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  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes
  • Jul : 6 : 2011 - Perigo para Paisagem Protegida Valongo
  • Jun : 17 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação – resposta da C.M. Porto
  • Jun : 15 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação

Fevereiro 15, 2012 * Porto e Noroeste 2

Uma página de vez em quando, com sínteses e comentários de artigos ou notícias relacionados com o ambiente, urbanismo e natureza no Porto, Norte e Noroeste. Pretextos para reflexão, incentivo à análise (mais do que análise propriamente dita, que não caberia em espaço tão curto), convites à ação… no contexto do trabalho Porto e Noroeste em Debate, que remonta já a 1999. Para visitar a Campo Aberto (www.campoaberto.pt), onde pode consultar os recortes completos hoje aqui referidos, veja o horário em: http://www.campoaberto.pt/2012/01/17/horario-de-abertura-da-campo-aberto/ Redigido por José Carlos Marques (jcdcm@sapo.pt)

PARQUE DA CIDADE DO PORTO
Cor verde «ratada» no mapa? Alterações introduzidas no Plano Diretor Municipal trazem cores intrusivas ao verde do mapa do Parque da Cidade. Embora em discussão por 30 dias, (pelo que se consegue entender, contados a partir de 10 de fevereiro) dificilmente a Câmara recuará – o que todos os amigos do Parque certamente lamentam (ver: http://porto24.pt/porto/10022012/discussao-publica-do-pdm-do-porto-comeca-na-proxima-semana/). Quase toda a zona do Queimódromo passa a ser classificada como «área de equipamento proposto». A mancha de verde contínuo, que caraterizava o mapa do Parque no PDM versão 2005, é quebrada. Também o Sea Life já não surge em zona verde, forma talvez de «legalizar» uma construção que levantou dúvidas à própria CCDR-N. No lado norte, junto à Circunvalação, uma área considerável passa a ser também «área de equipamento proposto», que se pretende converter numa alameda urbana (o que nos levanta sérias dúvidas sobre os objetivos). A interpretação da percentagem do parque passível de ser utilizada para equipamentos de apoio parece ter-se tornado bastante elástica, quer nos números quer no conceito de apoio. Veja um artigo que aborda essa e outras alterações no PDM em vigor na cidade: Público Local Porto de 21 de janeiro de 2012.

PARQUE DA PRELADA.
Aberto por um dia o parque que Nicolau Nasoni idealizou. O antigo parque de Campismo da Prelada está em transformação. Propriedade da Santa Casa da Misericórdia do Porto, as obras em curso visam fazer dele o futuro Parque Urbano da Prelada. Embora ainda não inaugurado, a Santa Casa fez do sábado 28 de janeiro Um Dia Diferente para quem quis passear pelos cerca de 16 hectares do parque e da casa da Prelada. A inauguração oficial está prevista ainda para 2012, com novas aberturas parciais talvez em abril e maio. Ver: Público Local Porto, 29 de janeiro de 2012.

GUIMARÃES.
Para onde vai esta cidade? A propósito do evento Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, a quinta Tertúlia do Café Astória, no Porto, debateu o futuro daquela cidade, com a presença de António Magalhães, presidente da Câmara, e José Serra, presidente da Fundação Cidade de Guimarães, responsável pelo acontecimento. Entre o passado têxtil e o presente de cultura, e muitos outros temas, falou-se de oito grandes projetos de intervenção no património material, alguns dos quais podem levantar dúvidas legítimas quanto a uma real justificação, sempre a pretexto, é claro, de «requalificar o espaço urbano», chavão que tem servido em Portugal muitas vezes para deformar o que apenas precisava de manutenção, com largos gastos escusados. Há quem pense que foi o que se passou na emblemática Praça do Toural… Uma síntese do debate e dos temas abordados, que curiosamente não indica a data da tertúlia, pode ler-se no semanário Grande Porto, de 20 de janeiro de 2012.

AVEIRO.
Protestos contra intrusão visual. Mais um exemplo da sanha requalificatória, uma ponte pedonal sobre o Canal Central da Ria, em Aveiro, numa zona em que há já a curta distância os atravessamentos que a ponte em causa visa realizar. Muitos protestos populares e de instituições formais ou informais, como os Amigos da Avenida, parecem não demover a Câmara, uma das mais endividadas do país e que participa com 15 por cento num projeto custeado a 85 por cento por fundos comunitários, que seriam melhor empregues em obra mais útil. Felizmente, a ideia de atravessar a meio o pacato jardim do bairro do Alboi foi entretanto abandonada, neste projeto que, em típica novilíngua orwelliana, se designa por Parque da Sustentabilidade.Ver: Público Local Porto, 26 de janeiro de 2012.

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Categorias: Notícias

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