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Boletim PNED de 2 de Outubro de 2006

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Domingo, 01 de Outubro de 2006
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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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No Publico (acesso pago)

Os “quatro piscas”
iNDAGAÇÕES Rui Moreira
Com o início das aulas, chegaram os engarrafamentos. No Porto, é um caos que
se agrava todos os anos, o que é paradoxal porque a cidade tem perdido
população, a câmara conseguiu acabar as obras da Porto 2001, há parques de
estacionamento por todo o lado, o metro continua a crescer e, de acordo com as
estatísticas, tem havido uma quebra acentuada no consumo de combustíveis que
deve ter efeitos no volume de tráfego. Porque será, então, que o problema se
complica em vez de se ir resolvendo?

Claro que tudo isto só pode ser feito se houver um combate feroz contra a falta
de civismo. Os portuenses habituaram-se a parar à porta do seu destino, acham
que podem interromper a via pública por qualquer pretexto menor e que podem
obstruir a circulação desde que usem os “quatro piscas”. Não há saída de
colégio particular que não cause um engarrafamento, com os carros das mamãs
que param à porta e ignoram os estridentes buzinões, não há confeitaria que
não junte logo pela manhã um montão de carros à sua porta, em total
anarquia. Há anos, um perito escandinavo em questões de trânsito dizia que
os condutores nacionais se assemelham a ladrões a fugir do local do crime. Se
vier ao Porto, pensará que houve uma tragédia, com tantos carros imobilizados
e abandonados nas faixas de rodagem, com sinal luminoso de perigo. Para alterar
estes maus hábitos, não há prevenção. Há uma única via, que é a
“tolerância zero” e a repressão. »
https://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=10&d=01&uid=&id=100279&sid=11062

…………………
«Se querem recuperar um edifício na Baixa do Porto, publicitem no blogue
por andréia azevedo soares (texto) e paulo ricca (foto)
O criador do espaço de debate virtual A Baixa do Porto, criado há dois anos,
aposta no “dinamismo económico” como agente de renovação do centro urbano.
Tiago Azevedo Fernandes entende que a iniciativa privada é mais
bem-vinda do que o voluntarismo.

O engenheiro electrotécnico Tiago Azevedo Fernandes, de 40 anos, é o pai do
blogue A Baixa do Porto. Trabalha em casa, onde passa o dia todo diante do
computador a dividir-se entre a consultoria e a dinamização da página
electrónica https://porto.taf.net .»

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2-PORTO
Estudo coloca a cidade na cauda do ranking das cidades portuguesas
Porto sem competitividade

Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, não está admirado
com os resultados de um estudo que coloca o Porto na cauda do índice de
competitividade das cidades portuguesas. A desertificação é uma das
principais causas apontadas.
https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=f489418755f32a3ab564e9a78e2be694

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3- PORTO
Petição pelo Rivoli quase a chegar às 10 mil assinaturas

Movimento cívico admite fazer nova acção de rua

F ernando Silva mora em Vale de Cambra, mas ontem de manhã, na Rua de Santa
Catarina, bem no centro do Porto, não hesitou em contribuir para o
abaixo-assinado contra a concessão a privados do Teatro Rivoli “Nenhuma cidade
pode dar-se ao luxo de perder um equipamento destes”. Quase 400 pessoas seguiram
o exemplo de Fernando Silva, assinado o documento proposto pelo movimento
“Juntos no Rivoli”.
https://jn.sapo.pt/2006/10/01/porto/peticao_pelo_rivoli_quase_a_chegar_1.html

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4- GAIA
Masterplan» prevê o regresso de 6.400 habitantes ao Centro Histórico
Nova centralidade metropolitana

O «Masterplan» prevê a criação de uma nova centralidade metropolitana e o
regresso de 6.400 habitantes ao Centro Histórico. No prazo de 10 anos serão
investidos 817 milhões de euros para reabilitar uma área de 152 quilómetros
quadrados com uma identidade única.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=6364d3f0f495b6ab9dcf8d3b5c6e0b01&subsec=&id=d2fe9bbb1705fd82f2c1db14a14cfe4f

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5-LEÇA
Casa de Chá e Piscina das Marés classificadas pelo Ippar
Homenagem a Siza Viera

As obras arquitectónicas de Álvaro Siza Vieira, a Casa de Chá da Boa Nova e a
Piscina das Marés, assentes nos rochedos de Leça da Palmeira foram
classificadas pelo Ippar como Monumentos Nacionais. Instituto, autarquia e
matosinhenses batem palmas ao arquitecto.
Joana Soares

Quem desce a avenida em direcção às praias de Leça da Palmeira consegue
observar do lado esquerdo a Casa de Chá e do lado direito a Piscina das
Marés. Duas obras erguidas pelo conceito do arquitecto português Álvaro Siza
Vieira. É impossível não prender, por alguns minutos, os olhos ao desenho
real e à mistura entre a natureza e a cidade. Por detrás de toda aquela
construção existe uma história da arquitectura portuguesa, existe uma fase,
existe uma cultura, existe um saber.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=182be0c5cdcd5072bb1864cdee4d3d6e&subsec=&id=67e699f3b545044fe43dcd80aef186fd

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6- MAIA
actividade
Plataforma invade Folgosa

O Governo quer fazer uma plataforma logística em Reserva Agrícola Nacional, em
Folgosa, num investimento superior a 200 milhões de euros. A autarquia não
quis fazer parte do projecto, mas propôs outra localização. Dezenas de
agricultores podem ser forçados a abandonar a actividade.

https://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e369853df766fa44e1ed0ff613f563bd&subsec=&id=bb01f077e990b0d6ffae2d2deae187b1
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7- Douro – 250 anos (por Elisa Ferreira)
Desde Setembro que o Douro, esse “espaço de eleição”, regressou às páginas
dos jornais e às temáticas das conferências. Comemoram-se os 250 anos de um
acto político de D. José, inspirado pelo Marquês de Pombal a criação no
Douro de uma das primeiras zonas vinícolas de denominação de origem
controlada.


O risco é o da iminente destruição da paisagem. O turismo no Douro exige uma
paisagem impoluta e autêntica, núcleos urbanos preservados, um tecido cujos
poros sejam atravessados pela qualidade. Mas, se todos o reclamam, pergunte-se
quem são os actores? Apesar dos muitos planos delineados, os grandes
responsáveis pela gestão da paisagem do Vale do Douro são os autarcas.
Sejamos, então, claros: quem, na sua posição, ousaria justificar junto dos
eleitores a rejeição de uma nova casa ou estabelecimento, a extensão de um
armazém ou a construção de uma “fabriqueta” por não serem esteticamente
adequados ou por agredirem a paisagem vista a partir do rio, abdicando assim de
interesses e receitas concelhias em prol de lógicas “integradas” que, na
prática, só indirecta e tardiamente beneficiam o seu concelho? Pelo que, ao
contrário de muitos, diria que os autarcas do Douro têm resistido
razoavelmente e com sabedoria a estas tentações naturais.
https://jn.sapo.pt/2006/10/01/opiniao/douro__anos.html

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8-Turismo exige mais rigore preservação da paisagem
Sem a preservação da paisagem não há turismo, dizem, a várias vozes,
empresários, dirigentes da Liga dos Amigos do Alto Douro Vinhateiro,
investigadores, agentes turísticos. Todos estão de acordo na “urgente”
necessidade de acautelar o “honroso título” atribuído pela Unesco. Se
possível, sem “foguetório” e discursos ocos e sem sentido. Antes com
projectos que permitam devolver a esperança de quem se habituou a viver e
deseja um futuro melhor para a região. “O Douro não são só as quintas e os
vinhedos. Por detrás dos socalcos, existe muita pobreza”, traduz Gaspar
Martins Pereira, investigador e director do Museu do Douro.
https://jn.sapo.pt/2006/10/01/norte/turismo_exige_mais_rigore_preservaca.html

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9-PAis
Solidão, pobreza e analfabetismo
Cerca de 30% dos idosos portugueses estão em risco de pobreza

Em Portugal, mais de um milhão de idosos sobrevive com um rendimento mensal
inferior a 300 euros. A denúncia foi feita ontem, no Porto, pela presidente da
Associação VIDA – Valorização Intergeracional e Desenvolvimento Activo.

“Os idosos representam 17% da população e mais de 20% do eleitorado, mas a
pobreza monetária e literária retira-lhes a força que a sua vantagem
numérica lhes poderá conferir”, frisou Teresa Almeida Pinto.
https://jn.sapo.pt/2006/10/01/sociedade_e_vida/solidao_pobreza_e_analfabetismo.html
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10- Portugal falha metas ambientais
O secretário de Estado Adjunto da Indústria e Inovação, António Castro
Guerra, admitiu que o país “não vai conseguir cumprir” as metas estipuladas
até 2010 quanto à directiva europeia das energias renováveis e em relação
à quota de emissão gases no âmbito do Protocolo de Quioto.

Portugal ficou “obrigado” a produzir, por fontes de energia renovável, 39% da
energia eléctrica consumida, até 2010. Em particular prevê-se uma elevada
taxa de penetração da componente eólica, “in land” ou “off shore”. Castro
Guerra garantiu que, nos próximos anos, o país “vai aumentar” a sua
capacidade energética através das fontes eólica, biomassa florestal e das
ondas do mar. E que Portugal vai ter a primeira central do mundo,
biocombustíveis e solar.

https://jn.sapo.pt/2006/10/01/sociedade_e_vida/portugal_falha_metas_ambientais.html
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11- AQUECIMENTODegelo nos pólos furacões e secas
Numa das sequências iniciais do filme “Uma Verdade Inconveniente” (ainda em
exibição), a figura central diz “Olá, sou Al Gore e costumavam apresentar-me
como o futuro presidente dos Estados Unidos”. Esteve a uma unha-negra dos
comandos da mais poderosa nação do Planeta, depois de os ter partilhado oito
anos, como “vice” de Clinton, o antecessor de George W. Bush, que derrotou Gore
em 2000. Há quem diga que se prepara para voltar à arena, começando por
disputar as “primárias” dos democratas com Hilary Clinton. Na introdução ao
livro homónimo, reconhece que pensou em recandidatar-se. Mas, assegura, depois
da derrota de há seis anos, a par dos seus negócios na área ambiental
(basicamente, faz consultadoria para a eficiência de empresas), dedica-se a
intensificar o combate contra o aquecimento global e a Administração
Bush/Cheney, empenhada em justificar o isolamento internacional e a cedência
à indústria. A par da Austrália, os EUA estão fora do clube de 132 nações
que já ratificou o Protocolo de Quioto, para reduzirem as emissões de gases
com efeito de estufa, especialmente o dióxido de carbono (CO2), responsável
pelo aquecimento global da Terra, e a sua Administração resistir à
evidência da necessidade de inverter a situação. Apesar de os EUA, com
apenas 5% da população mundial, responderem por 25% das emissões totais de
CO2

https://jn.sapo.pt/2006/10/01/sociedade_e_vida/aquecimentodegelo_polos_furacoes_e_s.html
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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

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Se quiser consultar os boletins atrasados veja
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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse urbanístico
ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal de Notícias e de O
Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros jornais ou fontes de
informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e está
aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu âmbito
específico são as questões urbanísticas e ambientais do Noroeste,
basicamente entre o Vouga e o Minho.

Para mais informações e adesão à Associação Campo Aberto:
contacto@campoaberto.pt
telefax 229759592
Apartado 5052, 4018-001 Porto

Selecção hoje feita por Manuela D.L.Ramos

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