidente da República quer ver o tema mais bem abordado pela Assembleia da República

O Presidente da República, Cavaco Silva, que se deslocou à Covilhã para assistir à inauguração de uma fábrica, defendeu ontem a realização de um “debate aprofundado” na Assembleia da República sobre a localização do novo aeroporto internacional de Lisboa.
“Seria altamente benéfico para o país que a Assembleia da República realizasse um debate aprofundado sobre este projecto com base em estudos realizados por organizações e instituições competentes, dado o impacto para gerações futuras”, afirmou Cavaco Silva. O Presidente da República falava sobre as declarações do ministro das Obras Públicas Mário Lino, que quarta-feira contestou a localização do novo aeroporto na margem Sul do Tejo.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=1679091c5a880faf6fb5e6087eb1b2dc&subsec=&id=4a8f55c2f5decc3b81b3c338600cd338

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basicamente entre o Vouga e o Minho.

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Selecção hoje feita por Cristiane Carvalho

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