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DIFICULDADES NA RECICLAGEM DE PLÁSTICOS
RESPOSTA DA PROFESSORA ANA SILVEIRA
Colocado em 29 de setembbro de 2019

Em resposta à dúvida e sugestão  levantada por Gabriel Almeida (no final do texto a seguir, de 22 de setembro de 2019), recebemos o seguinte esclarecimento da Prof.ª Dra Ana Silveira, oradora na nossa tertúlia de 14 de setembro sobre embalagens de plástico:

1) Realmente o PP devia ser mais barato que o PET (porque é mais barato de produzir) mas como há sobrecapacidade de produção de PET, o preço do PET é mais baixo;

2) Ainda não se consegue produzir garrafas de PP transparentes e com brilho, que é algo que o marketing pretende quando se trata de embalagens de água; o PP acaba por ser usado para embalar produtos não alimentares, em que não é relevante o produto no interior, como produtos de higiene pessoal ou de limpeza doméstica.

O nosso obrigado.

HÁ POLUIÇÕES NA MODA E OUTRAS FORA DE MODA?
Colocado em 22 de setembro de 2019

Começámos há algum tempo a tentar abordar formas de poluição a que chamámos silenciadas, porque raramente se fala (ou falava) nelas e porque têm sido objetivamente alvo de tentativas de silenciamento quando alguns tentam fazê-las sair da obscuridade por forma a tentar que, não só se fale delas, como, sobretudo, se deem passos decididos para as erradicar.

Começámos pela poluição luminosa, prosseguimos recentemente com a poluição associada à mineração, e temos algumas outras em carteira, á espera de que haja tempo para nos debruçarmos sobre elas.

Aparentemente, em contraste com estas, outras há que toda a gente conheceria (a da água, a do ar, a dos automóveis… embora, se virmos bem, sobre aspetos determinados destas, também reine o silêncio ou quase silêncio… lá chegaremos talvez um dia).

Outras há que, sendo desde há muito faladas (o que não quer dizer que sejam bem conhecidas), entram de repente na moda, e então durante uns tempos não há quem não ouça falar delas. Há cerca de duas décadas foi o caso da poluição dos alimentos, sob a forma concreta da «doença das vacas loucas», de que depois se deixou de ouvir falar. É desde há alguns poucos anos o caso concreto dos plásticos, dos microplásticos e outras formas desse material que é na verdade um vasto mundo de materiais diferentes embora próximos.

Ora a poluição pelo plástico foi tema obrigatório, e um dos mais frequentes, desde que a questão da poluição deixou de ser um exclusivo de técnicos e especialistas e entrou no domínio das preocupações públicas. E aí se instalou para não mais sair, passando embora por fases de quase esquecimento, de eclipse ou de simples surdina.

Porque se tornou entretanto quase que uma moda (ele há modas más mas há também modas boas e outras assim assim), quisemos na Campo Aberto debater e convidar a debater o tema. Daí a tertúlia ou debate realizado no sábado 14 de setembro, com uma apresentação da Professora Dra Ana Silveira, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, seguida de debate, que foi muito vivo e participado. Como é aliás de tom nas tertúlias da Campo Aberto.

Falar, compreender, debater, agir

Graças à disponibilidade e gentileza da oradora, que a Campo Aberto agradece, podemos agora aceder neste e-sítio à apresentação feita em introdução ao referido debate. Trata-se do esquema da apresentação e, evidentemente, fazem falta todos os meandros pelos quais passou a exposição oral então feita. Mas para quem lá esteve serve de memorando e de pista para aprofundamento, para quem apenas acede a ele sob esta forma, serve de incentivo à procura de informações e de esclarecimento pela via da procura pessoal e da partilha com outros interessados.

Entretanto, um dos participantes no debate enviou-nos uma pequena achega por escrito, retomando aspetos da intervenção oral que fez em 14 de setembro. Eis o contributo de Gabriel Almeida, que poderá ser seguido de outros que nos possam querer fazer chegar, tenham ou não estado presentes na tertúlia:

«Acerca das garrafas em PET difíceis de reciclar, com aplicação restrita para o reciclado, difícil de promover a [um plano de] economia circular, acabando por ser um produto de utilização única, porque não fazer as garrafas e garrafões de 5  e 6 litros em PP?

O PP é fácil de reciclar e tem uma enorme aplicação e procura para as mais variadas indústrias, inclusive no sector automóvel. Os para-choques são em PP pois trata-se de um plástico muito flexível, dobra facilmente e é fácil fazer granulado tendo como base o PP.

Em Espanha já se encontram bastantes garrafas em PP e os garrafões de 25 litros são em PP.
Problema: é mais caro! Será que o ambiente não merece a diferença de preço?»

Apesar da menção, neste contributo, de termos técnicos e desconhecidos de muitos, mas que foram abordados e explicados na tertúlia, estamos certos que haverá quem queira entrar na roda da conversa…

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Um comentário até agora.

  1. Manuel Simão diz:

    Penso que o material mais adequado para embalagens duráveis para líquidos é o Polietileno de alta densidade (PEAD ou HDPE). Uma solução para o futuro seria taxar todos os outros e promover o uso desse material.a único. A diversidade de plásticos no ambiente poderia assim diminuir. Conclusão: nem PET nem PP. Apenas PEAD.

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