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    BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
    resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

    Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2007

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    Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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    1.Porto: Providência pela transparência

    Os socialistas do Porto entreguem hoje no Tribunal Administrativo e Fiscal
    do Porto a providência cautelar contra a entrega da concessão do Rivoli –
    Teatro Municipal ao produtor Filipe La Féria. A forma “pouco transparente”
    como decorreu a entrega estará na base do processo.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=fbaa8955494033c158299276396ea464

    Mais um protesto contra Rui Rio e gestão do Rivoli
    Cláudia Luís

    “Será que um tipo que não sabe gerir o Rivoli pode governar uma cidade?” –
    esta foi uma das frases que fizeram parar poucas dezenas de portuenses na
    movimentada Rua de Santa Catarina, em plena época de saldos, na tarde de
    ontem. Pelos cartazes e pelos cânticos, sabia-se que se tratava de uma
    manifestação a propósito do teatro municipal, mas a maioria dos curiosos
    desconhecia o motivo da luta.
    A atribuição da gestão do Rivoli pela Câmara Municipal do Porto a Filipe La
    Féria era o motivo, mas a intenção dos 13 manifestantes passava também por
    “chamar a atenção sobre a perda da cultura de luta”, como declarou a
    realizador Regina Guimarães. “Gerou-se a ideia de que estar na rua é
    ridículo, que só os drogados e mendigos estão rua. Ora, pode dizer-se que
    nós somos mendigos das nossas causas”, acrescentou.
    A causa em questão foi defendida de forma pouco habitual enquanto se
    distribuíam panfletos e se passeavam cartazes pendurados no corpo,
    cantavam-se uma espécie de janeiras contestatárias a Rui Rio.
    A animação chamou a atenção de Ana Pereira, professora do Ensino Secundário
    de 55 anos que vinha ao Rivoli “desde pequenina” e que acusa o autarca de
    estar a “privar a cidade de uma belíssima sala de espectáculos sem garantias
    de que receberá eventos de verdadeira cultura”.
    Ao contrário de Ana Pereira, a maioria dos entrevistados não falava por não
    saber o que se passa com o teatro. “Hitler queimou livros, Salazar fechou
    escolas e Rui Rio desbarata um teatro” ou “rivoltamo-nos contra a entrega
    aos privados de todo o bem público” foram as pistas lançadas a quem passasse
    pelos cantores das janeiras revoltadas.

    https://jn.sapo.pt/2007/01/11/porto/mais_protesto_contra_rio_e_gestao_ri.html

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    2. Espinho: O fim do Bairro de Paramos
    Natacha Palma, Artur Machado

    No passado dia 5 de Novembro, houve missa na Capela de S. João e de Senhora
    da Aparecida, no Bairro da Praia de Paramos, em Espinho, situada numa
    espécie de promontório frente ao mar, com pedras a servir-lhe de calço. Foi
    um dia de temporal. As palavras do pároco eram praticamente abafadas pelo
    som das ondas a bater contra as rochas, descalçando o edifício quase
    centenário. A capelinha abanava por todos os lados. “É desta”, pensaram
    muitos.
    A população do bairro, constituído por edifícios construídos
    clandestinamente em zona de domínio público marítimo, há muito que vive
    “habituada” a ter o mar a bater-lhe à porta. Não é por acaso que o Plano de
    Ordenamento da Orla Costeira (POOC) prevê a retirada da povoação, onde vivem
    cerca de 500 pessoas.
    E outra hipótese não é, para já, colocada. Segundo Veloso Gomes,
    especialista em Hidráulica e Defesa Costeira e coordenador dos estudos para
    a Estratégia Integrada de Gestão da Zona Costeira, não existe qualquer
    projecto para defesa daquela zona costeira. “Claro que se houvesse uma
    situação de emergência em que a população estivesse em risco iminente, algo
    teria de ser feito, mas a prioridade passa pela retirada da população”,
    explicou.
    O problema é que a comunidade não está pelos ajustes. Com raízes muito
    vincadas, não aceita com facilidade viver noutro local. Aliás, algumas das
    cerca de 40 pessoas que foram realojadas há sete anos pela Câmara de Espinho
    no complexo habitacional da Quinta de Paramos voltaram para o velho bairro.
    Por outro lado, sabendo o risco que corre, a população há muito que
    reivindica por obras de defesa e até acredita que elas irão ser feitas.
    Américo Castro, presidente da Junta de Freguesia de Paramos, garantiu ao JN
    que tem indicações nesse sentido de que o POOC o prevê. “São seres humanos
    que ali vivem e enquanto não for encontrada uma solução viável para o seu
    realojamento há que fazer obras que os protejam dos ataques diários do mar”,
    afirmou. “Se não for por nós, será pelo menos para defender a ETAR
    (construída em plena duna há cerca de 15 anos), que estão agora a ampliar”,
    explicou um empresário local.
    Mas não será bem assim. Segundo Veloso Gomes, a ETAR está defendida por um
    esporão a sul, além de que, há cerca de dez anos, foi construída uma duna
    artificial frente ao equipamento. Quanto à população, pouco ou nada existe a
    defendê-la. “E quando as ondas conseguirem finalmente abalroar a capela, a
    povoação, situada a uma cota mais baixa, vai ser invadida pelo mar”,
    vaticinou Veloso Gomes.
    Da parte da Câmara, o vice-presidente, Rolando de Sousa, admite que a
    questão é complexa e por isso mesmo só poderá ser resolvida através de um
    “desígnio nacional”. “A Câmara não tem meios próprios para realojar toda
    aquela população”, concluiu.

    “O mar está-lhes no sangue”
    O Bairro da praia de Paramos existe há cerca de um século, altura em que
    pescadores de Ovar ali construíram palheiros onde guardavam o gado que
    arrastava as redes de pesca depois da faina realizada ali ao largo. Com o
    tempo, os pescadores instalaram-se de vez no local, construindo novos
    palheiros. Os palheiros deram lugar a casas de madeira que, mais tarde, há
    cerca de 80 anos, foram “forradas” a tijolo e as tábuas retiradas. “As
    pessoas que lá vivem são, na maioria, descendentes dos primeiros pescadores,
    transformando aquela comunidade numa grande família”, explicou Américo
    Castro. “Não é por acaso que não querem sair de lá. O mar está-lhes no
    sangue e nunca poderão ser afastados dele. Qualquer solução que tenha se ser
    encontrada para os realojar, tem de ser perto da praia, a não mais de 500,
    600 metros, ou nunca será possível convencê-los a sair dali”, concluiu o
    autarca.

    https://jn.sapo.pt/2007/01/11/porto/o_do_bairro_paramos.html

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    3. Porto: Residência, miradouros, cafés e estufas na Quinta do Covelo
    Carla Sofia Luz

    Ideias não faltam para a quinta do Covelo. Algumas já com milhões
    contabilizados, outras esboçam soluções para o futuro espaço verde. Em
    comum, têm o conceito de reconversão da quinta degradada num parque urbano
    aberto à envolvente, com forte componente pedagógica. Das 31 propostas
    apresentadas no concurso de ideias, lançado pela Câmara do Porto, oito foram
    distinguidas e seis excluídas por falta de documentos e/ou identificação dos
    autores. Mas ficou por atribuir o primeiro prémio. O vice-presidente da
    Autarquia, Álvaro Castello-Branco, defende agora a criação de um projecto
    coerente, integrando as melhores ideias e com possível participação dos
    privados na gestão de equipamentos.

    https://jn.sapo.pt/2007/01/11/porto/residencia_miradouros_cafes_e_estufa.html

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    4.Maia: Recolha de lixo selectiva em29 mil casas
    Hugo Silva

    Mais de 20% dos moradores da Maia vão ter recolha selectiva de resíduos
    domésticos porta-a-porta, no final do próximo mês. O sistema, em operação
    desde 1998, está a ser alvo de um alargamento por parte da empresa municipal
    Maiambiente, para chegar a 29 mil pessoas. Mais dois mil residentes passarão
    a usufruir do serviço.
    No mês passado, a recolha porta-a-porta foi alargada a 246 habitações de
    Vermoim e Silva Escura, durante este mês o serviço é alargado a mais 207
    habitações de Gueifães e, no mês que vem, outras 260 casas da freguesia da
    Maia também passam a integrar a rede. Contas feitas, são mais 713
    residências a aderir a um projecto que tem obtido resultados positivos.
    “As pessoas têm aderido bastante e o objectivo passa por, no futuro, alargar
    a recolha selectiva a outras freguesias”, disse, ao JN, Paula Costa, da
    Maiambiente.
    O modelo de funcionamento é simples. “Em cada fogo é entregue um contentor
    para os resíduos indiferenciados e dois cestos (azul e amarelo) para os
    resíduos de papel/cartão e embalagens plásticas, além de um folheto
    informativo, referindo as regras de separação e deposição e os dias e
    horários de recolha dos diferentes materiais”, explica a empresa, em
    comunicado.
    “Este alargamento surge na sequência da optimização dos recursos existentes
    (viaturas, equipamentos e pessoal), tendo-se privilegiado zonas contíguas
    àquelas onde o serviço já se encontrava disponível e, simultaneamente, zonas
    onde existe uma elevada concentração de habitação unifamiliar”, acrescenta o
    mesmo documento, garantindo que, “em breve”, serão anunciadas “novidades em
    relação a novos alargamentos e novos projectos de recolha selectiva
    porta-a-porta”.

    https://jn.sapo.pt/2007/01/11/porto/recolha_lixo_selectiva_em29_casas.html

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    5. Grande Porto: Lista de espaços verdes avança

    Monte da Virgem, serra de Canelas, Quinta Marques Gomes, Reserva
    Ornitológica de Mindelo e Parque Oriental são algumas das zonas verdes
    propostas pelos cidadãos que, até ao momento, deram um contributo para a
    elaboração de uma lista de 50 espaços verdes “em perigo”, que deveriam ser
    preservados. A campanha da associação ambientalista Campo Aberto arrancou em
    Outubro do ano passado e estará concluída em Março, tendo recebido para já
    cerca de duas dezenas de sugestões.
    Entre os aderentes conta-se a Associação dos Proprietários da Urbanização
    Vila d´Este (Gaia), que elegeu o Monte da Virgem. António Moreira,
    presidente da associação, explicou que a intenção é fazer um “alerta” para a
    necessidade de proteger o espaço das “pressões urbanísticas”. “Queremos que
    se tomem medidas preventivas e que aquela zona verde possa ser usufruída por
    toda a gente e tenha mais limpeza”, argumentou o responsável. A associação
    emprestou a sua sede , ontem à noite, para a realização de mais uma sessão
    de divulgação da campanha.

    Entregue às autarquias
    A Campo Aberto sublinha que a lista com os 50 espaços em risco, na área do
    Grande Porto, será “amplamente divulgada” para que as autarquias tomem as
    medidas necessárias. O objectivo é envolver não só os municípios, como
    escolas, juntas de freguesia e as mais diversas colectividades. A
    participação dos cidadãos poderá ser formalizada pela Internet, através do
    site www.campoaberto.pt

    Naquele endereço, os interessados preencherão um formulário, podendo anexar
    fotografias, textos e mapas para sustentarem a sua opção. Podem ser
    indicados espaço verdes, áreas naturais, quintas, campos agrícolas ou
    jardins privados, desde que possuam “valor ecológico”.

    Até ao momento, foram registadas cerca de duas dezenas de sugestões. Além do
    Monte da Virgem, serra de Canelas e Quinta Marques Gomes (todos em Gaia), a
    Reserva de Mindelo (Vila do Conde) e o Parque Oriental (Porto), a lista
    integra o Monte Murado (Gaia); a Ribeira de Melres e o jardim dos
    Capuchinhos (Gondomar); o jardim do Campo 24 de Agosto (Porto) e o parque
    Gruta da Lomba (Espinho), entre outros. Nuno Silva

    https://jn.sapo.pt/2007/01/11/porto/lista_espacos_verdes_avanca.html

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    6. Matosinhos: Centro Cívico de Santa Cruz avança

    Está mais próximo o início da construção do centro cívico de Santa Cruz do
    Bispo, em Matosinhos. A abertura do concurso público para a criação do
    edifício que servirá de sede à Junta de Freguesia foi publicada, ontem, em
    Diário da República.
    A obra, lançada com um preço base de 650 mil euros, tem um prazo de execução
    de 12 meses. De acordo com o projecto de arquitectura, elaborado pelos
    serviços da Câmara, a empreitada inclui a sede da Junta de Freguesia e o
    Museu Guilherme Thedim, conforme pode ler-se na proposta aprovada em reunião
    de Câmara em Novembro do ano passado.
    A proposta dos arquitectos prevê a recuperação da antiga Escola da
    Viscondessa e a sua ampliação, bem como o tratamento dos espaços verdes
    envolventes, que incluem uma área para estacionamento.
    Para exposição das obras do escultor, Guilherme Thedim, que instalou o seu
    ateliê de trabalho em Santa Cruz do Bispo na década de 30 do século XX, está
    reservada uma sala, que funcionará também como sala de sessões e como
    secretaria.
    O centro cívico contará ainda com três salas para o executivo da Junta de
    Freguesia de Santa Cruz do Bispo e outras duas para as assistentes sociais.
    A área de construção do edifício é de 615 metros quadrados.
    No exterior vão ser feitos arranjos numa área que se estende por 3100 metros
    quadrados. Para ali, o plano contempla o tratamento de espaços verdes, a
    criação de 30 lugares de estacionamento e o acesso a pessoas com mobilidade
    reduzida.
    O projecto de arquitectura da Câmara já foi aprovado pelo Executivo. O
    projecto de especialidades ficará a cargo dos concorrentes que têm 60 dias
    para entregar as propostas.
    A construção do Centro Cívico de Santa Cruz do Bispo é a resposta aos
    anseios da Junta de Freguesia que reclama uma sede nova há vários anos. IS

    https://jn.sapo.pt/2007/01/11/porto/centro_civico_santa_cruz_avanca.html

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    7. Viana: Buzinão contra buracos na estrada
    Luís Henrique Oliveira

    Durante cerca de uma hora, a EN308, que liga Darque a Barroselas, em Viana
    do Castelo, serviu, ontem de manhã, de palco a um protesto contra o estado
    das vias que atravessam a margem Sul do concelho. Para chamar a atenção das
    entidades competentes, população e autarcas promoveram uma marcha lenta,
    acompanhada do respectivo buzinão, acção que foi participada por largas
    dezenas de veículos, que congestionaram, por completo, aquela via.
    Convocado de maneira no mínimo original, através de mensagens enviadas por
    SMS, o protesto teve início pouco depois das 10 horas, estendendo-se até
    cerca das 11, altura em que os contestatários davam, em Barroselas, por
    terminado o protesto.
    “Trata-se de uma estrada utilizada diariamente por milhares de veículos, que
    encontram, agora, diversas dificuldades de circulação. Este é um problema
    que poderia, há muito, estar ultrapassado”, considerou o autarca de
    Barroselas, Rogério Barreto, tendo o homólogo de Vila de Punhe, António
    Moreira, observado que o incómodo sentido pelas populações não se limita ao
    estado da EN 308, “mas passa, também, pelo fecho do pontão de Vila Fria (na
    EN 203), assim como pelo caos a que parecem estar votadas as estradas da
    margem Sul do Lima”. Comungando da opinião, o presidente da Junta de Mujães,
    Porfírio Afonso, indicou que o estado da via que atravessa a localidade
    “terá contribuído para diversos acidentes ultimamente”, dos quais
    resultaram, disse, vários danos materiais.
    “Isto está um caos. O meu carro tem os amortecedores todos estragados por
    causa dos buracos”, criticou Aurora Rego, comerciante estabelecida no Largo
    das Neves, que tomou conhecimento do protesto quando se preparava para abrir
    a loja “quando cá cheguei e vi tanta gente, até pensei que tinha havido
    outro acidente. Mal me apercebi que se tratava de um protesto, juntei-me a
    ele”.
    Segundo informações prestadas aos autarcas, que acordaram elaborar uma moção
    dirigida às entidades competentes, deverá ser reposto, até finais do próximo
    mês, o piso definitivo na EN 308, estimando-se que os trabalhos que decorrem
    no pontão de Vila Fria estejam concluídos dentro de duas semanas.

    https://jn.sapo.pt/2007/01/11/norte/buzinao_contra_buracos_estrada.html

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    8. Famalicão: Casa de Camilo valoriza espaço

    A Casa-Museu de Camilo Castelo Branco, em S. Miguel de Seide, no concelho de
    Vila Nova de Famalicão, vai englobar uma quinta pedagógica no terreno que c
    ircunda a última residência do autor de “Amor de Perdição”, disse, ontem,
    fonte do município.
    O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Armindo Costa,
    adiantou que a quinta pedagógica, com dez mil metros quadrados, se insere
    numa segunda fase do pro jecto de valorização da Casa-Museu de Camilo
    Castelo Branco, que foi iniciado com a construção do Centro de Estudos
    Camilianos, projectado pelo arquitecto Siza Vieira.
    Armindo Costa referiu que o plano de valorização da Casa de Camilo, num
    investimento global de cinco milhões de euros, contempla a construção do
    Centro de Estudos Camilianos, e ainda a reabilitação do centro urbano de S.
    Miguel de Seide e, também, a criação de uma Quinta Pedagógica Camiliana.
    “A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão já adquiriu o terreno
    necessário para o efeito”, garantiu o presidente da Autarquia famalicense,
    frisando que “apostar em Camilo Castelo Branco é apostar na Cultura e na
    defesa da Língua Portuguesa”.
    O presidente da Câmara de Famalicão recordou, também, que a Casa de Camilo
    recebe, anualmente, 20 mil visitantes, nomeadamente, crianças e jovens
    estudantes.
    A futura Quinta Pedagógica será equipada com um centro de serviços
    educativos, a instalar num imóvel térreo que irá recriar a casa de apoio à
    propriedade agrícola que existia no tempo de Camilo Castelo Branco.
    A Casa-Museu foi construída nos inícios do século XIX e Camilo instalou-se
    na mansão com Ana Plácido em finais de 1863 ano, e aí escreveu a maioria das
    suas obras e suicidou-se a 1 de Junho de 1890.

    https://jn.sapo.pt/2007/01/11/minho/casa_camilovaloriza_espaco.html

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    9. Minho: Património bio-histórico em projecto

    “Estes espaços estão adormecidos, são zonas ricas que se encontram ao
    abandono e que precisamos de valorizar”. Tendo por referência os Vales do
    Cávado e do Homem, foi nestes termos que se expressou Fernanda Rocha, uma
    investigadora da Universidade do Minho que está a estabelecer o elo de
    ligação a um projecto de valorização da autenticidade e identidade humana e
    cultural de cariz europeu, que envolve regiões de Espanha, Itália, França,
    Grécia, Noruega, Croácia e Eslovénia.
    Os Municípios do Vale do Homem – Amares, Terras de Bouro e Vila Verde –
    também estão envolvidos e têm vindo a participar activamente nas reuniões de
    apresentação global do projecto “Património Bio-Histórico do Vale do
    Cávado”.
    Esta semana, os parceiros portugueses reuniram em Vieira do Minho, outro dos
    municípios envolvido, a par da Póvoa de Lanhoso, Universidade do Minho e do
    próprio Parque Nacional da Peneda-Gerês e onde marcaram presença os
    responsáveis do projecto a nível europeu, liderado por um biólogo da
    comunidade espanhola de Valência e responsável pelo centro de educação
    ambiental.
    Projecto em curso
    As reuniões em causa visam elaborar o projecto português que tem que estar
    “pronto o mais depressa possível, a tempo do próximo quadro comunitário de
    apoio”.
    “O Vale do Cávado é caracterizado pela mesma filosofia que o resto do
    projecto europeu, já que tem a sua botânica e as características das pessoas
    muito similares entre os diferentes concelhos; tem uma identidade própria e
    características culturais e patrimoniais dignas de serem valorizadas”,
    assinalou Fernanda Rocha, a líder do projecto português.
    “Este é um património que se encontra adormecido, desertificado e, muitas
    vezes, fechado. Temos que abrir as portas dos moinhos, das igrejas e dos
    espaços rurais. São esses valores culturais que podem atrair turistas de
    outros pontos do País e do estrangeiro”.
    Para tal, aquela investigadora da Universidade do Minho defende que, “depois
    da era do poderio militar e da era do dinheiro, chegou a era da comunicação.
    Temos que fazer chegar isto ao mundo”. Pedro Antunes Pereira

    https://jn.sapo.pt/2007/01/11/minho/patrimonio_biohistorico_projecto.html

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    10. Porto: Novo campo do Desportivo de Portugal ainda é um sonho

    Não se vê luz ao fundo do túnel
    Há cinco anos que o Desportivo de Portugal espera pela construção de um novo
    campo. A Câmara Municipal do Porto tem sido um parceiro na tentativa de
    resolver o problema, mas o clube ainda não vê luz ao fundo do túnel.

    https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=c16a5320fa475530d9583c34fd356ef5&subsec=&id=f410be99f424f2fc9129f931b883a752

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    11. OPINIÃO:O transporte público entre o Norte e a Galiza

    1.A situação actual dos transportes públicos entre o Norte de Portugal e a
    Galiza é muito má.
    O transporte ferroviário é reduzido e de baixa qualidade e o transporte
    público rodoviário ainda é pior. Isto é grave, pois prejudica a mobilidade
    de pessoas entre as duas regiões. A existência de uma boa infra-estrutura, a
    auto-estrada, permite, é certo, um bom transporte privado, mas este é caro e
    assim muitas pessoas não o podem utilizar ou utilizam-no menos
    frequentemente.
    Actualmente, no que respeita ao transporte ferroviário, não existe uma
    ligação directa entre o Porto e Santiago de Compostela e a ligação entre o
    Porto e Vigo, com passagem em Nine, demora cerca de três horas para
    percorrer pouco mais de 150 quilómetros. Quanto ao transporte rodoviário,
    existe pouca informação e a que conseguimos obter refere-se a um autocarro
    (Internorte) que passa no Porto (vindo de Lisboa) cerca das quinze horas da
    tarde com chegada à Corunha já ao princípio da noite; isto quer dizer que
    não há sequer uma ligação diária com partida do Porto ou Braga em direcção à
    Galiza!
    É uma situação incompreensível, tendo em conta que existe uma cooperação
    transfronteiriça coordenada que vem pelo menos desde 1991 com a criação da
    Comunidade de Trabalho Galiza-Norte de Portugal. A mobilidade é, como todos
    sabem, uma prioridade da cooperação entre regiões fronteiriças e o
    transporte público é essencial nesse domínio.

    2. Importa modificar esta situação, encarando soluções numa perspectiva de
    curto prazo e de médio prazo.
    A curto prazo e do ponto de vista ferroviário, tendo em conta a fraca
    infra-estrutura existente (apesar das melhorias que vão sendo introduzidas
    na Linha do Minho), pouco será possível fazer próprio do século XXI. De
    qualquer modo, com uma boa cooperação entre as duas regiões e nomeadamente
    entre a CP e a Renfe (que ao que parece não ocorre) não seria pedir muito
    obter transporte diário entre Porto-Vigo-Santiago com uma duração de cerca
    de três horas. Bastaria haver empenho nisso. A duração da viagem entre o
    Porto e Vigo pode ser substancialmente reduzida e a possibilidade de fazer
    uma ligação combinada com Santiago poderia colocar os passageiros na capital
    da Galiza com relativa rapidez. Não seria bom, mas fazer esta viagem em três
    horas seria muito melhor do que as actuais cinco. Um comboio a sair do Porto
    às oito horas chegaria a Santiago às doze horas locais. Daria perfeitamente
    para trabalhar até ao fim da tarde e tomar um comboio de regresso pelas
    dezoito horas locais com chegada ao Porto pelas vinte e uma horas
    portuguesas.
    Por sua vez, do ponto de vista rodoviário, tendo em conta as possibilidades
    que a auto-estrada oferece, não se compreende que não haja transporte
    público diário, logo de manhã, que coloque os passageiros do Porto e Braga
    em Santiago em menos três horas e com regresso igualmente ao fim da tarde.
    Poderia haver mesmo duas carreiras em cada sentido. Seria possível chegar a
    Santiago ainda de manhã e regressar também ao fim da tarde.

    3. A médio prazo (no máximo de cinco anos), temos o direito de usar uma
    ligação por transporte ferroviário entre Porto e Santiago com passagem por
    Braga e Vigo em menos de duas horas (bastará uma média global de 120 km à
    hora) . Para esse efeito, importa continuar em Portugal a construção da
    linha de alta velocidade que já está a ser feita em bitola europeia e com
    traçado moderno desde a Corunha em direcção a Portugal. Trata-se de cumprir
    o acordado nas cimeiras luso-espanholas, a última das quais recentemente
    realizada em Badajoz. Há aqui uma pressão que tem de ser feita pela Região
    Norte ( a pressão feita pela Galiza é já forte) no sentido de dotar esta
    euro-região com mais de 6 milhões de habitantes de transporte público
    condigno. É inaceitável a passividade que se verifica.

    https://jn.sapo.pt/2007/01/11/minho/o_transporte_publico_entre_o_norte_g.html

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    Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

    O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
    https://groups.yahoo.com/group/pned/

    Se quiser consultar os boletins atrasados veja
    https://campoaberto.pt/boletimPNED/

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    INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

    Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
    urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
    de Notícias e de O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
    jornais ou fontes de informação).

    Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
    está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
    âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
    Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

    Para mais informações e adesão à Associação Campo Aberto:
    contacto@campoaberto.pt
    telefax 229759592
    Apartado 5052, 4018-001 Porto

    Selecção hoje feita por Alexandre Bahia

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    Categorias: Boletim

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