• Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes
  • Jul : 6 : 2011 - Perigo para Paisagem Protegida Valongo
  • Jun : 17 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação – resposta da C.M. Porto
  • Jun : 15 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação

NOVIDADE EM 7 DE AGOSTO DE 2015

Mais um artigo de Alexandra Azevedo, agora sobre a beldroega, acompanhado de receita de uma saborosa sopa. Mais abaixo.

Alexandra Azevedo, veterinária, etnobotanista, ativista ambiental

Alexandra Azevedo, veterinária, etnobotanista, ativista ambiental

Nesta rubrica, passaremos a incluir informações relacionadas com botânica e etnobotânica. A seguir, o sumário dos primeiros contributos, colocados em 18 de julho de 2015.

1. O herbário, segundo Jorge Paiva

2. Jorge Paiva, botânico e ambientalista

3. O herbário do Centro de Documentação da Campo Aberto

4. A urtiga na etnobotânica, por Alexandra Azevedo

5. A beldroega, por Alexandra Azevedo

 

1. O HERBÁRIO, SEGUNDO JORGE PAIVA

A convite da Campo Aberto, o Professor Jorge Paiva, sempre disponível e jovem nos seus 80 anos, foi um dos apresentadores, no lançamento em Coimbra do livro Maravilhar-se; reaproximar a criança da natureza (The Sense of Wonder), de Rachel Carson, apresentado juntamente com a investigadora italiana Stefania Barca e com moderação de Tiago Santos Pereira, ambos do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. O livro, editado em co-edição pela Campo Aberto e pelas Edições Sempre-em-Pé, está entretanto tecnicamente esgotado, havendo ainda alguns poucos exemplares disponíveis na Campo Aberto.

Estando por esta altura a ser resguardado no centro de documentação da associação Campo Aberto o herbário, elaborado sob orientação de Jorge Paiva por Margarida Carvalho e Silva [uma das fundadoras da Campo Aberto, em 2000], seu professor no curso de biologia na Faculdade de Ciências de Coimbra no início da década de 1980, não pude deixar de perguntar-lhe como via ainda hoje o herbário escolar, trinta anos passados, sob o ponto de vista pedagógico e educativo.

Jorge-Paiva-1

Respondeu-me que continua a atribuir grande valor pedagógico e educativo à elaboração de herbários, tanto por jovens adultos como por crianças das escolas. As crianças e os jovens, ao elaborarem um herbário (por mais pequeno que seja; por mais singelo que seja…por exemplo apenas de folhas ou de flores), ficam a conhecer melhor as plantas e nunca mais esquecem. Jorge Paiva referiu-me que recorda o nome de muitas das plantas do seu herbário elaborado quando estudante e até dos locais onde as colheu. E lembrou que a nossa memória é de grande eficácia na infância e juventude apesar de ir decaindo com a idade.

Quanto ao ponto de vista ambiental, considera que obviamente se não devem incentivar, antes evitar, recolhas de plantas raras ou ameaçadas de extinção. Nesse particular, referiu que certos botânicos têm atitudes essas sim verdadeiramente perigosas, ao publicitarem, inclusive na internet, a localização de plantas raras ou ameaçadas, perigo hoje em dia exponenciado pela indicação de coordenados geográficas precisas e o uso de sistemas GPS. Referiu mesmo que tal acontece em bases de dados acessíveis na internet de sociedades ditas botânicas mas que de facto põem em perigo o património florístico raro.
Testemunho de José Carlos Costa Marques, recolhido em Coimbra, em 21 de março de 2013

2. JORGE PAIVA, BOTÂNICO E AMBIENTALISTA
O herbário que acima referimos (ver n.º 1)  agora guardado no pequeno Centro de Documentação da Campo Aberto – associação de defesa do ambiente, foi realizado no âmbito da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, em 1981-82, por Margarida Carvalho e Silva, sob orientação do Professor Jorge Paiva, razão que o torna digno de conservação, dado o perfil deste ilustre botânico e ambientalista.

Jorge-Paiva-4

Jorge Américo Rodrigues de Paiva nasceu em Cambondo (Angola), a 17 de Setembro de 1933. Licenciou-se em Ciências Biológicas pela Universidade de Coimbra e doutorou-se em Biologia pelo Departamento de Recursos Naturais e Medio Ambiente da Universidade de Vigo (Espanha).

COMO INVESTIGADOR E PROFESSOR
Atualmente aposentado (mas continuando benevolamente a sua obra de investigador junto do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra), foi investigador principal no Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra, onde lecionou algumas disciplinas, tendo também leccionado, como professor convidado, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, nos Departamentos de Biologia das Universidades de Aveiro e da Madeira, na licenciatura de Arquitetura Paisagista da Universidade Vasco da Gama de Coimbra, no Departamento de Engenharia do Ambiente do Instituto Superior de Tecnologia de Viseu e no Departamento de Recursos Naturais e Medio Ambiente da Universidade de Vigo (Espanha).

Como bolseiro do Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC) trabalhou durante três anos em Londres nos Jardins de Kew e na Secção de História Natural do Museu Britânico. Como fitotaxonomista tem percorrido a Europa, particularmente a Península Ibérica, Ilhas Macaronésicas, África, América do Sul e Ásia, tendo também já visitado a Austrália.

Jorge Paiva-2

COMO AUTOR
Pertenceu à Comissão Editorial e Redatorial da Flora Ibérica (Portugal e Espanha) e da Flora de Cabo Verde, assim como de algumas revistas científicas. Tem sido colaborador (estudo de alguns grupos de plantas superiores) de algumas floras africanas, como a Flora Zambesiaca (Moçambique, Malawi, Zimbabué, Zâmbia e Botsuana) e a Flora of Tropical East Africa (Quénia, Tanzânia e Uganda). Assim, tem integrado grupos internacionais de investigadores em estudos e colheitas de material de campo, não só na Península Ibérica, como também em países africanos (Moçambique, Quénia, Seicheles, Tanzânia, Zimbabué, Angola, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe), asiáticos (Timor, Tailândia e Vietname) e americanos (Brasil e Paraguai).

Dos trabalhos de taxonomia em que colaborou como co-autor, o Catalogue des Plantes Vasculaires du Nord du Maroc (1008 páginas em 2 volumes), foi galardoado pela OPTIMA (Organization for the Phyto-Taxonomic Investigation of the Mediterranean Area) com a Medalha de Prata, como o melhor trabalho sobre Flora Mediterrânica publicado em 2003.

Publicou já mais de cinco centenas de trabalhos sobre fitotaxonomia, palinologia e ambiente, sendo dos mais relevantes uma monografia com 62 novidades fitotaxonómicas (Polygalarum africanarum et madagascaiensum prodromus atque gerontogaei generis Heterosamara Kuntze, a genere Polygala L. segregati et a nobis denuo recepti, synopsis monographica in Fontqueria 50: I-VI; 1-346, tab. 1-52 ;1998) e as obras de educação ambiental A Crise Ambiental. Apocalipse ou Advento de uma Nova Idade 1: 1-36; 1998 e 2: 1-187; 2000 e A Relevância do Património Natural, edição da Câmara de Leiria e Quercus em 2002, destinadas, fundamentalmente, a apoiar os professores que se preocupam com a docência da problemática ambiental. Apresentou variadas comunicações e proferiu diversas conferências em reuniões científicas, congressos, simpósios ou ações pedagógicas (mais de 1 milhar).

Jorge-Paiva-3

COMO PALINOLOGISTA
Como palinologista colaborou com entidades apícolas e com os Serviços de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, tendo sido dois dos trabalhos que elaborou em colaboração com o corpo clínico desta Faculdade distinguidos com o 1º Prémio da Sociedade Portuguesa de Patologia Respiratória («Boehringer Ingelheim S.P.P.R., 1979»), pelo trabalho de colaboração «Pólens e Polinose na Região Centro de Portugal») e o  1º Prémio Anual SPAIC/UCB-STALLERGENES 1994, pelo trabalho de colaboração «HLA e Alergia — Aplicação ao estudo da Parietaria lusitanica».

COMO AMBIENTALISTA
Como ambientalista é muito conhecido pela defesa intransigente do Meio Ambiente, sendo membro ativo de várias Associações e Comissões nacionais e estrangeiras. A sua atividade em defesa do Meio Ambiente foi distinguida, em 1993, com o Prémio «Nacional» da Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza); em 2005, com o Prémio «Carreira» da Confederação Nacional das Associações de Defesa do Ambiente; em 2005, com o Prémio «Amigos do Prosepe» pelo Prosepe (Projeto de Sensibilização da População Escolar) e em 2001 e 2002, com as menções honrosas dos respetivos Prémios Nacionais do Ambiente Fernando Pereira conferidas pela Confederação Nacional das Associações de Defesa do Ambiente.

3. O HERBÁRIO DO CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO DA CAMPO ABERTO
(em construção)
Este herbário inclui diversas plantas cuja lista se encontra anexa ao estojo de proteção que as contém e segue também mais adiante. Todas as plantas existem também em fotografias de autoria de Dalila Antelo Pinto, as quais podem ser consultada no nosso álbum Picasa.

PLANTAS REPRESENTADAS NO HERBÁRIO
Estão representadas neste herbário plantas pertencentes às seguintes famílias de plantas:

– asteráceas
– boragináceas
– brassicáceas
– caprifoliáceas
– cariofiláceas
– crassuláceas
– equissetáceas
– ericáceas
– escrofulariáceas
– geraniáceas
– iridáceas
– licopodiáceas
– liliáceas
– onagráceas
– orquidáceas
– papaveráceas
– papilionáceas
– pináceas
– plantagináceas
– plumbagiáceas
– poáceas
– poligaláceas
– poligonáceas
– polipodiáceas
– ranunculáceas
– rosáceas
– rubiáceas
– taxáceas
– valerianáceas

 

Urtiga7

(Em janeiro de 1978 e até meados dos anos 1980, existiu uma
publicação intitulada A Urtiga, tomada como símbolo da atitude

ecológica: reconhecer e tirar partido dos mais humildes recursos
dando-lhes uma nova valorização.)

4. A URTIGA NA ETNOBOTÂNICA, POR ALEXANDRA AZEVEDO
A convite da Campo Aberto, inicio na sua página eletrónica esta rubrica dedicada à etnobotânica, e vejo-me agora com mais uma tarefa a acrescentar a tantas outras (ativista sofre!), mas é com prazer que partilho alguns dos meus conhecimentos.

Devo desde já esclarecer os leitores de que não sou de modo algum uma «especialista», mas tão simplesmente uma pessoa que não se cansa de se deslumbrar perante o nosso planeta e os seus recursos. E como bem diz outro aficionado e grande conhecedor de plantas, Miguel Boieiro (autor do livro As Plantas Nossas Irmãs e actual vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Naturalogia), considero-me também uma «eterna aprendiz»!
Alexandra Azevedo

(Médica veterinária, etnobotanista por opção e paixão, membro da Quercus, dirigente do MPI – Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente, ativista na PTF – Plataforma Transgénicos Fora e na Campanha pelas Sementes Livres onde representa o MPI e a Quercus, coordena a Campanha contra Herbicidas em Espaços Públicos (lançada em 2014 pela Quercus e PTF). Autora do livro Ervas Silvestres Comestíveis – guia prático )

Os subtítulos são da responsabilidade da Campo Aberto

RECURSOS SILVESTRES, SEU CONTRIBUTO PRECIOSO
Na sabedoria popular consta uma longa lista de espécies de plantas silvestres usadas para fins alimentares, quer em substituição ou complemento das plantas hortícolas quer como condimentos, e para fins medicinais, mas a nossa sociedade industrial, que abrange também os setores agrícola e farmacêutico, foi-nos afastando destes conhecimentos populares, e inúmeras plantas comestíveis têm sido ignoradas e consideradas como daninhas, sendo-lhe impiedosamente aplicados métodos de destruição, como o uso de herbicidas, em vez de lhes ser reconhecido o seu valor e utilidade.

A prática da recoleção de recursos alimentares silvestres foi outrora muito difundida, sendo por exemplo uma das caraterísticas da chamada dieta mediterrânica, pois o clima mediterrânico favorece o desenvolvimento de numerosas ervas. O seu declínio deveu-se também a uma conotação negativa desta prática, pois há ainda recordações de tempos de escassez em que os recursos silvestres eram muitas vezes os únicos disponíveis!

Gratidão e valor nutricional
Tornei-me recoletora de ervas comestíveis (para além de frutos silvestres e de algas) em boa hora e por várias razões. Primeiro por uma questão de gratidão pela tão generosa natureza, apesar de tantas vezes ser tão mutilada e maltratada, em segundo lugar pelo seu superior valor nutricional. É que as plantas alimentares silvestres são mais nutritivas, principalmente no seu teor em antioxidantes, nutrientes de que elas necessitam, pois as plantas silvestres resistem naturalmente sem qualquer intervenção do Homem, ao contrário das plantas de variedades agrícolas que sofreram um processo de seleção e domesticação, e dependem em alguma medida de cuidados. «Que o Alimento seja o teu medicamento» é a célebre frase de Hipócrates que convém nunca esquecer.

Em conclusão, para além da recoleção ser um ato de economia considero-a acima de tudo um ato de inteligência, que nos obriga a sermos mais agradecidos e melhores observadores, e isso faz-nos crescer como pessoas.

Alerta aos pesticidas e poluentes
Há que fazer um alerta relativamente aos locais de recoleção, pois é preciso ter o cuidado de evitar locais que possam estar contaminados por pesticidas e outros poluentes. Assim, são de evitar as bermas de estradas, locais próximos de campos agrícolas onde sejam aplicados pesticidas e locais próximos de fontes poluidoras como unidades industriais. A minha horta é onde faço a maior parte da recoleção. É incrível a diversidade que podemos encontrar em tão poucos metros quadrados de terreno. Assim, sem qualquer trabalho, a minha horta fornece muito mais alimento do que imaginava! Também recorro a um espaço natural na minha zona que é a Serra de Montejunto.

A URTIGA, UM SÍMBOLO DE HUMILDADE
Começo pela urtiga talvez por ser das plantas mais referenciadas, pelo que se lhe atribui uma extensa lista de propriedades (é particularmente rica em vitaminas e minerais) e por conseguinte de benefícios para a saúde, e até já mereceu as honras que ter sido constituída uma confraria a ela dedicada, a Confraria da Urtiga, sediada em Fornos de Algodres.

Há várias espécies de urtigas e são todas comestíveis. No e-sítio Flora.on – Flora de Portugal interativa estão listadas quatro espécies: Urtica urens, U. membranosa, U. dióica e U. pilulifera (http://www.flora-on.pt/#/1urtigas). Na minha região tenho observado duas espécies, a Urtica urens e a U. membranosa. Entre outras características que as distinguem, a folha da U. urens é mais alongada, pontiaguda e recortada.

 

Urtiga membranosa

Urtiga membranosa

Sopas e esparregados
As folhas são usadas em sopas e esparregados. Há referências que indicam a necessidade de deixar murchar durante doze horas antes de as preparar, mas eu utilizo de imediato à colheita. No caso de se usarem folhas mais velhas será conveniente escaldar primeiro para reduzir o seu sabor mais intenso.

O seu sabor é de facto muito próprio e não é comparável ao de nenhum outro legume. O seu potencial na culinária diria que é inesgotável, estando a Confraria da Urtiga apostada em puxar pela imaginação na criação de novos pratos com esta erva. Assim, até pão se pode fazer com as urtigas!

Uma bela sopa de urtigas preparada e fotografada por Alexandra Azevedo

Uma bela sopa de urtigas preparada e fotografada por Alexandra Azevedo

Uma receita saborosa
Deixo-vos com uma saborosa receita de sopa de urtigas.
Ingredientes: 2,5 L de água, 1Kg de batata, 1 cabeça de nabo, 1 cebola, 1 molho de urtigas, uns bagos de arroz, sal e azeite.
Modo de preparação: Cozer a batata, a cebola e o nabo durante 15 minutos. Triturar, adicionar as urtigas, previamente preparadas, e os bagos de arroz. Cozer 5 minutos. Temperar com sal e azeite a gosto.
Nota: quando uso arroz integral cozo-o previamente.

Alexandra Azevedo

A BELDROEGA

A época Primavera-Verão não é das mais abundante em ervas silvestres comestíveis, mas vale a pena prestar atenção a umas espécies que só existem nesta altura. A beldroega, os quenopódios e os bredos.

A beldroega é uma das minhas ervas preferidas. É uma planta rasteira de caules carnudos e avermelhados e de folhas igualmente carnudas, características que facilmente a identificam. Tem elevado teor de ómegas 3 ,6 e 9. Possui ainda mucilagens; sais minerais, como o cálcio, fósforo, ferro, magnésio; e vitaminas A, B1, B2, B5, e C.

De sabor levemente acidulado, as suculentas folhas podem usar-se em saladas, revoltos, caldos e sopas. Os caules podem conservar-se em vinagre, ou seja, na forma de picles. É de evitar o consumo de folhas ou caules avermelhados devido ao ácido oxálico que pode precipitar com o cálcio do organismo e aumentar o risco de formação de cálculos de oxalato de cálcio.

Beldroega, fotografia Alexandra Azevedo

Beldroega, fotografia Alexandra Azevedo

Vai uma sopa de beldroegas?

Inspirada na receita da sopa de beldroegas com queijinhos e ovos do livro da Cozinha Tradicional Portuguesa, de Maria de Lourdes Modesto, criei esta sopa deliciosa, a que chamei Sopa de Beldroegas à minha moda!

Caldo de beldroegas, foto Alexandra Azevedo

Caldo de beldroegas, foto Alexandra Azevedo

INGREDIENTES: 2,5 litros de água, 1 ou 2 cebolas, 500 g de batata, 1 molho de beldroegas, 2 queijinhos frescos, 3 ovos, pimenta branca, uma folha de louro, 3 dentes de alho, azeite e sal.

MODO DE PREPARAÇÃO:

Aquecer primeiro o azeite com pimenta branca moída na hora e uma folha de louro, e depois refogar levemente a cebola e o alho. Adicionar 2,5 litros de água, meio quilo de batata cortada em cubinhos, ferver cerca de 15 minutos. Depois juntar as beldroegas e deixar cozer uns 5 minutos.

Apagar o lume e temperar de sal, juntar 3 ovos, o calor da sopa é suficiente para os escalfar (podemos mexer para desfazer um pouco os ovos), e 2 queijinhos frescos cortados em cubinhos.

Opção: Podemos prescindir da batata e nesse caso ficará um caldo que será servido sobre uma fatia de bom pão.

 

 

 

 

 

 

 

 

Imprimir esta página Imprimir esta página

3 comentários até agora.

  1. Maria Manuela Carvalho diz:

    Excelente artigo! Muito obrigada!

    Cordiais saudações ambientalistas a todos os meus queridos Amigos da Campo Aberto e a todos os que com ela colaboram!
    Bem hajam!

  2. Francisca Beirão diz:

    Obrigada pelo envio desta informação preciosa.

  3. Isabel Cunha diz:

    Obrigada pela informação!
    Aguardo com curiosidade notícias de outras ervas comestíveis!

Deixar comentário