• Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes
  • Jul : 6 : 2011 - Perigo para Paisagem Protegida Valongo
  • Jun : 17 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação – resposta da C.M. Porto
  • Jun : 15 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação

Março de 2012 * Recortes 3

Uma página de vez em quando com sínteses e comentários de artigos ou notícias sobre assuntos de energia e clima recolhidos na imprensa que vou lendo. Os recortes completos passarão a estar disponíveis para consulta na sede da associação Campo Aberto (www.campoaberto.pt). Redigido por José Carlos Marques (jcdcm@sapo.pt)

ÁGUIAS DE BONELLI PARAM PARQUE FOTOVOLTAICO.
Suspensas oito licenças de construção de painéis solares do maior projeto de parque fotovoltaico em França, por este colidir com a proteção da água de Bonelli, foi a sentença recente do tribunal administrativo de Marselha. Razão: o parque é incompatível com espaços naturais e florestais sensíveis protegidos. As entidades queixosas (LPO – liga de proteção das aves, e Conservatório dos espaços naturais da Provença-Alpes-Côte d’Azur) lamentam a contradição: «Para nós é doloroso termos tido que nos opor a um projeto de energia renovável, pois normalmente apoiamos esses projetos.» Compreende-se: o parque ia ser construído num local chave de uma zona Natura 2000, e declarada zona natural de interesse ecológico, faunístico e florístico. De facto, as energias renováveis podem ter também algum impacto negativo sobre o ambiente e a natureza, e quando esse impacto é importante surge o dilema. É uma boa indicação um tribunal reconhecer, como é o caso, a primazia de valores naturais excecionais em perigo. Ver: Le Monde, 19 e 20 fevereiro 2012. (Esta notícia foi incluída também em Natureza Recursos Conservação-1, folha de recortes semelhante a esta mas sobre a temática da conservação da natureza)

DESMISTIFICADA ENERGIA NUCLEAR EM FRANÇA.
Os franceses já não confiam no átomo. País onde a produção de eletricidade em centrais nucleares é a mais densa do mundo, a França tem sido sujeita a intensa propaganda e condicionamento pró-nuclear. Uma evolução lenta mas que se acelerou bruscamente com o acidente de Fukuxima, no Japão, evidencia no entanto que a população perdeu a confiança nessa forma de energia. Um estudo de opinião de junho de 2011 mostra que, agora, mais de três franceses em cada quatro (mais de 75 por cento…) são favoráveis ao abandono do nuclear, seja esse abandono progressivo ou rápido. Nas mulheres esse número sobe para mais de 8 em cada 10, ou seja, para mais de 80 por cento. Ver: Le Monde, 18 fevereiro 2012.

ENERGIA DAS ONDAS EM PORTUGAL.
Alternativa renovável mas… sem impactos? Uma longa entrevista sobre energia das ondas em Portugal, com o Professor António Sarmento. Estranhamento, por ser a Quercus quem faz a entrevista, não há uma única pergunta direta sobre aspetos ambientais e possíveis impactos. Destaca-se basicamente o aspeto técnico e de alternativa, mas não se pergunta se há consequências ambientais e, havendo, como podem ser mitigadas. No entanto, uma informação de grande interesse noutros aspetos. Mais adiante no mesmo número do jornal, um artigo extenso (duas páginas) intitulado «Energia das Ondas em Portugal», de Teresa Simas e Janete Gonçalves, do Centro de Energia das Ondas, que destaca a central de ondas do Pico (Açores) e refere outros projetos em Portugal. Predomina também o aspeto técnico e de viabilidade. Ver: jornal Quercus Ambiente, de Março/Abril de 2012.

FONTES RENOVÁVEIS E CRISE ECONÓMICA.
Um binómio difícil de conjugar. Num artigo de Fernando Blanco Silva, engenheiro industrial e responsável da Unidade de Energia e Sustentabilidade da Universidade de Santiago de Compostela, abordam-se os fatores que poderão prejudicar a evolução das fontes renováveis de energia, designadamente os custos de produção, as mudanças políticas a nível de governos e o fracasso da Cimeira de Durban sobre o protocolo de Quioto e alterações climáticas. Quanto a esta última, o autor considera que a incapacidade da Cimeira para alcançar acordos vinculativos, como acontecera há 14 anos, faz prever que as próximas políticas energéticas deem menos importância à redução das emissões contaminantes. Ver: a revista da associação galega ADEGA: Cerna, n.º 66, inverno 2012, Travesa de Basquiños, n.º 9 baixo, 15704 Santiago de Compostela, cerna@adega.info, 0034981570099, www.adega.info

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Categorias: Notícias

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