• Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes
  • Jul : 6 : 2011 - Perigo para Paisagem Protegida Valongo
  • Jun : 17 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação – resposta da C.M. Porto
  • Jun : 15 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação

A REJEIÇÃO DO NUCLEAR 1974-2018 E O FUTURO DA ENERGIA EM PORTUGAL
Colocado em 17 de setembro de 2018

Veja diretamente o suplemento Pela Vida – 1978

AS ORIGENS
Em 1974, no seio do recém-criado Movimento Ecológico Português, já se defendia uma moratória para quaisquer planos de construir centrais nucleares em Portugal. Cidadãos como Afonso Cautela (1933-2018), J.J. Delgado Domingos (1935-2014) e Gonçalo Ribeiro Telles tinham-se já pronunciado publicamente pela rejeição do nuclear. Em 1976, tendo constado que o chão da sua aldeia fora escolhido para a implementação de uma primeira hipotética central nuclear no país, a população de camponeses e pescadores de Ferrel, no concelho de Peniche, realiza a sua histórica marcha de 15 de março, rejeitando esses planos. Em 20 e 21 de janeiro de 1978, realiza-se nas Caldas da Rainha e Ferrel, sob os auspícios do semanário Gazeta das Caldas  e em resultado de um ano de preparação de uma coordenadora nacional de grupos ecológicos, o Festival Pela Vida e Contra o Nuclear, que exprime uma vigorosa rejeição da via energética nuclear e revela a existência de um forte sentimento antinuclear na opinião pública, dando-lhe decisivo impulso que o tornaria em breve um sentimento dominante.

PORTUGAL DE FORA
Por essas razões (e por outras mais comezinhas como a debilidade económica do país e o início do descrédito mundial e declínio da indústria nuclear), Portugal pôde escapar aos alçapões que atormentam os países possuidores de centrais nucleares – até a intensamente nuclearizada França, que por isso mesmo se vê hoje em palpos-de-aranha para «sair do nuclear» como cada vez mais lho exigem os seus cidadãos. O que, como lembra Susana Fonseca, membro da cooperativa Coopérnico que corajosamente promove entre nós a energia solar, explica em grande parte a importância das fontes renováveis de energia no fornecimento das necessidades de eletricidade em Portugal. Assim ligando, de forma clara, o que aconteceu em 1976 em Ferrel como o passado que marca o presente e o futuro da energia em Portugal.

RECORDAR NÃO BASTA
Tudo isso é oportunamente recordado em PELA VIDA – 1978 : 40 anos do Festival pela Vida e contra o Nuclear, um encarte de quatro páginas que o semanário Gazeta das Caldas publicou em 31 de agosto de 2018, retomando o mesmo título de um suplemento que editou durante muitos anos a partir de 1977 e que foi criado precisamente para servir de elemento aglutinador na preparação do referido Festival, além de repercutir toda a panóplia de temas do movimento ecológico mundial e também português, ao arrepio da relativa novidade e incipiência desses temas em Portugal, então ainda bastante alheio à importância e urgência deles.

Esse suplemento comemorativo, com elementos de importância histórica para a compreensão do Portugal nascido do 25 de Abril de 1974, fica assim ao alcance de todos os interessados, também na sua versão digital.

RÁPIDO SUMÁRIO
Na sua primeira e última página, com o título  «Ferrel 1976-78: então e hoje, que significado?», pode ler-se um artigo de memórias e atualização escrito pelo presidente da Campo Aberto, José Carlos Costa Marques. O editorial do suplemento é de José Luís Almeida e Silva, diretor da Gazeta das Caldas. Encontram-se ainda artigos de António Eloy, Jacinto Rodrigues, Susana Fonseca, Francisco Castejón, Inês Grandela Lourenço, João Guerreiro (neste faz-se uma curiosa comparação entre o caso de Ferrel em 1976 e o do «furo» petrolífero no atual Algarve) e João Freire.

Seguem-se alguns outros artigos sobre o nuclear neste sítio digital.
Encontrará mais se na função de pesquisa digitar «nuclear» : 

Somos todos moradores de Ferrel

Sol Sorridente – Nuclear Não Obrigado – Fechar Almaraz

Perigo Nuclear, Alternativa Solar

35 anos depois de Ferrel, Península Ibérica exige o fim da energia nuclear

Nuclear em Portugal? Não, mais do que nunca

http://www.campoaberto.pt/wp-content/uploads/2010/02/Sol_Sorridente_0.pdf

19 de Março – Concentração contra o Nuclear

 

Imprimir esta página Imprimir esta página

Deixar comentário