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No passado dia 30 de novembro realizou-se mais um Conselho Municipal do Ambiente desta vez a propósito das Ribeiras do Porto.

Antes de falar sobre a apresentação de Poças Martins sobre esse ponto gostava de referir aquele que me parece que foi o ponto mais interessante da reunião e que tem a ver com a ideia deixada pelo vice-presidente e vereador do ambiente da CMP, Álvaro Castelo Branco, de que estas reuniões vão começar a ser mais regulares e terão em linha de conta os temas que foram sugeridos pelas associações na reunião anterior, a saber: Projecto do Pavilhão Rosa Mota e Jardins do Palácio; Podas / Rede Arbórea da Cidade; Biodiversidade; Qualidade do Ar; Mobilidade.

Em relação ao Projecto do Pavilhão Rosa Mota e Jardins do Palácio e apesar de noticias recentes terem referido que já haveria marcações de espectáculos para 2012 e 2013, o vice-presidente voltou a reafirmar o que tinha dito na sessão anterior, ou seja que não tem ainda a nova versão do projecto e que assim que a tiver ele será apresentado ao Conselho Municipal do Ambiente.

Sobre as Ribeiras do Porto tivemos uma apresentação de Poças Martins, presidente da Águas do Porto que descreveu o trabalho que tem vindo a ser feito pela empresa no sentido de despoluir e desentubar sempre que possível as ribeiras que atravessam a cidade.
A ideia que deixou foi de que está identificado o que tem que se fazer, sabe-se que boas práticas devem ser seguidas e o trabalho está a ser desenvolvido de acordo com a capacidade financeira da empresa que ficou bastante limitada com a impossibilidade de financiamento que lhe foi imposta.

Como referiu Poças Martins, 75% das ribeiras do Porto estão entubadas sendo que grande parte desse entubamento é irreversível por estar debaixo de muito edificado. Fica no entanto a promessa de que “hoje em dia já não se entuba mais nada no Porto”.

Também falou dos projectos de renaturalização das margens das ribeiras que estão a ser desenvolvidos, nomeadamente na ribeira da Granja, e tem havido contacto com investidores privados que já tinham direitos adquiridos para construção em zonas perto de ribeiras no sentido de em conjunto com a câmara alterarem projectos que previssem inicialmente o entubamento dessas ribeiras. A ideia é transformar a margem das ribeiras em algo que valorize o próprio projecto imobiliário (que inevitavelmente vai ser construido) em vez da opção tradicional de esconder e entubar essas ribeiras.
A este propósito referiu ainda que só no último ano foram desenvolvidas 4 teses de mestrado sobre as ribeiras do Porto e as técnicas utilizadas na sua recuperação.

Outra das questões abordadas foi o Rio Tinto, um rio que sempre todos assumiram que para voltar a estar despoluído teria que ser objecto de um plano intermunicipal de recuperação mas que um estudo recente indica que “é possível resolver o problema do Rio Tinto se cada municipio fizer o que tem que fazer”.

Falou-se ainda da sobrevalorização que sempre se fez da importância do rio Douro na poluição das praias do Porto e como a opção de não fazer seguir as águas pluviais directamente para o mar mas trata-las previamente quase resolveu por si só este problema e acabou com o mito urbano de que nao se podia ter praias limpas sem antes despoluir o estuario do douro. Na opinião de Poças Martins, as praias que dependem da CMP ja “estão azuis”.

Seguiram-se perguntas e respostas foi abordada a questão de algumas obras da Metro do Porto parecerem não seguir esta nova postura em relação ao não entubamento de ribeiras ao que foi respondido que as obras do metro não carecem de licenciameento por parte das câmaras.
Foi referida também a questão da Marina do Freixo que terá um erro de concepção que causa problemas em alturas de maior caudal de águas. Problemas esses que já foram detectados, foram objecto de um projecto já apresentado pelo IPTM (Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos) mas que, ao que tudo indica  por dificuldade orçamentais, ainda não foi implementado.
E finalmente falou-se sobre um novo método de substituição de condutas que começou a ser utilizado e que não obriga à abertura valas para a sua substituição.

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