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Sábado 4 de fevereiro 2017, em Lisboa


CONFERÊNCIA DO MOVIMENTO IBÉRICO ANTINUCLEAR FECHAR ALMARAZ

O evento da conferência restá criado no facebook do Movimento Ibérico Antinuclear na ligação: https://www.facebook.com/events/1635047870123657/

Inscrições em formulário próprio:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSda8vYIkABK3tGM_Tie7jb6KRxj8XLKj0LKv_r76FcX6Pg8og/viewform

Nota: há já perto de 200 inscrições, número limite máximo. Se quiser inscrever-se, deve fazê-lo rapidamente.

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2017, 9 de janeiro
UM CHERNOBIL/FUKUXIMA A 100 KM DA FRONTEIRA PORTUGUESA?
NÃO, OBRIGADO! FECHAR ALMARAZ: SIM, COM URGÊNCIA!

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Em 4 de janeiro de 2017, em nova reunião do Movimento Ibérico Antinuclear (ver mais abaixo sobre a de 20 de dezembro), foram convocadas

a) para quinta-feira, 12 de janeiro, às 18:00, uma concentração frente ao Consulado de Espanha em Lisboa, no cruzamento da Rua do Salitre, n.º 3, com a Avenida da Liberdade, perto do Metro Avenida, reclamando o encerramento definitivo da central nuclear de Almaraz;

b) para sábado 4 de fevereiro, está convocada  a Conferência Internacional sobre Energia Nuclear «Fechar Almaraz», em Lisboa, na Fábrica de Braço de Prata.

Da reunião de 4 de janeiro resultou a seguinte informação:

As organizações reunidas ontem, dia 4/1/16 na reunião do Movimento Ibérico Anti-nuclear, expressaram condenação à atitude do Ministro do Ambiente pela inação no processo de aprovação do ATI- Armazém Temporário de Resíduos em Almaraz e por ter demonstrado vontade de não comparecer à reunião com a Ministra Espanhola, no próximo dia 12/1/17. As organizações consideraram que o Governo Português deve demonstrar firmeza na defesa dos interesses nacionais e dizer claramente que o Governo Português quer ser consultado sobre tudo o que tenha a ver com a Central Nuclear de Almaraz e que Portugal não quer esta Central a funcionar depois de 2020. Face à ambiguidade demonstrada pelo Governo Português, decidiram convocar uma concentração à frente do Consulado de Espanha em Lisboa, no próximo dia 12 de Janeiro, dia da reunião prevista entre Portugal e Espanha, às 18.00 horas. Movimento Ibérico Antinuclear

2016, 20 de dezembro

FECHAR ALMARAZ CONTINUA NA ORDEM DO DIA!

A Campo Aberto esteve presente, representada por João Lourenço, em reunião realizada em Lisboa em 14 de dezembro de 2016, quarta-feira, destinada a preparar a convocação de uma Conferência Internacional do MIA – Movimento Ibérico Antinuclear. Nova reunião preparatória deverá ocorrer, também em Lisboa, no dia 4 de janeiro de 2017. A Conferência Internacional será igualmente em Lisboa, provavelmente em 5 de fevereiro. Na mesma senda, foi já convocada uma manifestação, a realizar em Madrid, no dia 10 de junho próximo.

Presentes, além da Campo Aberto,  estiveram, via skype, Paco Castejón, dos Ecologistas en Acción e MIA – Movimento Ibérico Antinuclear, que dirigiu os trabalhos, Nuno Sequeira e José Janela (Quercus) e, presencialmente, Antonio Eloy, pelo Fapas, Filipa Alves, pela associação Zero, Rui Cunha, a título individual, e Pedro Soares, Romão Ramos e Carlos Couto (pelo BE). Não estiveram presentes, mas fizeram saber do seu interesse, o PAN, o PEV e a Tejo Seguro.

Antes da entrada no tema principal, foi feita uma saudação à decisão do governo português de cancelar as licenças para exploração de petróleo e gás no Algarve. Tendo em conta que há ainda nove contratos por cancelar, incentivaram-se os coletivos ecologistas empenhados nesta causa a prosseguirem a sua ação.

Paco Castejón fez uma exposição pormenorizada sobre a situação do nuclear na Península Ibérica, destacando questões  como o cemitério de resíduos radioativos de Cuenca cuja execução se manifesta como problemática, ou a mina de Retortillo, com poucas possibilidades de funcionamento dados os atuais preços do urânio, ou como, extremamente delicadas, as tentativas de aumentar a vigência das licenças para além do período de vida atual das centrais nucleares. Destaque principal, sobretudo, para a luta pelo encerramento da central de Almaraz, tendo-se considerado que é em torna dessa central que se joga o futuro do programa nuclear espanhol. Foram referidos alguns eventos e encontros a promover pelo MIA que contarão com o apoio dos coletivos de Portugal.

Pedro Soares aludiu a vários projetos de resolução apresentados à Assembleia da República no âmbito da 11.ª Comissão da AR, bem como às suas perspetivas de futuro. Nuno Sequeira referiu várias questões relativas ao processo de encerramento de Almaraz, António Eloy comentou algumas das propostas apresentadas por Paco Castejón e José Janela referiu-se à questão da II Assembleia Ibérica Antinuclear.  Foram ainda noticiadas a ecomarcha pelo Tejo e a reunião com a Comissão de Indústria e Energia das Cortes Espanholas.

2016, 23 de maio

ALMARAZ AQUI TÃO PERTO!

Perto da cidade de Cáceres, na Extremadura espanhola e muito perto da fronteira portuguesa, a central nuclear de Almaraz tem ao longo dos anos recorrentemente constituído motivo de alerta pelos perigos potenciais de acidente ou fuga de materiais radioativos.

Depois de Chernobil e Fukuxima, tornou-se cada vez mais evidente que é urgente FECHAR ALMARAZ para proteger as populações de ambos os lados da fronteira. Um acidente grave poderia atingir praticamente Portugal inteiro, em diversos graus de gravidade.

Por iniciativa do Movimento Ibérico Antinuclear, constituído por diversas organizações e cidadãos portugueses e espanhóis,  vai realizar-se no dia 11 de junho próximo uma manifestação em Cáceres, com o apoio da Campo Aberto, entre várias outras organizações. Às 9:00 da manhã do dia 11 sairão de Lisboa em autocarro os participantes vindos de diversas regiões de Portugal. A viagem tem como preço normal €5,00 e como preço de apoio €10,00. Para se inscrever, é preciso preencher um formulário disponível no sítio Fechar Almaraz.

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PORQUÊ FECHAR ALMARAZ?

– A Central, em funcionamento desde a década de 80, é a mais antiga do Estado Espanhol. Ultrapassa em mais de 5 anos o seu período de vida útil, representa um risco constante para o território português, por estar a menos de 100km da fronteira e à beira do Rio Tejo.

– Representa um risco enorme para o Rio Tejo, que hoje já é muito poluído, no qual é refrigerado o seu reator e onde são feitas descargas nucleares através da barragem de Arrocampo.

– Almaraz reprovou nos testes de resistência feitos pela Greenpeace, que indicou que: a central não tem válvulas de segurança e sistemas de ventilação filtrada para prevenir uma explosão de hidrogénio como a de Fukushima; não tem dispositivo eficaz para contenção da radioatividade em caso de acidente grave; não tem avaliação de riscos naturais; não está sequer prevista a implantação de um escape alternativo para calor.

– Tem registados 54 acidentes desde a sua inauguração, o seu desenho já sofreu 4000 modificações.

– A Central parou de emergência 32 vezes e 3 vezes para manutenção.

– Em Janeiro de 2016, cinco inspetores do Conselho de Segurança Nuclear espanhol afirmaram que as repetidas falhas no sistema de refrigeração colocam um sério risco de segurança. Depois do relato dos inspetores, já se registou em fevereiro nova avaria e um incêndio. As empresas acionistas (Endesa, Iberdrola e União Fenosa) não querem encerrar a Central porque o investimento inicial já está pago e hoje representa lucros no valor de 161 milhões de euros anuais.

– A energia produzida por Almaraz é irrelevante para o sistema energético espanhol atual e nulo para o português.

– Um acidente grave em Almaraz teria implicações profundas na vida e na saúde de gerações, com contaminação em larga escala, levando mesmo ao êxodo de povoações.

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Categorias: Energia & Clima, Notícias

Um comentário até agora.

  1. antonio martins diz:

    Tivemos capacidade de organização para nos manifestarmos em 1976, eram de facto outros tempos mas… O que é feito de nós?
    Muito provavelmente temos hoje automóveis bem melhores, alguns de nós constituíram família, viveremos por certo em casas com qualidade, muitos estarão reformados, outros alinhados com este ou aquele «poder», a esmagadora maioria já trocou a «canadiana» pela caravana, pela autocaravana, tornou-se cliente da hotelaria ou calçou as pantufas.
    Será que já não temos pachorra para ouvir o Fausto, para gritar palavras de ordem por vezes mesmo … enfim.
    Que diabo, companheiros ou camaradas de há 40 anos, podemos sentir-nos confortáveis mas… Convém que não nos esqueçamos do muito, muito que há para além do nosso rechonchudo nucleozinho.

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