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A Campo Aberto divulga aqui um email recebido denunciando o abate, certamente desnecessário, de quatro árvores numa densa zona residencial. Relembro que, muito perto do local referenciado, existia um belíssimo e enorme plátano que foi barbaramente abatido aquando da construção de um edifício (curiosamente o edifício podia conviver muito bem com a árvore, visto que ficou bastante distante dela). Ás árvores continuam a ser o parente pobre das políticas municipais. Talvez, quando o seu número atingir um mínimo suficientemente ridículo, comecem a ser devidamente valorizadas.


“É com muita revolta que venho participar o abate criminoso que se fez esta manhã de 4 palmeiras frondosas e gigantes com mais de 20 anos que se encontravam num jardim condominial na frente de um prédio, do conjunto de prédios da rua Damião de Góis. Julgo trata-se de jardim condominial e fica do lado esquerdo quem segue no sentido da Rua Antero de Quental. Existem leis que limitam o abate de árvores privadas e julgo que tais leis não foram respeitadas, dado que as árvores em causa eram claramente de interesse paisagístico no local e até histórico.


Já não bastam os atentados da Câmara, agora também já não há qualquer respeito pela vida nos espaços privados e que estão à vista de todos compondo completando paisagens de betão e sobretudo em zonas de grande trânsito como é o caso, em que as árvores antigas têm um papel fundamental no que respeita ao oxigénio.


Falei com uma condómina de outro prédio em frente que tão estupefacta quanto eu me confirmou que na realidade se trata de jardim condominial e por isso a responsabilidade era dos condóminos do prédio em causa.


Gostaria que através de vossa organização, denunciassem o caso e fizessem o possível para que, se foi abate ilegal, os prevaricadores possam pagar bem caro o crime que cometeram, porque quanto às árvores já nada há a fazer… Ou
pelo menos pela publicitação do caso, que fizessem os prevaricadores terem alguma consciência do crime que cometeram.


Só agora tomei contacto com a vossa organização e com certeza vou fazer-me sócia porque estou saturada de assistir à selvática politica pública e privada de abate de árvores que se assiste diariamente nesta cidade. É preciso fazer qualquer coisa e eu quero participar na vossa luta.”


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2 comentários até agora.

  1. O abate de árvores em condomínios privados ou aldeamentos é quase tão frequente como nos espaços públicos e segue o mesmo exemplo. Esta é, infelizmente, mais uma situação como a que relatamos aqui (http://www.arvoresdeportugal.net/2009/10/podas-radicais-na-aldeia-das-acoteias/) em que um dos responsáveis me disse que tinha ido ver o que a CM de Albufeira fazia nas ruas e que se limitaram a fazer o mesmo. Não sendo, de forma alguma, uma justificação, o exemplo da gestão pública das árvores serviu de desculpa para o arboricídio.

  2. Andre diz:

    Preocupemo-nos acima de tudo com os milhares de arvores de floresta autoctone que tem sido substituidos por eucaliptal i pinhal.
    Nao quero com isto dizer que fazem mal em denunciar esta situassao ou que a camara fez bem em deitar abaixo estas arvores, embora se for para plantar la arvores autoctones acaba por ser positivo.
    Mas penso que devemos canalizar a maior parte das nossas energias para a protecsao da natureza i nao apenas para a estectica.
    Ha milhoes de arvores em Portugal que deviam ser deitadas abaixo para promover os nossos ecossistemas autoctones.

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