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Contributo da Campo Aberto ao projecto vamos plantar 100.000 árvores autóctones no território da Área Metropolitana do Porto enquadrado no Ano Internacional da Floresta e Ano Europeu do Voluntariado que se irá comemorar em 2011.

Algumas questões chave que foram levantadas na reunião da Comissão de Acompanhamento do CRE_PORTO, dia 14 de Outubro de 2010:

Quais as espécies a plantar? (há algum tipo de requisito?)
Espécies autóctones.
Em http://www.quercus.pt/xFiles/scContentDeployer_pt/docs/Doc1805.pdf, de uma forma simples, indica que espécies plantar, aonde e como, só faltando referir quando.
Como as ideias surgem a partir de outras, fazer uma brochura semelhante (a disponibilizar na revista do CRE-Porto,… e nos sites dos parceiros do CRE-Porto) simples e acessível, às crianças, aos jovens e ao cidadão comum, interessados em participar.

Como obter as árvores? (começar a acção com recolha de sementes e germinação?)
O processo a iniciar poderia recorrer à:
– recolha de sementes e germinação.
Para este caso, propõe-se que as autarquias distribuíssem as sementes pelas escolas do 1.º e 2.º CEB, em que as crianças, relacionando com conteúdos disciplinares, iniciariam o processo de sementeira, acompanhando o crescimento até à plantação em terreno final.
Esta proposta teria de ser bem planeada e executada a curto prazo, para se ter as espécies na época apropriada à plantação.
http://www.kidsface.org/pages/plant.html
– plantação a partir de exemplares em vaso ou com raiz nua.
Tal poderia ser obtido pelo processo anterior, agora direccionado aos cidadãos, ou a partir viveiros públicos e particulares; estes poderiam ser chamados a colaborar no âmbito do Sequestro do Carbono. Como há custos com as sementes, vasos, água, … poder-se-ia apelar a mecenas.

Onde as plantar? (terrenos públicos, terrenos privados, parques públicos, jardins dos cidadãos?)
Escolas, jardins e logradouros de particulares, terrenos públicos, terrenos privados, parques e jardins públicos, todo o espaço cujos proprietários se disponibilizassem a receberem espécies arbóreas autóctones.

Quem deve estar envolvido?
Todos os interessados, desde o cidadão comum, autarquias, AMP, ONG´s, … até empresas que poderiam ser chamadas a participar não apenas como mecenas mas também num contexto de Sequestro de Carbono.

Qual a realidade de cada município (uns têm ZIF, outros não têm área florestal nem terrenos baldios, só parques urbanos, outros não têm horto com capacidade de resposta às plantas que serão necessárias…). Como pensar também no projecto aproveitando o mosaico que a AMP constitui?

Que mecanismo para garantir a participação dos cidadãos? (sugere-se que os que completem um roteiro de formação, responsabilização, plantação, vigilância sejam EMBAIXADORES DAS FLORESTAS).

Como garantir a manutenção após a plantação? (quem? Como?)

Com a exposição que se segue, esboça-se uma proposta de Projecto que poderá contribuir para responder às três questões anteriores:

1.ª etapa: proceder a uma cuidada publicitação (através da revista CRE-Porto, …, panfletos, sites das Câmaras Municipais e dos restantes parceiros do CRE-Porto, Escolas da AMP, …) do Projecto.

2.ª etapa: constituir em cada município, um Grupo de Trabalho – Embaixadores da Floresta; esse grupo receberia as inscrições dos voluntários interessados – e candidatos a embaixadores da Floresta – em colaborar no projecto e coordenaria as actividades (lançamento do Projecto, formação dos voluntários interessados, localização/classificação/identificação dos proprietários dos terrenos, plantação das árvores / vigilância preventiva).
De referir que este grupo (número de elementos a definir) deveria ser constituído por um ou dois funcionários das Câmaras, e os restantes elementos pertencessem à sociedade civil (cidadãos, empresas, ONG’s,…)

3.ª etapa: como actividades a desenvolver por todos os voluntários participantes (a contemplar na Certificação Embaixador da Floresta) sugerem-se as seguintes, distribuídas por três níveis:

Certificação Nível I
a) os voluntários interessados teriam formação sobre o Projecto Embaixadores da Floresta;
b) com as sementes cedidas pela autarquia (que através do Grupo de Trabalho – Embaixadores da Floresta assegurou, previamente, uma recolha em viveiros públicos e privados, bem como nas Escolas) os voluntários participantes procederão, também, a uma sementeira, de modo a que as espécies sejam plantadas nos dias assinalados para o efeito.

Certificação Nível II
c) a cada Embaixador da Floresta – Certificação Nível I será atribuído uma ou duas freguesias do concelho e, através do Google Earth e outros, com visitas ao terreno, mapeará os terrenos disponíveis para plantação das árvores;
d) cada Embaixador da Floresta – Certificação Nível I contactará os proprietários de terrenos privados e explicar-lhes-á em que consiste o projecto, indagando sobre a sua disponibilidade em autorizar a plantação de árvores. Caso o proprietário esteja disponível em integrar o Projecto, proceder à inscrição (em ficha própria) do terreno /proprietário.

Certificação Nível III
e) os Embaixadores da Floresta – Certificação Nível II plantarão as árvores, nos dias assinalados para o efeito;
f) durante dois anos, semestralmente, os Embaixadores da Floresta – Certificação Nível II, preencherão uma ficha on-line (incluída numa base de dados) de vigilância preventiva que recolha dados sobre a ocupação do solo, o crescimento das árvores e a conservação do terreno que supervisionam.

NOTA: A participação na actividade plantação de árvores permitirá a obtenção de um Certificado de Participação.

4.ª Etapa: Autarquias/AMP deverão proceder a edição da base de dados, a disponibilizar on-line., de modo a que os cidadãos monitorizem a evolução dos terrenos arborizados.

A avaliação do projecto…

Falamos de um Projecto para de dois/três/…/20 anos, onde esteja presente um compromisso político sério quer por parte da Junta da AMP, quer das Autarquias, quer ainda dos cidadãos em geral. Estes ao adquirirem competências, não apenas no âmbito da floresta como também do ordenamento do território, poderão tornar-se cidadãos mais conscientes e interventivos no sentido de procurarem participar na melhoraria da qualidade de vida na AMP.

Abater árvores após tudo isto é estranho? Ou não…

26 Outubro 2010
Pela Campo Aberto
Anabela Gonçalves

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