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Sábado 10 de junho de 2017, em Madrid
Colocado em 12 de maio de 2017

Aquecimento para Madrid 10 de junho
Segunda-feira 22 de maio no Porto

O Movimento Ibérico Antinuclear, que a Campo Aberto integra e apoia, realiza no sábado 10 de junho uma manifestação em Madrid para reclamar ao governo do Estado espanhol o encerramento definitivo da central nuclear de Almaraz, ameaça permanente para espanhóis e portugueses, bem à nossa porta. Não queremos Chernobis/Fukuximas em parte alguma e muito menos na Península Ibérica em plena bacia hidrográfica do Tejo! Em breve serão divulgadas mais notícias sobre esta manifestação. (Ver a seguir comunicado do MIA de 16 de maio de 2017).

A propósito, inserimos aqui, com autorização do autor, uma crónica de Viriato Soromenho-Marques, professor universitário, escritor, colaborador de numerosos jornais e outros meios de comunicação e ativista em defesa da natureza e contra o nuclear desde a juventude. A crónica foi publicada no dia 10 de maio no Jornal de Letras, Artes e Ideias, na habitual rubrica de ecologia que Viriato Soromenho-Marques mantém há muitos anos naquele jornal lido através de toda a comunidade literária, cultural, artística e docente no País.

O nosso muito obrigado.

Na segunda-feira, 22 de maio, às 18:00, haverá na sede da Campo Aberto (Rua de Santa Catarina, 730-2.º andar, no Porto, cerca de 300 metros acima do Via Catarina), uma sessão de «aquecimento» para a manifestação em Madrid. Com a presença de elementos destacados do Movimento Ibérico Antinuclear, designadamente António Eloy, ativista antinuclear de longa data e que tem assumido em Portugal o impulso da campanha Fechar Almaraz, teremos informações recentes e poderemos debater a questão da ameaça nuclear que Almaraz representa.

Comunicado do MIA em 16 de maio de 2017

O MIA – Movimento Ibérico Anti-nuclear regista, muito embora sem surpresa, com muita preocupação a notícia da Rádio Renascença que marca a manhã informativa [16 de maio 2017]. O estudo do Exército Português vem pela primeira vez confirmar que um acidente nuclear na Central Nuclear de Almaraz afeta territórios da República Portuguesa, estimando contaminar cerca de 800 mil Portugueses.

Relembramos que Almaraz não é a único caso que compromete o território nacional, recentemente o início dos trabalhos de desmatação tendo em vista a abertura de uma mina de extração de urânio a céu aberto em Retortillo – Salamanca compromete seriamente a saúde publica das populações do distrito da Guarda, com maior incidência no Município de Almeida.

O MIA estará presente no inicio dos trabalhos da Cimeira Ibérica (Vila Real dias 29 e 30 de Maio) e convocou para dia 10 de Junho em Madrid uma Manifestação Ibérica Antinuclear exigindo a discussão de um calendário de encerramento, desmantelamento e descontaminação da Central Nuclear de Almaraz, a paragem imediata dos trabalhos em Retortillo e uma mudança no paradigma das políticas energéticas privilegiando as energias renováveis. António Eloy (Coordenador do MIA em Portugal)

ALMARAZ E OS LIMITES DA NEGOCIAÇÃO

A negociação faz parte da essência da política. Em democracia, ela ainda é mais medular, pois o compromisso é fundamental se quisermos evitar a crispação, cujo limite é a guerra civil. Também nas relações internacionais, negociar é fundamental. A diplomacia é quase sempre preferível ao confronto entre países. O governo de António Costa tem tido um inegável sucesso negocial, tanto no plano doméstico como na esfera internacional. Transformou o Bloco de Esquerda e o PCP em partidos parlamentares capazes de serem a base fundamental para uma solução governativa, que não só não precipitou o país no abismo, como revelou a incompetência, a inutilidade, e a crueldade de muita da austeridade “para além da troika” imposta pelo anterior governo. No plano europeu, António Costa já deixou o nosso grande amigo Wolfgang Schäuble por 3 vezes a praguejar no deserto, pois a varinha mágica que antes ele tinha para domesticar os mercados partiu-se contra as medidas do BCE sob a gestão de Mario Draghi.

Contudo, tudo tem limites. E a negociação não constitui excepção. A recente decisão de suspender uma queixa contra Espanha por causa da construção de um novo cemitério nuclear junto da central nuclear do mesmo nome configura, claramente, a ultrapassagem dessa “linha vermelha”, como agora se voltou a dizer. O governo enviou mesmo uma delegação de peritos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), numa espécie de missão de inspecção in loco. O resultado foram declarações tranquilizantes, mas, sem qualquer fundamento. Há duas razões principais. A primeira prende-se com aquilo que escrevi na crónica da edição de 15 de Fevereiro. O cemitério de resíduos é apenas o cavalo de Tróia de uma intenção de Madrid que consiste em alargar por mais 10 ou 20 anos o período de funcionamento dos reactores da central, que já deveria ter terminado o seu ciclo de vida em 2010. Deixar Almaraz por mais duas décadas a laborar é desafiar o destino. Não há qualquer experiência disso. E é absolutamente seguro afirmar quo o tempo de duração da central corresponde a um aumento exponencial dos riscos de acidente. Lembremo-nos que no ultra-organizado Japão, em Fukuxima, o governo de Tóquio autorizou a construção da central com o mesmo nome numa zona de tsunamis. A central tinha um paredão de protecção contra vagas até 6 metros. Ora, em 11 de Março, a vaga que se abateu sobre a central tinha uma altura de 14 metros. A resposta que os responsáveis da central deram foi a de que uma vaga com essa altura só ocorre em média uma vez em cada mil anos! Estamos a falar de uma indústria moralmente obscena para a qual a vida das gerações futuras é uma externalidade negligenciável. É verdade que António Costa precisa da Espanha nas complexas manobras dentro do espesso labirinto em que a União Europeia se transformou, para ganhar mais espaço de manobra nos jogos existenciais que se avizinham. Mas, colocar a (in) segurança nuclear na barganha política é uma péssima ideia. Angela Merkel, que foi toda a vida uma defensora do nuclear, ao saber do acidente de Fukuxima, inverteu totalmente a sua orientação, estando neste momento a Alemanha a sair do nuclear. Seria uma pena que, para a história, António Costa ficasse não como o chefe de governo que deu novo impulso ao projecto europeu de Portugal, mas como o primeiro-ministro que deixou abrir a porta, sem resistência, a uma eventual tragédia futura em Almaraz.

Viriato Soromenho-Marques

 

Sábado 4 de fevereiro 2017, em Lisboa
CONFERÊNCIA DO MOVIMENTO IBÉRICO ANTINUCLEAR FECHAR ALMARAZ

O evento da conferência restá criado no facebook do Movimento Ibérico Antinuclear na ligação: https://www.facebook.com/events/1635047870123657/

Inscrições em formulário próprio:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSda8vYIkABK3tGM_Tie7jb6KRxj8XLKj0LKv_r76FcX6Pg8og/viewform

Nota: há já perto de 200 inscrições, número limite máximo. Se quiser inscrever-se, deve fazê-lo rapidamente.

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2017, 9 de janeiro
UM CHERNOBIL/FUKUXIMA A 100 KM DA FRONTEIRA PORTUGUESA?
NÃO, OBRIGADO! FECHAR ALMARAZ: SIM, COM URGÊNCIA!

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Em 4 de janeiro de 2017, em nova reunião do Movimento Ibérico Antinuclear (ver mais abaixo sobre a de 20 de dezembro), foram convocadas

a) para quinta-feira, 12 de janeiro, às 18:00, uma concentração frente ao Consulado de Espanha em Lisboa, no cruzamento da Rua do Salitre, n.º 3, com a Avenida da Liberdade, perto do Metro Avenida, reclamando o encerramento definitivo da central nuclear de Almaraz;

b) para sábado 4 de fevereiro, está convocada  a Conferência Internacional sobre Energia Nuclear «Fechar Almaraz», em Lisboa, na Fábrica de Braço de Prata.

Da reunião de 4 de janeiro resultou a seguinte informação:

As organizações reunidas ontem, dia 4/1/16 na reunião do Movimento Ibérico Anti-nuclear, expressaram condenação à atitude do Ministro do Ambiente pela inação no processo de aprovação do ATI- Armazém Temporário de Resíduos em Almaraz e por ter demonstrado vontade de não comparecer à reunião com a Ministra Espanhola, no próximo dia 12/1/17. As organizações consideraram que o Governo Português deve demonstrar firmeza na defesa dos interesses nacionais e dizer claramente que o Governo Português quer ser consultado sobre tudo o que tenha a ver com a Central Nuclear de Almaraz e que Portugal não quer esta Central a funcionar depois de 2020. Face à ambiguidade demonstrada pelo Governo Português, decidiram convocar uma concentração à frente do Consulado de Espanha em Lisboa, no próximo dia 12 de Janeiro, dia da reunião prevista entre Portugal e Espanha, às 18.00 horas. Movimento Ibérico Antinuclear

2016, 20 de dezembro

FECHAR ALMARAZ CONTINUA NA ORDEM DO DIA!

A Campo Aberto esteve presente, representada por João Lourenço, em reunião realizada em Lisboa em 14 de dezembro de 2016, quarta-feira, destinada a preparar a convocação de uma Conferência Internacional do MIA – Movimento Ibérico Antinuclear. Nova reunião preparatória deverá ocorrer, também em Lisboa, no dia 4 de janeiro de 2017. A Conferência Internacional será igualmente em Lisboa, provavelmente em 5 de fevereiro. Na mesma senda, foi já convocada uma manifestação, a realizar em Madrid, no dia 10 de junho próximo.

Presentes, além da Campo Aberto,  estiveram, via skype, Paco Castejón, dos Ecologistas en Acción e MIA – Movimento Ibérico Antinuclear, que dirigiu os trabalhos, Nuno Sequeira e José Janela (Quercus) e, presencialmente, Antonio Eloy, pelo Fapas, Filipa Alves, pela associação Zero, Rui Cunha, a título individual, e Pedro Soares, Romão Ramos e Carlos Couto (pelo BE). Não estiveram presentes, mas fizeram saber do seu interesse, o PAN, o PEV e a Tejo Seguro.

Antes da entrada no tema principal, foi feita uma saudação à decisão do governo português de cancelar as licenças para exploração de petróleo e gás no Algarve. Tendo em conta que há ainda nove contratos por cancelar, incentivaram-se os coletivos ecologistas empenhados nesta causa a prosseguirem a sua ação.

Paco Castejón fez uma exposição pormenorizada sobre a situação do nuclear na Península Ibérica, destacando questões  como o cemitério de resíduos radioativos de Cuenca cuja execução se manifesta como problemática, ou a mina de Retortillo, com poucas possibilidades de funcionamento dados os atuais preços do urânio, ou como, extremamente delicadas, as tentativas de aumentar a vigência das licenças para além do período de vida atual das centrais nucleares. Destaque principal, sobretudo, para a luta pelo encerramento da central de Almaraz, tendo-se considerado que é em torna dessa central que se joga o futuro do programa nuclear espanhol. Foram referidos alguns eventos e encontros a promover pelo MIA que contarão com o apoio dos coletivos de Portugal.

Pedro Soares aludiu a vários projetos de resolução apresentados à Assembleia da República no âmbito da 11.ª Comissão da AR, bem como às suas perspetivas de futuro. Nuno Sequeira referiu várias questões relativas ao processo de encerramento de Almaraz, António Eloy comentou algumas das propostas apresentadas por Paco Castejón e José Janela referiu-se à questão da II Assembleia Ibérica Antinuclear.  Foram ainda noticiadas a ecomarcha pelo Tejo e a reunião com a Comissão de Indústria e Energia das Cortes Espanholas.

2016, 23 de maio

ALMARAZ AQUI TÃO PERTO!

Perto da cidade de Cáceres, na Extremadura espanhola e muito perto da fronteira portuguesa, a central nuclear de Almaraz tem ao longo dos anos recorrentemente constituído motivo de alerta pelos perigos potenciais de acidente ou fuga de materiais radioativos.

Depois de Chernobil e Fukuxima, tornou-se cada vez mais evidente que é urgente FECHAR ALMARAZ para proteger as populações de ambos os lados da fronteira. Um acidente grave poderia atingir praticamente Portugal inteiro, em diversos graus de gravidade.

Por iniciativa do Movimento Ibérico Antinuclear, constituído por diversas organizações e cidadãos portugueses e espanhóis,  vai realizar-se no dia 11 de junho próximo uma manifestação em Cáceres, com o apoio da Campo Aberto, entre várias outras organizações. Às 9:00 da manhã do dia 11 sairão de Lisboa em autocarro os participantes vindos de diversas regiões de Portugal. A viagem tem como preço normal €5,00 e como preço de apoio €10,00. Para se inscrever, é preciso preencher um formulário disponível no sítio Fechar Almaraz.

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PORQUÊ FECHAR ALMARAZ?

– A Central, em funcionamento desde a década de 80, é a mais antiga do Estado Espanhol. Ultrapassa em mais de 5 anos o seu período de vida útil, representa um risco constante para o território português, por estar a menos de 100km da fronteira e à beira do Rio Tejo.

– Representa um risco enorme para o Rio Tejo, que hoje já é muito poluído, no qual é refrigerado o seu reator e onde são feitas descargas nucleares através da barragem de Arrocampo.

– Almaraz reprovou nos testes de resistência feitos pela Greenpeace, que indicou que: a central não tem válvulas de segurança e sistemas de ventilação filtrada para prevenir uma explosão de hidrogénio como a de Fukushima; não tem dispositivo eficaz para contenção da radioatividade em caso de acidente grave; não tem avaliação de riscos naturais; não está sequer prevista a implantação de um escape alternativo para calor.

– Tem registados 54 acidentes desde a sua inauguração, o seu desenho já sofreu 4000 modificações.

– A Central parou de emergência 32 vezes e 3 vezes para manutenção.

– Em Janeiro de 2016, cinco inspetores do Conselho de Segurança Nuclear espanhol afirmaram que as repetidas falhas no sistema de refrigeração colocam um sério risco de segurança. Depois do relato dos inspetores, já se registou em fevereiro nova avaria e um incêndio. As empresas acionistas (Endesa, Iberdrola e União Fenosa) não querem encerrar a Central porque o investimento inicial já está pago e hoje representa lucros no valor de 161 milhões de euros anuais.

– A energia produzida por Almaraz é irrelevante para o sistema energético espanhol atual e nulo para o português.

– Um acidente grave em Almaraz teria implicações profundas na vida e na saúde de gerações, com contaminação em larga escala, levando mesmo ao êxodo de povoações.

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Um comentário até agora.

  1. antonio martins diz:

    Tivemos capacidade de organização para nos manifestarmos em 1976, eram de facto outros tempos mas… O que é feito de nós?
    Muito provavelmente temos hoje automóveis bem melhores, alguns de nós constituíram família, viveremos por certo em casas com qualidade, muitos estarão reformados, outros alinhados com este ou aquele «poder», a esmagadora maioria já trocou a «canadiana» pela caravana, pela autocaravana, tornou-se cliente da hotelaria ou calçou as pantufas.
    Será que já não temos pachorra para ouvir o Fausto, para gritar palavras de ordem por vezes mesmo … enfim.
    Que diabo, companheiros ou camaradas de há 40 anos, podemos sentir-nos confortáveis mas… Convém que não nos esqueçamos do muito, muito que há para além do nosso rechonchudo nucleozinho.

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