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No final da semana passada várias pessoas contactaram a Campo Aberto a propósito de um abate de árvores que se estava a verificar na Circunvalação, ao todo seriam “16 plátanos entre o cruzamento de Monte os Burgos e a rotunda AEP, nas zonas onde o separador é mais estreito para permitir o estacionamento automóvel“.

Como referiu uma dessas pessoas, “sendo os plátanos normalmente árvores resistentes a quase tudo (ás podas drásticas que assistimos pelo nosso país, aos cortes sistemáticos das raízes de cada vez que se abre um buraco para colocar uma nova conduta ou um novo cabo; às retro-escavadoras que circulam livremente nos estaleiros das obras descurando sistematicamente a protecção das árvores, aos transplantes de árvores centenárias como foi o quase das árvores do Jardim do Marquês), pareceu-nos estranho tal corte“.

Esses relatos indicavam também que “todas as árvores estavam saudáveis e não aparentavam sinais de declínio ou enfraquecimento“, e “estas árvores estão de boa saúde“.

Uma das pessoas que nos contactou ligou para a Estradas de Portugal, “empresa que fez um estudo fitossanitário sobre as árvores da Circunvalação e que decidiu abater, sem anúncio prévio no site, algumas dessas árvores“.
Segundo essa pessoa, “Fui muito bem atendida e fui pacientemente informada por uma técnica (arqtª paisagista) que veio nessa manhã ao Porto, que, segundo o colega (o perito em árvores) que tem observado as árvores, há necessidade de abater 17 plátanos. O motivo prende-se com as obras que foram feitas há uns (poucos) anos atrás e que, nas zonas com estacionamento, danificaram as raízes, fragilizando as árvores.”

Infelizmente já ouvimos este tipo de justificação em casos em que manifestamente essa necessidade apontada não se verificava…

De qualquer forma essa pessoa que contactou a EP foi ainda informada que “na época adequada, serão plantadas novas árvores em substituição destas.” e deixou duas sugestões que nos parecem interessantes:
“- Sempre que haja um abate justificado, colocar uma placa informativa do motivo que leva ao abate para que as pessoas não se questionem sobre a eventual validade/justificação da acção de abate.
Sempre que se abate por necessidade bem justificada uma árvore de copa generosa, no local, caso seja possível planta-se a substituição dessa. Noutro local, planta-se um número de árvores que, em conjunto com a(s) substituição(ões) corresponda à folhagem agora desaparecida. Faz-se boa publicidade do facto. Ou seja, em vez de 1 árvore por 1 árvore, seria mais “n folhas” por “n folhas”. A função clorofilina iria equivaler mais nesta segunda opção. Além disso, podem sempre fazer um marketing “bonito” de uma tal ideia quer em Portugal quer no estrangeiro… Poderiam deixar no site as imagens da substituição e do local onde foram plantadas as restantes que complementam a folhagem abatida em nº. A tecnologia permite uma publicidade a custo reduzido, fazemos uma boa acção, fica-nos bem, serve-nos melhor e não é difícil
.”

A Campo Aberto agradece a colaboração de todos os que nos contactaram sobre este caso

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Um comentário até agora.

  1. […] ques­ti­o­nam e exi­gem infor­ma­ção a EP e às câma­ras muni­ci­pais (ver este texto e tam­bém este, na Campo […]

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