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Incontestado em Portugal ?!

«Incontestado em Portugal, o mais célebre arquitecto nacional encontrou em Madrid uma oposição que não esperaria [1]. A baronesa Thyssen agarrada a uma árvore passou a ser um ícone da reforma, dita “arvoricida”, que propõe para o Paseo del Prado.
Até hoje, o professor tem projectado sem críticas públicas, embora, nalguns casos, com lamentos privados. A partir de agora, mesmo que seja verdade (como diz) que há motivações pessoais, políticas e profissionais por trás da contestação, Siza perdeu o estatuto de inatacável. Ver-se-á o reflexo em Portugal.»
No Expresso (edição semanal – de 13 de Maio)

Assim se faz Jornalismo em Portugal: tudo muito bem documentado e fundamentado!
Senhor(a) Jornalista (on line sem id.) não costuma (ao menos) pesquisar na Internet?

Parece que não, pois caso contrário, conheceria o movimento de contestação à “requalificação” dos Aliados e da Praça da Liberdade aqui no Porto [2]; e teria, quem sabe- dado conta das manifestações de desagrado “pelo conceito” [3] expresso na requalificação das marginais de Leça da Palmeira e de Vila do Conde [4], lido sobre o desconforto provocado pelo parque da estacionamento da Mumadona em Guimarães , e até eventualmente ouvido falar das “torres” projectadas para Alcântara (ver: aqui, aqui, aqui…)

Adenda:
Marginal de Leça da Palmeira [5] ; Blogosfera Vilacondense debaixo de fogo [6] ; Vivam todos os Speaker’s corners do Sinzentismo [7]

7 Comments (Open | Close)

7 Comments To "Incontestado em Portugal ?!"

#1 Comment By Anonymous On 18/05/2006 @ 22:54

Ignorância, Manuela, santa ignorância! Para esses jornalistas de meia tigela, Portugal resume-se a Lisboa. Frequentam um meio político de meia tigela que também assim pensa e a quem o Norte interessa unicamente para lhes encher a barriga e os bolsos. Sempre, ou quase sempre assim foi, e continua a ser. Andam ao par do que se passa em Espanha e ignoram o que se passa em casa. Seria incrível… se não fosse em Portugal. Que tristeza e que raiva.

Obrigada por continuar a manter este blogue.

M.R.L.

#2 Comment By bettips On 19/05/2006 @ 0:45

Pois é, o Espesso é lá da Lisboa e gosta de separar águas! E a baronesa (Deus a guarde) disse mais coisas bonitas sobre ecologia. Mas como não veio na “Caras” …Aqui para o Norte é só nevoeiro, é ver o FCP …

#3 Comment By Anonymous On 19/05/2006 @ 10:57

Caros,
não se esqueçam que para a mentalidade provinciana do poder lisbonense – eu disse do poder, não dos lisboetas – Portugal começa no Terreiro do Paço e acaba na CREL, com uma extensão de território composta por uma estreita faixa litoral, no Sul da Península Ibérica, a que chamam “praias do Algarve”. Esta faixa está ligada ao país lisbonense por uma tira asfaltada, que atravessa um território inóspito conhecido por montes alentejanos.
O resto é… uma colónia habitada por um povo estranho que tem como principal função o pagamento de impostos sobre o trabalho, para sustentar os vícios dos cortesãos lisbonenses.

#4 Comment By Manueladlramos On 19/05/2006 @ 11:07

Hoje no JN: crónica de José Carmo
Obras mal amadas?

#5 Comment By Manuela D.L Ramos On 25/05/2006 @ 19:21

A crónica referida é da autoria de Manuel Correia Fernandes. Jose Carmos é autor da foto.

#6 Comment By Manuela D.L. Ramos On 13/11/2006 @ 20:40

No JN de 1º de Novembro de 2005 «O parque da Mumadona
Não fosse Siza o autor daquela desfeiada praça e já os clamores teriam surgido…

O parque da Mumadona é um dos desenhos mais feios e mais desencontrados de todas as recuperações que se fizeram em Guimarães

por Francisco Teixeira doutor em filosofia

O parque da Mumadona
e já os clamores teriam surgido o autor daquela desfeiada praça Não fosse Siza lisa soares

O parque da Mumadona é um dos desenhos mais feios e mais desencontrados de todas as recuperações que se fizeram em Guimarães

Se já não chegasse ao parque de estacionamento da Mumadona o ter sido inaugurado antes de o ser, de continuar em trabalhos até hoje e de se constituir uma das obras mais caras de sempre de Guimarães (164 lugares de estacionamento pela módica quantia de dois milhões de euros, o que dá sensivelmente 2500 por lugar de estacionamento, para servir, no essencial, os funcionários da Câmara e do Tribunal!), ainda tem, agora (e para sempre?) a desdita de aparecer como um dos desenhos mais feios e mais desencontrados de todas as recuperações que já se fizeram em Guimarães.

Os argumentos para mostrar a fealdade da obra são por de mais evidentes. Antes de tudo o mais é feia a esfericidade apertada e opaca dos muros interiores e exteriores da praça, que entravam a sua visibilidade e transparência, outrora aberta e livre. No entanto, o mais evidentemente feio de todo o desenho são os próprios muros e o granito quase polido que os constituiu, segundo uma textura estranha à envolvente granítica antiga.

Não, claro, que se pudesse evitar o ar novo e deslocado de materiais novos. De qualquer modo, sempre seria de esperar alguma congruência entre o que está e o que passa a estar, com particular realce para as texturas do Palácio da Justiça, da Muralha e dos Paços dos Duques de Bragança.

Pelo contrário, aquilo a que se assiste é a uma opção por um granito luzidio e suave (que não parece da região), contrastando com os pisos e as paredes que envolvem e configuram a praça, fazendo lembrar o pior da arquitectura de “emigrantes”. Claro que sei que a obra é de Siza Vieira. Mas isso só acentua a má obra e a falta de cuidado. Siza, obviamente, podia e devia fazer muito melhor.

#7 Comment By Manuela D.L.Ramos On 13/11/2006 @ 20:43

No JN de 13 de Novembro de 2006 « PARQUE DA MUMADONA
Parque vai fechar à noite
Parque subterrâneo da Mumadona foi desenhado por Siza Vieira

É um verdadeiro “abre e fecha”.
O parque de estacionamento da Mumadona, junto ao Tribunal Judicial de Guimarães, não volta a funcionar à noite, durante o fim-de-semana.
A experiência implementada pela Câmara para pôr cobro ao estacionamento fora da lei, revelou-se um fiasco.

“Num mês de funcionamento à noite, o parque registou dez aparcamentos e a Câmara gastou 900 euros com seguranças”, revelou o presidente da Câmara. “Não é possível continuar assim e, por isso, fechou-se o parque”, adiantou António Magalhães.

Isso não significa, avisou o autarca, que a vigilância dos agentes da Polícia Municipal sobre o estacionamento indevido vai afrouxar. O combate contra a anarquia do aparcamento à superfície vai continuar.

O parque projectado pelo arquitecto Siza Vieira, inaugurado há cerca de um ano, é pouco procurado pelos automobilistas que, à noite, demandam ao centro histórico. Perante a frequência do estacionamento em lugares não permitidos, à superfície, a Câmara decidiu abrir o parque até às três da manhã, ao fim-de-semana.

“Aconteceu o mesmo ao parque do estádio D. Afonso Henriques”, recordou o vereador Rui Vítor Costa, do PSD. Por falta de utilizadores (excepção feita aos dias de jogos da equipa do Vitória de Guimarães), e para poupar na despesa com pessoal, a Câmara decidiu fechá-lo.
Para Costa, “fechar não é solução”, mas sim “rever preços”. Para o presidente da Câmara, estes factos arrasam as pressões da oposição para a criação de parques pagos, apresentados como salvação do comércio da cidade. O autarca confessou que o projecto inicial do parque da Mumadona apontava para 400 lugares, através do aproveitamento dos terrenos de duas vivendas perto do Tribunal. “Ainda bem que o IPPAR não autorizou e o parque ficou com 170 lugares”, desabafou.

Mesmo assim, a Câmara está a estudar um novo parque subterrâneo no Toural, no âmbito do projecto de reabilitação daquele largo. “Não terá os problemas dos da Mumadona e do Estádio”, na expectativa do autarca. A autarquia, contudo, admite estudar parcerias com entidades privadas para a gestão dos parques.

170 lugares de estacionamento, tem o parque da Mumadona.

10´estacionamento Registaram-se nas noites do último mês.