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  • Jun : 17 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação – resposta da C.M. Porto
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20 março 2012 * Natureza 3

«As criaturas selvagens, como os seres humanos, precisam de um lugar para viver. À medida que a civilização cria cidades, constrói autoestradas e enxuga pântanos, ela apodera-se, pouco a pouco, da terra favorável à vida selvagem. E à medida que se estreita o espaço para viverem, as populações selvagens elas próprias declinam.»Rachel Carson, celebrada autora de Primavera Silenciosa, livro que, em 2012,completa 50 anos de sua primeira edição.

Redigido por José Carlos Marques: jcdcm@sapo.pt. Os recortes completos passarão a estar disponíveis para consulta na sede da associação Campo Aberto (www.campoaberto.pt), no horário que consta em: http://www.campoaberto.pt/2012/01/17/horario-de-abertura-da-campo-aberto/

TERRITÓRIO, PRIORIDADE ESQUECIDA
Finanças obliteram ordenamento do território e ameaça de desertificação. É um alerta do Público, com a solenidade de um editorial. No mesmo dia, a ilustrar o editorial, um longo artigo sobre a seca, ameaça num país com 5,5 milhões de hectares em desertificação. E a seguir, um texto da jornalista Helena Geraldes: Investigadores temem ano dramático para a vida selvagem. Já Pedro Garcias escreve sobre recuperação de castas de vinhas velhas entre as medidas em curso no Douro, onde se recuperam práticas antigas para enfrentar os desafios climáticos. Destacamos, do editorial: «O que nos falta é uma visão integrada do território que leve os governos a perceberem que a destruição dos solos numa freguesia remota do interior é um problema que diz também respeito aos dois terços dos portugueses que vivem à beira-mar». Também se poderia dizer: há muito temos essa visão, quer em numerosas personalidades, Gonçalo Ribeiro Teles, Manuel Gomes Guerreiro e tantos outros, bem como em numerosas associações e movimentos ecológicos, conservacionistas, ambientalistas, desde há quatro décadas e mais. Os governos é que renitentemente não percebem. Ou será que não querem perceber? Ver: Público, 4 março 2012.

NATUREZA VAI DESAPARECENDO
O mundo natural quase desapareceu dos livros para crianças. Um artigo na revista Sociological Inquiry analisa livros infantis premiados pela prestigiosa Medalha Caldecott, nos Estados Unidos, no período de 1938 a 2008. Conclui que as imagens de ambientes naturais e de animais selvagens quase desapareceram, tendo aumentado as imagens de ambientes urbanos e suburbanos. Os cientistas autores do artigo temem que isso reduza a empatia das crianças pela natureza. Ver: curta nota de Ana Gerschenfeld no Público, 2 de março 2012.

CORTIÇA GLÓRIA NACIONAL
Mil e uma novas aplicações, inovação, arte, moda, entusiasmo. Parece ser esse o mundo promissor da cortiça em Portugal, segundo um amplo artigo de Sara Dias Oliveira. Já não é só a rolha, que fez a glória deste recurso na fase inaugural da indústria. Por alguma razão, além de outras, foi recentemente designado o sobreiro como árvore nacional, após uma dinâmica campanha da associação Árvores de Portugal, que a Campo Aberto também apoiou. Mas, e disso o artigo não fala (não se pode falar de tudo…), o estatuto de proteção de que goza o sobreiro tem sido muitas vezes maltratado, sobretudo quando há projetos imobiliários, turísticos, ou outros, que se lhe atravessam no caminho, e de que surgem por vezes processos ruidosos em tribunal de que raramente se retiram consequências. Ver: Cortiça 100% natural e não pára de surpreender, Público, 25 fevereiro 2012.

FLORA PORTUGUESA
Faltam políticas de conservação da nossa flora. Numa tribuna sobre biodiversidade, Maria Amélia Martins-Loução, professora catedrática da Universidade de Lisboa, recorda uma tribuna sua de 21 de maio de 2010, no jornal Público, em que chamava a atenção para a falta de políticas estratégicas, a nível nacional, de conservação da biodiversidade, particularmente da nossa flora. E recorda-o para destacar a importância da Estratégia Global de Conservação das Plantas (EGCP), e dos objetivos definidos em 2010 pela Convenção para a Biodiversidade. O primeiro deles, «documentar e reconhecer a diversidade vegetal», tem como primeira meta a publicação de uma flora online. A autora assinala a disponibilização de informação sobre a flora, designada por FLORA-ON, e refere que foi lançada em Portugal no mesmo dia da sua tribuna. Ver: Público, 25 fevereiro 2012.

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Categorias: Notícias

Um comentário até agora.

  1. Ultimas inscrições para visita guiada à ria de Aveiro diz:

    […] – http://www.campoaberto.pt/2012/03/19/natureza-recursos-conservacao-2/ – http://www.campoaberto.pt/2012/03/28/natureza-recursos-conservacao-3/ Ou consultar essa informação na sede da Campo Aberto no horário que consta […]

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