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Projecto de Reabilitação do Pavilhão Rosa Mota no Palácio de Cristal

Disponibilizamos aqui os diferentes documentos referentes ao Projecto de Reabilitação do Pavilhão Rosa Mota no Palácio de Cristal.

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  3. Recolha de assinaturas para referendo sobre Palácio de Cristal já começou
  4. Defendamos os Jardins do Palácio de Cristal!
  5. Há destruição dos Jardins do Palácio de Cristal sim, Sr. Presidente

Debate

24 comments for “Projecto de Reabilitação do Pavilhão Rosa Mota no Palácio de Cristal”

  1. O lago não me parece muito relevante a não ser como espaço lúdico para as crianças, mas as árvores isso NÃO, demoraria-mos muitos anos a ter um espaço igual!!!

    Já agora, o espaço é muito agradável, mas o horário não faz sentido. No coração da cidade, as pessoas saem dos seus empregos em média entre as 15 e as 18:30h. Seria muito agradável dar um passeio até ao palácio, mas o que encontramos??? Portão fechado :( Na minha opinião não faz sentido fecharem às 17h-18h,…

    Posted by TF | Julho 9, 2009, 18:21
  2. Desculpem a minha ignorância em Arquitectura, mas…
    As construções propostas, viradas a Sul, além de taparem o sol, tapam as deslumbrantes e panorâmicas vistas para o rio Douro. O lago vai ficar tristemente ensombrado. Enterrem-nas até meio, ou totalmente!
    Vejo enormes superfícies de betão, áridas, impermeáveis e paralelepipédicas. Nem uma verdura, nem uma curva a suavizar a brutalidade geométrica e racionalista. Até o lago vai virar uma quase piscina olímpica, quando poderia ter transições com a Natureza, com curvas, rampas, madeiras e plantas.
    Telhados Verdes! Esqueceram-se da Verdura das Cidades Verdes! Plante-se um relvado no telhado, carago! Visitem o telhado da Câmara de Chicago, por exemplo.
    E se continuarem a achar que a aridez do betão é que está bem, pintem-no de verde e pronto.Ao menos fica a ilusão.
    Desculpem a minha ignorância. Sou um comum cidadão que não gosta de corridas de automóveis.

    Posted by Manuel Simão | Julho 9, 2009, 19:25
  3. Eu tenho recordação de infância de andar em barquinhos no lago e os patos e cisnes acompanhavam-nos. O verde refrescante do lago com cisnes e patos e libelinhas circundados com os pavões, refresca o ar e os olhos.Não compreendo as razões das modificações. Precisamos de jardins com sombra. com água e aves e insectos que daquele ecosistema dependem para nosso regalo. Mais auditórios ?… ali ao pé há 2 grandes às moscas o da Biblioteca e o do Seminário do Vilar fora o das escolas…Universidade, torre da marca…. sei lá mais

    Posted by eduarda | Julho 9, 2009, 20:13
  4. Este domingo, 12 de Julho, vamos-nos encontrar no palácio pelas 16h00 para organizar um movimento de protecção a este jardim tão importante para a nossa cidade.
    Apareçam e participem.

    Posted by Ugo | Julho 10, 2009, 11:05
  5. Sobre este tema, um pequeno resumo de alguns…

    http://falascreve.blogspot.com/2009/07/intervencao-proposta-para-o-palacio-de.html

    Cumprimentos

    Posted by AAA | Julho 10, 2009, 11:45
  6. Questões pertinentes levantadas sobre este assunto,

    http://falascreve.blogspot.com/2009/07/questoes-de-fundo-pertinentes-sobre-o.html

    Cumprimentos

    Posted by AAA | Julho 10, 2009, 16:55
  7. A criação de um centro de congressos na cidade deve ter como mote a dinamização economica e social da cidade. Este projecto promove sim o empobrecimento de uma estrutura que funciona na sua valencia de convivio com a natureza dentro da cidade e ganhou adeptos dentro da cidade mas também fora da cidade, não pelo pavilhão em si, mas pelo que a natureza à sua volta oferece. As pessoas que vivem na cidade precisam cada vez mais de sair dela para estar em contacto com a natureza e conviver. Se queremos também continuar a incentivar o turismo de qualidade, não podemos promover o betão como solução. Os estabelecimentos comerciais e de restauração em volta, não perdem se o parque continuar a ser um verdadeiro parque, oferecendo valencias de pavilhão de congressos.

    Posted by Celina | Julho 11, 2009, 19:19
  8. Sendo o Porto uma cidade com uma area de espaços verdes muito pequena seria de esperar que tudo estivesse a ser feito nao so para aumentar essa area mas tambem para jamais permitir que alguma dessa area seja posta em causa.
    Eles dao + valor a sua opolencia do que ao bem estar da populaçao i conservaçao da natureza.
    Nao nos fiquemos por denunciar o Rui Rio. Apontemos o dedo a todos os outros mafiosos que beneficiam da sua governaçao.
    Se querem construir que o façam em espaços agora ocupados por alguns dos milhares de edificios abandonados que nao sejam patrimonio, em vez de tirarem + espaço livre a cidade i derrubarem + arvores.
    Rua Rio!

    Posted by Andre | Julho 14, 2009, 14:09
  9. A meu ver, deveria ser feita uma intervenção no Pavilhão Rosa Mota porque está “velho”!! Agora, a alteração dos jardins só deveria ser feita se fosse para melhor e parece-me a mim que cortar árvores adultas e oponentes e destruir e desvirtuar um espaço como o lago, cuja importância vai desde o entertenimento das crianças ao dos adultos à integração numa paisagem bonita e acolhedora sendo ainda um ecossistema importante de todo o jardim, não é uma mudança que trará alguma vantagem! Aliás, todos os espaços verdes existentes deveriam ser conservados e perservados. Se tivessemos um bom ordenamento do território, não deveria de ser ter de integrar os espaços verdes numa paisagem urbanizada mas deveria-se, sim, integrar as urbanizações nas paisagens “verdes”! Para mim, este projecto não está a ter em conta interesses nem ecológicos, nem ambientais, nem dos prórprios cidadãos. Acho muito bem que se “reciclem” edifícios para desempenharem outras funções mas também é importante ter em conta todo o conjunto de consequências que isso poderá vir a ter. Há muitos outros edifícios para “reciclar” e cuja recuperação não envolve matar árvores nem jardins nem lagos.

    Posted by Mafalda | Julho 14, 2009, 19:19
  10. Acho melhor chamarmos o Pedro Abrunhosa para se acorrentar às árvores… pode ser que resulte como a salvação do Coliseu….

    Posted by Nuno | Julho 16, 2009, 15:32
  11. É, primeiro foi o desaparecimento estúpido e ignorante do antigo, verdadeiro e excelente Palácio de Cristal.

    Como se não bastasse agora querem acabar com o resto..

    Maldita ignorância ou, pior, estupidez !!

    Posted by Heitor | Julho 17, 2009, 1:38
  12. O Pavilhão Rosa Mota situa-se no espaço que antes era ocupado pelo belo edifício -este sim- denominado Palácio de Cristal, assim chamado por ter uma maravilhosa estrutura e uma enorme e excelente superficie vidrada.
    Esperemos que a ignorância e estupidez da época que destruiu de vez o maravilhoso edifício, não se volte a repetir.
    Devemos preservar tão belo e tranquilo espaço para que todos o possam desfrutar.
    Espaço para conferências? Já existe lá um, que poderá ser ampliado…

    Animem o Palácio de Cristal, mas não destruam mais por favor.

    Posted by Heitor | Julho 17, 2009, 2:03
  13. Caros Amigos,

    Tive conhecimento pela imprensa do projecto para os Jardins do Palácio de Cristal.
    De facto, é um atentado contra o Porto, na sua vertente social, cultural, económica e ambiental.
    Vão acabar com o lago, onde me lembro, quando pequeno, chegou a haver barquinhos onde passeavamos. Vão acabar com várias árvores monumentais entre elas um sobreiro muitíssimo bonito ( tanto quanto sei é uma árvore protegida ).
    Vão acabar com a fauna, nomeadamente a de patos reais que durante o dia voam para o Rio Douro e ao final da tarde regressam aos Jardins, onde descansam e na época própria fazem as suas criações.
    Vão acabar com um espaço belíssimo, onde crianças passeiam com os seus pais e educadores.
    Vão acabar com um local onde novos e velhos passeiam, descançam, conversam e fazem exercício físico.
    Vão acabar com o sossêgo que se pretende num Jardim como este, prejudicando o sossêgo também da Casa Tait , museu romântico, Solar do Vinho do Porto, da belíssima Biblioteca e das cerimónias religiosas da Capela do Rei Carlos Alberto (pela sua família construída e oferecida ) , agora entregue à Igreja Luterana.

    Façam sim , a conservação e aproveitamento digno do Pavilhão (agora imprópriamente designado de Rosa Mota. Se a queriam homenagear como merece, deveriam ter criado algo de novo, e não uma obra do Estado Novo ).

    Afinal como estão a ser aproveitados os variadíssimos espaços para conferências (auditórios) existentes á sua volta como o dos Museus (pelo menos 2), Hospital de Santo António, Juntas de Freguesias, Bancos , Hoteis,Cinemas e teatros etc., e que alguns deles tanto dinheiro custaram aos portugueses. Penso que estão mais ou menos ás “moscas”.
    Chega de estragarem espaços construídos por quem tinha gôsto, cultura e visão do que era serviço público.

    Chega de esbanjar dinheiros públicos, vá-se lá saber por quê.

    Uma última palavra para quem agora cuida do Jardim. Louvo a grande melhoria feita no último ano .

    Todos contra o acabar com este espaço. Senão, dentro em pouco teremos os srs. Belmiro ou Américo, a construir á sua maneira.

    Força e um abraço solidário,
    João Leal

    Posted by João Leal | Julho 17, 2009, 12:41
  14. A Natureza não vai permitir que se continue a viver contra ela.

    Antigamente éramos poucos com muitos recursos.

    Hoje somos muitos com poucos recursos.

    Assim, o desenvolvimento de hoje baseado no crescimento económico, terá

    de ser substituído pelo crescimento qualitativo.

    Posted by Heitor | Julho 18, 2009, 23:01
  15. Conheço a pessoa que guardou a fachada do antigo palacio de cristal. A camâra não a quer. Acredito ser dificil a sua reutilização, mas os espanhóis seriam capazes de o fazer…

    Posted by clara | Julho 28, 2009, 11:00
  16. Depois de dar uma vista de olhos aos elementos fiquei preocupado. Nem tanto pela necessidade de reabilitar/rentabilizar este equipamento ou mesmo pelo projecto em si mesmo (que responde a um programa predefinido).
    O que me preocupa é a forma como estes processos se fazem, que deixam no ar a impressão de estarmos na presença de um “falso” procedimento.
    Mas como é possível uma entidade que faz os estudos que “constituíram a referência mínima relativamente ao programa de reabilitação/requalificação” deste equipamento venha a ser parte integrante do consórcio final vencedor do concurso para a implementação desse mesmo programa (pontos 10 a 12 da Proposta da CMP).
    Só isto, levantou-me inúmeras teorias da conspiração…

    Posted by António J. Costa | Julho 28, 2009, 14:56
  17. Os meus comentários PÓS-Debate
    É importante:
    - renovar/revitalizar o pavilhão Rosa Mota
    - preservar a estética e a harmonia entre o pavilhão Rosa Mota, construções anexas e o Jardim
    É de lamentar:
    - o modo como o processo foi conduzido pela autarquia
    - a opção de construir uma área de 1250m2 anexa ao Pavilhão Rosa Mota

    O Processo…
    Todo o processo foi conduzido pela autarquia de forma pouco clara e até com algum cuidado para que o assunto viesse à luz do dia o mais tarde possível. Entretanto, papéis foram já assinados, projectos aprovados, compromissos assumidos… E como se ainda não fosse pouco preocupante, o que é anunciado é uma mistura de verdades, meias verdades e mentiras completas. Os problemas agora levantados, e que afectam empresários, arquitectos e cidadãos, são a consequência deste modo de procedimento, e a autarquia parece-me ser a única responsável por eles.

    Objecção à construção de um edifício anexo ao Pavilhão…
    O grande problema centra-se na previsão da construção de uma sala- inicialmente planeada para 1200 lugares mas que entretanto foi reduzida para “mil cento e tal”- ao lado do Palácio, ocupando uma área de 1250m2 (equivale a mais de metade da área ocupada pela nave central), no espaço que, grosso modo, corresponde ao espaço do actual lago e esplanada. O arquitecto José Carlos Loureiro mostrou que houve um esforço no sentido de se evitar ao máximo o corte de árvores, no entanto, o que salta à vista é a desadequação da construção do edifício ao espaço, e copiando a metáfora de uma das pessoas presentes no debate, é como tentar colocar “um elefante numa loja de porcelanas” e depois ter todos os cuidados para que se partam o menor número possível de “peças de porcelana”, quando o problema ali é mesmo a presença do “elefante na loja de porcelanas”. A zona do lago e arredores (incluindo as zonas onde não há árvores de grande porte) não deixa de fazer parte do jardim e este espaço amplo contribui claramente para a harmonia do local. É certo que o espaço, apesar de estar localizado num local privilegiado, está mal aproveitado e ainda pior tem sido a sua manutenção, conduzindo ao que é descrito como “um lago sujo ao lado de uma esplanada poeirenta” (qualquer coisa assim). A solução do problema passaria, a meu ver, muito mais por requalificar o local, para usufruto de todos as pessoas que o visitem, e não tanto por construir-lhe uma sala para mil e tal pessoas em cima.

    Recordando…
    Fui assumido pelo actual presidente da AEP que a construção do EUROPARQUE em Santa Maria da Feira foi um erro de estratégia (da anterior direcção, claro) dada a sua má localização. Os 150 hectares de terrenos agrícolas de elevada qualidade (RAN?) expropriados aos seus proprietários por um valor simbólico em prol de um projecto que prometia trazer melhorias ao desenvolvimento local e servir o “interesse público” resumem-se assim a um “ups”. Será a construção da “Sala dos mil cento e tal” o próximo ponto crucial na prossecução de um projecto essencial à revitalização do Centro do Porto e que depois se vai tornar em mais um “ups”, relativamente ao qual, os responsáveis ficam sempre por aparecer (numa manhã de nevoeiro…).

    Alternativas, precisam-se…
    É prioritário procurar e estudar alternativas viáveis à construção da “Sala dos mil cento e tal” tal qual está programada. Penso que os intervenientes no processo têm a inteligência e o bom senso para encontrar a solução deste problema.

    Posted by Margarida Coelho | Agosto 7, 2009, 23:31
  18. Uma nota prévia impõe-se: o pior trabalho do pior dos arquitectos é sempre preferível ao melhor trabalho de um pato-bravo.

    Na controvérsia sobre as mais recentes propostas para o Pavilhão Rosa Mota (Palácio de Cristal), a Associação “Campo Aberto” e a “Associação de Cidadãos do Porto”, e muito bem, promoveram um Debate que contou com a presença do Arquitecto Carlos Loureiro, que em 1951 projectou o Pavilhão dos Desportos, actualmente crismado “Rosa Mota”, e que foi agora convidado para projectar a sua renovação; e o Presidente da AEP e da Associação “Amigos do Coliseu”, José António Barros, além dos opositores ao projecto congregados na plataforma “Movimento em Defesa do Jardim do Palácio de Cristal”, sendo de registar ainda a oportunista presença do PS e do BE, e a ausência dos responsáveis camarários.

    Registo a afirmação de José António Barros, que assumiu ter sido ele a estar na base da proposta de transformação do Pavilhão Rosa Mota num grande “Centro de Congressos”, por ser intenção da AEP “regressar ao Porto”.

    Este “regresso” ocorre na sequência do falhanço do projecto “Europarque” e da falta de qualidade e carisma da Exponor para eventos que requeiram maior distinção formal, como é o caso dos grandes congressos internacionais.

    Diga-se em abono da verdade que foi a AIP, antecessora da AEP, que esteve na génese da construção, em terrenos públicos que até então eram apenas usados como campo de manobras da guarnição da Torre da Marca, do famoso “Palácio de Cristal” do Porto, inspirado no “Crystal Palace” londrino e inaugurado 5 anos depois daquele, para albergar aquela que foi a primeira Exposição Internacional da península ibérica. Um pioneirismo que ombreia com outros da cidade, como os transportes públicos sobre carris, a sua posterior electrificação, ou o primeiro “light metro” do país, entre outros.

    O projecto abrangeu não apenas o Palácio mas toda a sua envolvente: um Jardim de estilo romântico, com lago, gruta, um “Chalet”/casa de chá, concha acústica, etc.

    Após um século de existência, e por motivos que se desconhecem mas de que se suspeita, os poderes públicos (que adquiriram o conjunto em 1933) deixaram que tudo se degradasse a um tal ponto que viria a permitir “justificar” a demolição do Palácio e o “enxerto”, a pretexto do Campeonato Mundial de Hóquei em Patins de 1951, de uma aberração arquitectónica que (apenas pela sua dimensão, não pela sua beleza ou qualidade) acabaria por se transformar num ícone do Porto sem que, alguma vez, tenha merecido dos portuenses o afecto que dedicaram ao “velho” Palácio: mais de 150 anos depois, é ainda aquele que persiste teimosamente na toponímia. Ninguém entra naquele pavilhão sem que seja obrigado, mas é sempre com prazer que se percorrem os jardins, apesar de mal cuidados.

    É preciso dizê-lo: o Arquitecto Carlos Loureiro tem belos trabalhos quando opera a uma escala reduzida (o edifício onde funciona a Academia Parnaso, por exemplo); mas falha rotundamente quando tenta desenvolver grandes projectos.

    É o caso do Pavilhão dos Desportos (crismado “Rosa Mota”, em jeito de “glória reflectida”): é feio, triste, sombrio, cheira mal, tem uma acústica horrorosa, destoa do enquadramento belíssimo dos jardins românticos, e não possui qualquer qualidade intrínseca que justifique a sua classificação. É apenas grande e feio. Devia ser demolido de imediato.

    Argumenta-se que para o “requalificar” como Centro de Congressos seria preciso criar mais uns “edifícios de apoio”, que, segundo o Arquitecto Loureiro, “só” obrigam ao “sacrifício de 5 árvores”; argumentando ainda (de novo, de novo…) com a “degradação” do Pavilhão e dos Jardins para justificar o aumento.

    É caso para nos questionarmos se por trás da degradação não existem sempre motivos inconfessáveis: depois de tudo estragado por manutenção inadequada, as pessoas aceitam qualquer trampa desde que seja nova e brilhante: veja-se a Avenida dos Aliados, a Avenida da Boavista, a “tábua de passar” de D.João VI e o miserável “edifício transparente”, os edifícios junto à Ponte da Arrábida, o shopping “Cidade do Porto” e tantos outros exemplos.

    Mas voltando ao projecto: não esqueçamos que um Congresso de 6 mil participantes, mais um milhar de pessoal de apoio, obriga a um movimento de viaturas que não têm possibilidade de parquear, nem existe rede viária adequada para tal movimento. E isto sem falar num concerto que movimente uma dezena de milhar de pessoas, ou mais.

    Cabe perguntar: e quando o espaço se voltar a mostrar pequeno e for preciso construir mais? Demole-se a Capela de Carlos Alberto? A concha acústica? O Roseiral e o labirinto de buxo?

    Chega.

    É preciso romper com este processo de rasgar as memórias da cidade.

    PROMOVA-SE A IMPLOSÃO DO PAVILHÃO DOS DESPORTOS!

    A cobrança dos direitos televisivos de tal operação permitiria cobrir os custos, e ainda sobra para, usando os planos originais, reconstruir o “Palácio” e o “chalet”, e devolver ao Porto o belo jardim romântico que merece, um espaço que seguramente atrairá muito mais turistas que um Centro de Congressos cinzento, insosso e sem qualidade.

    Foi muito desagradável quer a atitude agreste do Arquitecto Carlos Loureiro, quer a velada ameaça do Presidente da AEP na sessão. Mas o facto é que há uma real alternativa para a AEP “voltar ao Porto”: avance, como fez no século XIX, com um projecto arrojado e moderno, um elemento marcante, para a zona de Azevedo, em Campanhã: tem espaço para tal e permitirá que cresça futuramente; tem acessos óptimos (A1, IC29, brevemente o IC24, Metro ligado ao Aeroporto…); dinamizaria a ligação ao Rio Douro e à “Pousada do Freixo”; permitiria requalificar (aqui o termo aplica-se correctamente) uma zona da Cidade que, por estar para além da Circunvalação, tem sido votada à degradação e abandono.E se o Arquitecto Carlos Loureiro conseguir, desta vez, apresentar um projecto interessante, que venha ele!

    Em vez de continuar a destruir a Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto, demos-lhe novos motivos de orgulho!

    Vítor Vieira

    Posted by Vítor Vieira | Agosto 10, 2009, 18:43
  19. Caro Vítor Vieira
    Uma nota muito breve sobre o seu comentário. Para evitar mal-entendidos, a propósito da sua referência à “oportunista presença do PS e do BE” quero referir que a organização (de que fiz parte) convidou os diferentes partidos a estarem presentes.
    Não foi portanto uma presença oportunistica mas sim, parece-me oportuna, já que permitiu a cada um desses partidos/candidatos transmitir a sua ideia sobre este tema

    Posted by vitorsilva | Agosto 10, 2009, 21:15
  20. Para haver democracia tem de haver democratas…ou seja, não se pode construir democracia ssm democratas !!

    Posted by Heitor | Agosto 14, 2009, 23:37
  21. Estou de acordo com o Sr. Vitor Vieira, se há necessidade de requalificar algo é a parte oriental da cidade.

    Quanto à demolição do disco volante, já me parece mais puxado, mas pelo menos que se faça uma intervenção para melhorar a estética e a funcionalidade.

    Posted by Nuno LP | Agosto 30, 2009, 21:51
  22. Caros interessados

    Creio que a questão do novo projecto não está a ser analisada de forma devidamente distanciada e tendo em conta todos os factores mais relevantes.
    De facto, o projecto em causa tem aspectos positivos e negativos.
    Será que conseguiremos minorar os aspectos negativos e ampliar os aspectos positivos?
    Aqui ficam alguns tópicos para reflectir, como modesto contributo:

    1. Porque razão se invocou a preocupação em não “ferir” a envolvente do Pavilhão Rosa Mota, optando por um apêndice ao mesmo? – Por ser este mesmo pavilhão um edifício com supostos merecimentos patrimoniais? – Mas não será o pavilhão precisamente o “corpo estranho” de todo aquele espaço?
    Ainda que qualquer valor patrimonial possa ser apreciado de forma algo relativa, sobretudo havendo memórias subjectivas muito enraizadas nos utilizadores daquele espaço (memórias essas que, note-se, são diferentes conforme as gerações em causa e o que ali puderam vivenciar); ainda que esse carácter algo relativo da apreciação do valor patrimonial seja mais agudo quando o conhecimento científico sobre o mesmo é escasso ou não está suficientemente divulgado (como é o caso); gostaria de lembrar que os jardins do Palácio de Cristal possuem diferentes valores patrimoniais e que há uns mais importantes do que outros. Certamente que existem também valores ambientais, mais difusos (não se pode medi-los pelo número de árvores, mas pelo conjunto que formam, pelo enquadramento e pelo ecossistema existente), mas que, ainda assim, não se podem sobrepor a alguns dos valores patrimoniais, que são irrepetíveis, ao contrário dos valores ambientais, que podem ser replicados e até multiplicados noutros locais (haja coragem para o fazer).
    O principal valor patrimonial dos jardins do Palácio de Cristal é, sem dúvida, a Capela de Carlos Alberto, que é o maior cenotáfio romântico do país e um dos maiores do mundo, sendo também uma das peças mais invulgares da arquitectura europeia do século XIX. Não é este o suporte adequado para explicar as razões de tal apreciação. Porém, e porque os utilizadores os jardins, em geral, não têm bem noção do valor da dita capela, informo que está já em preparação um livro sobre a mesma, tal como refiro aqui:
    http://www.queirozportela.com/montleart.htm
    Note-se que um monumento de tal singularidade deve ser protegido e valorizado, com uso apropriado [repito, com uso apropriado, o que nem sempre tem sido o caso nos últimos anos] e, portanto, o seu enquadramento romântico / arborizado é também condição essencial. Foi isso tido em conta no novo projecto? As maquetas mostram que se optou por “não incomodar” muito a capela, afastando ligeiramente o novo edifício a construir da cabeceira da capela. Porém, o novo projecto está de costas voltadas para a capela que, realço, foi construída para ser fruída em todos os alçados, dado que a sua conclusão precede a criação dos jardins. Portanto, a meu ver, se for para avançar com o novo projecto, a relação visual com a capela deve ser revista e, sobretudo, valorizada em projecto.

    2. Disse acima “se for para avançar com o novo projecto”, pois, repito, parece-me uma solução com aspectos positivos e negativos.
    Uma vez que o pavilhão Rosa Mota mostra-se, hoje mais do que nunca, inadequado para aquele contexto, sendo o tal “corpo estranho” que ali “aterrou” há meio século, porque razão se premiou com a possibilidade de lhe adicionar um novo edifício precisamente quem projectou o anterior edifício? Porque não se assume agora, simplesmente, que houve falhas de conceito e de previsão de uso a médio prazo do pavilhão, dado que não podemos continuar a insistir nos princípios teóricos de arquitectura e de paisagismo por detrás dessas mesmas falhas?
    O pavilhão existente substituiu um edifício notável que, se existisse hoje, seria provavelmente o edifício mais emblemático do Porto a nível mundial (quantos pavilhões de exposições construídos de raiz da década de 1860 existem hoje no mundo?). Portanto, se podemos de algum modo emendar o erro, a solução mais aceitável é implodir o pavilhão Rosa Mota e reconstruir o Palácio de Cristal que existia, com recurso às plantas e fotografias antigas que subsistiram, assim como a alguns materiais que ainda existem, embora, como é óbvio, adaptando-o à contemporaneidade e pensando, antes de mais, na adaptação ao uso mais adequado para os jardins do palácio de cristal no seu todo.

    3. E qual a função mais adequada para o edifício central destes jardins?
    Neste aspecto, devemos voltar ao início, repensando aquele espaço: o que nele é bom é para valorizar e incrementar; o que não é, pode ser alterado, desde não entre em conflito ou menorize os aspectos positivos. À partida, um centro de congressos não parece constituir um uso incompatível com o que é positivo na vivência dos jardins. Porém, tudo depende da escala que se pretenda e do carácter polivalente, ou não, do espaço.
    Se a escala for megalómana, tem uma série de impactos negativos, dentro e fora dos jardins.
    Se a polivalência não for fomentada como o valor central do projecto de arquitectura (foi um dos problemas do actual pavilhão Rosa Mota, que sucessivos arranjos tentaram contornar, sem sucesso), então a nossa sina é voltarmos a falar sobre a necessidade de um novo projecto daqui a vinte anos.
    Lembro que há centros de congressos que, dada a escala e a impossibilidade de captar eventos que se possam enquadrar nessa escala, têm um uso muito reduzido e muito espaçado no tempo. E lembro também que há por aí um quase “elefante branco” chamado Europarque, cujos erros na avaliação prévia do binómio expectativas-resultados deveria servir de lição a este caso.
    Usemos a História para não cometer os mesmos erros! Mesmo a História recente, ou seja, os motivos que levaram a que sucessivos eventos fossem sendo progressivamente desviados dos jardins do Palácio de Cristal nos últimos trinta anos…
    Se a ideia é, de certo modo, substituir um centro empresarial de congressos situado “no meio do nada” por outro, voltando ao centro da cidade, isso só será admissível se os impactos positivos forem bem maiores que os negativos. Portanto, há que ver que dinâmicas poderão gerar os congressos no tecido urbano envolvente: o efeito positivo na economia da cidade (alojamento, restauração, etc.) será efectivo fora dos muros gradeados dos jardins ou aquele futuro centro de congressos será apenas o espaço onde encontrar-se-ão muitas pessoas meia dúzia de vezes no ano, para no fim do dia desaparecerem nos seus automóveis a partir do estacionamento subterrâneo, sem sequer experimentarem andar dez metros a pé nas ruas envolventes?
    Um dos valores principais do jardim romântico é o intimismo, que de certo modo ainda resulta bem no modo como os jardins são hoje usados. Esse equilíbrio entre o que se pretendia com o jardim e o que ainda hoje nele funciona bem não deve ser quebrado. Portanto, ainda que a ideia do centro de congressos seja uma ideia aceitável (entre várias possíveis), creio ser mais adequado pensar primeiro no uso do espaço construído quando não haja congressos, adaptando-o à escala do sítio. Conto uma história que ilustra bem o que todos devemos evitar: há uns dois anos, quando pretendi levar uma pessoa de fora do Porto a almoçar na esplanada do Palácio de Cristal, a pretexto da sua calma e sossego, tive o azar de estar nessa altura uma excursão com dois autocarros escolares. Bastou esse pequeno pico de afluência de pessoas na esplanada para que o tal almoço calmo tivesse passado a um almoço barulhento. Portanto, há que ter cuidado na ampliação destes efeitos nefastos dos picos de afluência, quando se projectam centros de congressos e usos semelhantes durante o dia.

    4. Por último, recuperando a ideia de que devemos tirar lições da História, lembro que os jardins do Palácio de Cristal foram plantados por concessão de espaço público a uma empresa privada. Lembro que já na época houve polémicas devido a esse facto e lembro ainda que sempre foi extremamente difícil fazer com que os jardins e seus equipamentos dessem lucro, razão pela qual sucessivos concessionários foram abandonando espaços e, em consequência, o poder público, agindo como “bombeiro” improvisado, sucessivamente veio tentar compor as coisas.
    Portanto, sugiro que as partes envolvidas se informem melhor sobre a história do palácio de cristal (que juntem um dossiê com artigos e também com o livro sobre a arquitectura do ferro que o aborda na sua história) e que a analisem em detalhe. Parte das respostas para o problema actual está na identificação e correcção dos erros do passado.

    Em suma, os jardins do palácio de cristal possuem:
    - um valor elevado de uso corrente – porque há coisas que funcionam e são úteis e agradáveis;
    - um valor potencial, não só derivado do património edificado (em especial a capela e também o mobiliário urbano em ferro, incluindo a concha acústica), que não tem sido suficientemente aproveitado, mas também derivado dos jardins em si mesmos que, no ponto de vista da envolvente, em especial dos chamados “caminhos do romântico”, também não tem tido o aproveitamento estrutural e de âncora que poderia ter (apesar de já ter algum);
    - uma valência degradada e inadequada, que é o pavilhão em si mesmo, o qual mereceria a sua substituição pela reconstrução do palácio de cristal que outrora existia, com parcimoniosas adaptações, repondo-se assim um dos principais erros do Urbanismo do Porto no século XX.

    De qualquer modo, a questão do palácio de cristal é muito mais uma questão de estratégia do que uma questão de arquitectura.
    Neste contexto, adicionar meramente arquitectura ao já existente acarreta maiores riscos do que subtraí-la…
    Neste contexto, debater os detalhes do projecto em função do número de árvores que se abatem é ver o lado menor do problema (lado menor esse que não deixa de ser válido, mas na sua justa proporção)…

    Espero que estas achegas, forçosamente superficiais, possam ajudar a esclarecer para que lado deve pender a balança, já que ficou já claro, por toda a discussão à volta deste assunto, que ela não penderá de um modo evidente para nenhum dos lados.

    Francisco Queiroz

    Posted by Francisco Queiroz | Setembro 30, 2009, 16:09
  23. Sou estudante de arquitectura paisagista da Faculdade de Ciencias do Porto e tenho a dizer que isto para mim é uma vergonha! Se querem reabilitar o Pavilhão Rosa Mota, tudo bem, agora intrometerem-se num espaço lindo, relaxante e muito atraente que é o lago…! Haverá mesmo a necessidade de implementar ali um novo auditório? Há tanto espaço na cidade do Porto onde poderia ser construído sem ser necessário abater Natureza! O projecto é horrivel…betão por todo o lado! É só isso que os arquitectos, ou “calhaus” como nós os chamamos, só vêm à frente??

    E depois o dr. José Carlos Loureiro põe-se cheio de letra a dizer que “não vão destruir o jardim, «apenas» 5 arvores serao abatidas” e que “não vamos destruir o lago, vamos transformá-lo”…valha-me Deus, há destruiçao quando há abatimento de uma unica arvore que seja, há destruiçao quando há transformaçao de terra e verde em betão! E quanto aos patos e gansos e peixes e insectos que habitam o lago? “Oh, são só patos, comemos pato às refeiçoes”… E quanto a toda a vegetaçao envolvente, seja árvore de grande, pequeno porte, seja arbusto? “Oh, menos um hectarzito ou outro de verde não destroi o mundo”… Mas é uma DESTRUIÇAO DE UM HABITAT! Um atentado ao património da cidade. Temos tantos arquitectos paisagistas formados cá no Porto, porque raio nunca os chamam para estas coisas?! Se querem remodelação na zona do lago, um arquitecto paisagista faria um trabalho muito melhor e muito mais ecologica e esteticamente aceitável.

    Quantas e quantas pessoas adoram aquele local, incluindo eu. Quantos momentos bonitos passei lá. Quantas aulas de desenho tive lá no meu curso. Quantos e quantos turistas e crianças e jovens e velhos vejo eu a passearem por entre a vegetação, a fotografar os pavões, a dar de comer aos patos, a sentar no relvado a apreciar o lago. É “verde e parece óleo”?? É bonito na mesma! Mais bonito do que uma caixa de betão e um ridículo espelho de água..!!!

    O que hoje em dia é um espaço de lazer e relaxamento contra o stress do dia-a-dia, passará a ser um sitio barulhento, cheio de movimento, stressante. O que hoje é verde e fofinho para se sentar, passará a ser cinzento e duro… Enfim… se todos os poderosos aprendessem a respeitar cada árvore e cada animal, o mundo seria um lugar lindo onde viver…

    Posted by Ana Luisa Gomes | Outubro 26, 2009, 19:09
  24. [...] do Palácio de Cristal organizam, no próximo dia 10 de Abril, pelas 16:30, um debate sobre a intervenção prevista para o Palácio de Cristal. O debate decorrerá no Clube Literário do Porto (sito na Rua Nova da Alfândega, 22, Porto – à [...]

    Posted by Debate “O Palácio de Cristal: memórias e cenários” | Campo Aberto - Associação de Defesa do Ambiente | Março 29, 2010, 14:10

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