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Boletim PNED de 7 de Maio de 2007

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Segunda-feira, 7 de Maio de 2007

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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1. Opinião: Uma obra, uma vida

Será desta que Carlos Loureiro vai ter a oportunidade de completar o
projecto que elaborou para o Pavilhão de Desportos do Palácio de
Cristal ? Ou seja, vai ser-lhe possível construir o outro edifício
que ele gizou à ilharga da nave principal, crismada nos anos 80 do
século passado com o nome de Rosa Mota? Aquele prestigiado arquitecto
irá, tanto quanto declarou ao JN no passado dia 26 de Abril, melhorar
e renovar um espaço que está em vias de classificação, mas, como
também referiu, para já é cedo falar sobre isso. Seria interessante
ver realizado aquilo que ele desenhou na altura, um bloco no qual
incluiu, de acordo com a memória descritiva, um auditório e salas
para a realização de congressos… Adiante, em breve, o mestre dirá
da sua justiça.
Jorge Vilas

https://jn.sapo.pt/2007/05/07/porto/uma_obra_vida.html

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2. Porto: Investigação garante vida do planeta

O reitor da Universidade do Porto, Marques dos Santos, defendeu ontem
que as instituições académicas têm uma “responsabilidade histórica”
no desenvolvimento de soluções que garantam a “viabilidade do
planeta”, apelando a um esforço conjunto nesse sentido. José Marques
dos Santos discursava na cerimónia de abertura da X Conferência
Internacional do “NATO Pilot Study on Clean Produts and Processes”,
que reúne até quarta-feira no Porto mais de uma centena de
especialistas de 31 países para debater o desenvolvimento de
tecnologias limpas. Para o reitor da maior universidade
portuguesa, “o desenvolvimento sustentável tem de ser entendido por
governos, organizações e cidadãos como um imperativo pelo qual se
devem reger as decisões estratégicas, mas também as escolhas
quotidianas”.

A conferência, uma das mais importantes reuniões anuais da OTAN,
analisa um conjunto de projectos de investigação conjuntos entre os
países membros da organização relacionados com as mais recentes
tendências sobre tecnologias limpas e a sua aplicação na indústria.

https://jn.sapo.pt/2007/05/07/sociedade_e_vida/investigacao_garante_vida_planeta.html

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3. País: Licenciamento de edifícios novos só com certificado de
eficiência energética

A partir do primeiro dia de Julho há novas regras para o
licenciamento de edifícios. A legislação determina que uma construção
com mais de mil metros quadrados terá que possuir um certificado de
eficiência energética, informou ontem a Sociedade Portuguesa de
Certificação Energética (SPCE). De acordo com a SPCE, a nova
legislação, que já entrou em vigor em Abril de 2006, “avança a partir
de 1 de Julho para uma nova fase, com a obrigatoriedade de todos os
pedidos de licenciamento de edifícios com mais de mil metros
quadrados serem acompanhados de um certificado de eficiência
energética”. A aplicação prática desta legislação abrange todos os
edifícios residenciais e de serviços a construir e tem como objectivo
principal diminuir os excessos de consumo de energia e proteger o
ambiente. Os regulamentos aprovados vêm trazer novas exigências à
construção, passando a ser obrigatória a instalação de painéis
solares térmicos nas novas construções, e ainda requisitos em termos
de qualidade do ar interior, manutenção e monitorização do
funcionamento dos sistemas de climatização, inspecção periódica de
caldeiras e equipamentos de ar condicionado.

A SPCE afirma, em comunicado, que “só para os edifícios residenciais
e de serviços é utilizada mais de 60 por cento de toda a
electricidade disponibilizada ao consumo”. “Com a aplicação dos
regulamentos prevê-se que se trave este gasto excessivo e aumente, em
mais de 30 por cento, a eficiência energética dos edifícios”. A
mesma entidade sublinha que, “paralelamente à diminuição do consumo
energético existe uma preocupação ambiental, já que, no caso
português, cada pessoa gasta, em média, um barril de petróleo por mês
e emite cerca de três toneladas de dióxido de carbono [CO2]”. A
certificação energética será também exigida, de forma faseada ao
longo dos próximos anos, para os edifícios existentes que sejam
sujeitos a importantes intervenções de reabilitação, para os grandes
edifícios públicos e todos os que são regularmente visitados pelo
público. A partir de 2009, todas as operações de venda e de
arrendamento de quaisquer edifícios, nomeadamente de habitação, vão
ter também de possuir o certificado de eficiência energética.

Caberá aos peritos qualificados, supervisionados pela Agência para a
Energia (Adene), atribuir os certificados de eficiência energética
aos edifícios. A lei refere que a função de perito qualificado pode
ser exercida a título individual ou ao serviço de organismos privados
ou públicos, desde que reconhecidos pela Ordem dos Arquitectos ou
pela Ordem dos Engenheiros. As autarquias não vão ter qualquer papel
na atribuição destes certificados, devendo apenas passar a exigi-los
antes de atribuir as licenças de construção, no caso de edifícios
novos, ou licenças de utilização, no caso dos edifícios já
existentes.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=c74d97b01eae257e44aa9d5bade97baf&subsec=&id=9ca0c1d0e33cc5a1d6fff25f62e39f2d

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4. País: Eucalipto muito eficaz no combate ao CO2

A árvore «campeã» no combate aos poluentes a quem são atribuídas as
alterações climatéricas é, em Portugal, o eucalipto. A conclusão
consta de estudos realizados em três tipos diferentes de coberto
vegetal, pelo professor de Ecologia Florestal João Santos Pereira.

As medições que vêm sendo realizadas numa plantação de eucaliptos
perto de Pegões, concelho de Palmela, indicam que aquela árvore de
crescimento rápido é a que retém da atmosfera mais dióxido de
carbono, considerado o principal responsável pelo aquecimento global
da atmosfera. Elementos recolhidos pelos cientistas indicam que
naquele eucaliptal a retenção de carbono variou entre as 7,45
toneladas de carbono por hectare e por ano, em 2003, e 4,77 toneladas
em 2006. Em comparação, valores obtidos num montado de sobreiros
perto de Évora indicaram que a retenção de carbono por aquelas
árvores foi de 0,47 toneladas por hectare/ano de área arborizada em
2003 e de 1,8 toneladas no ano passado.

A explicação para esta diferença está, segundo os cientistas, no
facto de as árvores que crescem mais rapidamente terem uma capacidade
superior para reter o dióxido de carbono, que através da fotossíntese
das folhas transformam depois em oxigénio. O resultado efectivo da
retenção é obtido através da subtracção ao total de dióxido de
carbono absorvido durante o dia, quando exposta à luz solar, da
chamada respiração, que a árvore realiza durante a noite, com a
ausência de luz, em que devolve à atmosfera parte do gás poluente
retido com a iluminação natural. João Santos Pereira, presidente do
Conselho Científico do Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa,
acrescentou que os resultados obtidos nas pastagens indicam valores
de sequestro de carbono pelas ervas semelhantes aos do montado, cerca
de 1,97 toneladas por hectare/ano em 2006, no caso de outra herdade
dos arredores de Évora. Dados reunidos pelo investigador, indicam que
nos restantes países europeus os números são semelhantes: média de
1,5 toneladas de carbono por hectare/ano nas pastagens, enquanto nas
florestas esses valores sobem para entre cinco a seis toneladas por
hectare.

Em Portugal não foram ainda feitas medições referentes a áreas
florestadas com pinheiro bravo, mas no Sul de França foram atingidos
valores na ordem das seis toneladas por hectare/ano. Embora sem se
conhecerem cálculos sobre o total de carbono retido pela floresta
portuguesa, admitindo que cada um dos 700 mil hectares de montado
existentes no País retenha 1,8 toneladas de carbono/ano, como sucedeu
nas medições realizadas na herdade perto de Évora, no total
conseguiriam retirar da atmosfera 1,26 milhões de toneladas de
carbono.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=c74d97b01eae257e44aa9d5bade97baf&subsec=&id=30c29f2cf5907a2b63baf7df2ab7f84b

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5. Amarante: Água medicinal no parque de campismo

O antigo parque de campismo, em S. Gonçalo, esconde debaixo do seu
subsolo “água minero-medicinal de qualidade e com caudal suficiente
para relançar a actividade termal na cidade” de Amarante. A Autarquia
está decidida a avançar com o projecto preparando-se para desafiar o
sector privado a entrar no “negócio”. O objectivo é complementar a
oferta turística da cidade de Pascoaes, sabendo-se que o turismo
termal está na moda.

A água minero-medicinal foi descoberta em estudos de prospecção e
pesquisa de água mineral na margem direita do rio Tâmega,
encomendados pela Câmara. A “preciosa” água foi detectada no “furo
AC3, no antigo parque de campismo”. Recentemente, foi aprovada uma
minuta do contrato de concessão de exploração, que prevê, agora, a
realização de um estudo médico-hidrológico, durante 36 meses, e a
execução de novos trabalhos de prospecção e pesquisa para reforço do
caudal nos 12 meses seguintes à aprovação do estudo.

https://jn.sapo.pt/2007/05/07/porto/agua_medicinal_parque_campismo.html

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

Selecção hoje feita por Maria Carvalho

=============== PNED: Porto e Noroeste em Debate ===============