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Importante: as 10 vagas da Campo Aberto nesta atividade estão já preenchidas (em 1 de outubro de 2015). A partir de agora apenas podemos aceitar pessoas em lista de espera.

NO PORTO DOS ANOS 1920 – ARQUITETURA ART DÉCO

Atividade organizada em colaboração entre a ACER – Associação Cultural e de Estudos Regionais, e a Campo Aberto. Ver as ilustrações no final (galeria de fotos).

O orientador, Arq. José Pedro Tenreiro, define assim resumidamente este percurso (mais abaixo, um texto de sua autoria, mais circunstanciado):

«O paradigma urbano da cidade do Porto é profundamente alterado ao longo dos anos 20. É neste contexto que emerge uma arquitectura de uma crescente influência Art Déco.
Com um percurso pela baixa do Porto pontuado por vários exemplares da arquitectura burguesa, desvendaremos alguns dos seus autores, das questões e dos projectos».

Onde?
Agrupamento na sede da Campo Aberto (Rua de Sta Catarina, 730-2.º andar, no Porto), onde decorrerá uma introdução ao assunto com duração de cerca de uma hora.

Quando e a que horas?
Sábado 24 de outubro às 14:15 na sede da Campo Aberto. Das 14:30 às 15:30, apresentação do tema em sala. Das 15:30 às 17:30, percurso na rua.

De que consta?
Da introdução já referida, ilustrada, seguida de percurso nas ruas do Porto com duração de cerca de duas horas, estando a atividade terminada por volta das 17:30.

Como inscrever-se?
Há apenas 20 vagas, 10 por cada uma das associações organizadoras. As inscrições por via da Campo Aberto são feitas para o email:
tertuliasca@gmail.com
Nesse email pode inscrever mais do que uma pessoa desde que indique, para cada uma, nome, email e telefone de contacto.
Nesse email, ou em email separado para o mesmo endereço enviado pelo seu banco, ou por si mesmo, deverá seguir, em anexo, comprovativo do envio de um montante de participação nas despesas de €5,00, valor da inscrição para não sócios. O envio desse montante pode ser feito em transferência bancária, ou depósito ao balcão de uma agência da CGD, para o
NIB 003507300003575610354

Quanto aos sócios, a inscrição implica o compromisso de um donativo de €3,00, a entregar no início da própria atividade. Esse valor será considerado mesmo que o sócio não compareça, a não ser que tenha comunicado a sua desistência com um mínimo de 5 dias de antecedência sobre a data da atividade.

Se não é sócio e quiser tornar-se sócio no ato da inscrição (joia e primeira quota anual, já relativa a 2016 por nos encontrarmos no último trimestre do ano, €22,50=€2,50+€20,00), veja como aqui.

Qual o prazo de inscrição?
A inscrição deve ser feita e completada simultaneamente, o mais tardar até segunda-feira, 19 de outubro. A partir de 10 de outubro, os não sócios não deverão enviar montante de participação nas despesas sem antes terem recebido confirmação da existência de vaga. Até 3 de outubro, os sócios da Campo Aberto têm prioridade nas 10 vagas existentes.

ArtDéco

O quê?
Súmula escrita pelo Arq. José Pedro Tenreiro

Arquitectura Art Déco no Porto

Com a construção da Avenida dos Aliados, iniciada em 1916, o poder da alta burguesia na cidade assume uma maior expressão urbana. O traçado da nova avenida é concebido dentro de um plano mais amplo que propõe a redefinição da estrutura urbana da zona compreendida entre a Praça dos Poveiros e a Praça Carlos Alberto, com uma rede de novas ruas cuja implementação é efectuada principalmente a partir dos meados dos anos 20, já após a crise que se segue à Primeira Guerra Mundial, em momento de retoma da estabilidade económica. Surge, desta forma, a necessidade de uma nova arquitectura que incorpore os valores da sociedade burguesa agora em ascensão.

Esta nova arquitectura é levada a cabo por toda uma nova geração de arquitectos, alunos de Marques da Silva, bem como de alguns engenheiros e construtores informados do panorama artístico internacional. Observamos, assim, uma diversidade de opções arquitectónicas desde a depuração do decorativismo ecléctico até às primeiras aproximações cubistas. Assume especial destaque a obra de vários arquitectos nascidos entre 1890 e 1910, tais como José Ferreira Peneda, Baltazar Castro, Rogério Azevedo, Augusto dos Santos Malta, Júlio de Brito, Artur Almeida Júnior e Mário Abreu, bem como José Porto, David Moreira da Silva, Amoroso Lopes e Manuel Marques, estes recém-chegados de Paris.

Esta nova arquitectura, de raiz Art Déco, torna-se a referência na construção burguesa, que podemos observar nos prédios de rendimento, nas garagens, nos cafés, nos estabelecimentos comerciais, traduzindo uma modernidade que terá reflexo de cariz monumental nos novos equipamentos públicos, que encontram o seu expoente máximo no edifício do Coliseu do Porto. Propomos um percurso ao longo de alguns dos principais eixos urbanos traçados neste período, pontuado por vários exemplares desta arquitectura, dando a conhecer os seus autores.

Galeria de fotos – Fotos: Antero Leite (A.C.E.R.)

casa deco

Edifício – R. Santa Catarina 533
R. Firmeza – Rogério Azevedo (arquitecto) 1930

imagem 6

José Marques da Silva (arquitecto) – 1928-29 Edifício – R. Alexandre Braga 94

imagem 2
Confeitaria do Bolhão – R. Formosa 339 Manuel Amoroso Lopes (arquitecto) – 1928

imagem 3
Filial da Caixa Geral de Depósitos – Av. Aliados – Porfírio Pardal Monteiro (arquitecto) – 1923-28

imagem 4

Edifício – R. Elísio de Melo 41-51, R. Almada 182 Amândio Duarte Pinto (engenheiro)
– 1928-30

imagem 5
Armazéns Cunhas – Praça Gomes Teixeira – Manuel Marques (arquitecto), Manuel Amoroso Lopes (arquitecto), José Coelho de Freitas (mestre de obras) 1933-36

 

 

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