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A Campo Aberto enviou hoje o seguinte ofício ao Presidente da Câmara Municipal do Porto no sentido de obter explicações adicionais sobre a intervenção que se pretende realizar no Palácio de Cristal. A associação irá em breve pronunciar-se sobre este assunto.

 

Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal do Porto,
Dr. Rui Rio

Tendo em conta o património social e ambiental que representa todo o perímetro do Palácio de Cristal, com o Pavilhão Rosa Mota, Biblioteca Almeida Garrett, Jardins do Palácio e Casa Tait;
Considerando relevante e positiva a integração do responsável pelo projecto inicial na equipa que irá trabalhar neste novo projecto;
Percebendo ainda a importância que a renovação do Pavilhão Rosa Mota pode ter na dinamização da cidade do Porto nomeadamente através da vertente turismo de congressos;
E lendo no site da Câmara Municipal do Porto “(…)que toda a intervenção será realizada com enorme respeito pela área envolvente, com particular incidência nos Jardins do Palácio de Cristal e no cuidado colocado na preservação das árvores classificadas e de grande interesse pelo seu porte ou espécie.”.

Gostávamos no entanto de solicitar os seguintes esclarecimentos, na medida em que a informação que foi publicada recentemente sobre este tema, quer no site da câmara municipal quer nos órgãos de comunicação social se revela vaga nestes pontos:
1. em que ponto se encontra este processo? o projecto de arquitectura já está concluído?
2. já existem todas as autorizações necessárias?
3. qual o tempo previsto de construção e data prevista de abertura?
4. qual a volumetria aprovada para este projecto?
5. qual a área total de implantação no terreno?
6. que tipo de reorganização dos jardins e espaços envolventes está a ser considerada?
7. será abatida alguma árvore neste processo, independentemente de estar classificada ou não?
8. de que forma estão a ser consideradas as questões de convivência do previsível maior número de frequentadores do espaço com todo o património natural que envolve o pavilhão rosa mota? Em particular, será necessário ampliar o parque de estacionamento existente?
9. o actual lago será substituído por um espelho de água?

Tomámos já a liberdade de sugerir ao Sr. Vereador do Ambiente, Dr. Álvaro Castello-Branco, a marcação de uma reunião do Conselho Municipal do Ambiente sobre este assunto. Cremos que, à semelhança do que está a ser feito relativamente à passagem do metro no Parque da Cidade, seria altamente vantajoso e democrático promover um amplo debate público sobre a intervenção no Palácio de Cristal.

A resposta a estas perguntas parece-nos importante na medida em que só assim conseguiremos ter uma opinião informada e dessa forma contribuir com sugestões positivas para este projecto.

Atenciosamente,

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7 comentários até agora.

  1. Sandra Madalena Sousa Silva diz:

    Espero bem que não destruam árvores. Que não transformem um espaço natural em industrial. Nem que seja uma coisa minima. Não são atitudes inteligentes no momento em que encontra o mundo com o aquecimento. Mas também, os espaços verdes e naturais são os que nos causam bem-estar, não são espaços produzidos e brilhantes.

  2. Portuense que está atento diz:

    O disparate já começou há muitos anos com a demolição do verdadeiro Palacio de Cristal, nome que ainda perdura para os jardins. A cidade do Porto, já tem tradição neste tipo de disparates, lembre-se também a destruíção do Convento de S. Bento de Avé Maria e mais recentemente do que foi feito na Avenida dos Aliados. O disparate não conhece regimes politicos (nem politicos…) e neste aspecto são todos de uma grande coerencia.
    O arquitecto que cometeu o disparate de projectar a “tijela” para aí se realizar o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, que também serviu para a justificar, fê-lo sem qualquer concurso público (dantes como agora o compadrio, etc, etc,…….os tempos passam mas tudo continua na mesma!)
    A incompetencia, a asneira, a falta de cultura, tudo justificado por um pretencioso, sistémico, parolo, programa de desenvolvimento sustentado, etc, demonstra bem como e quem anda esta terra que merecia melhor destino.
    Deixem o Palácio em Paz………………

  3. Mais ideias para o Palácio de Cristal | diz:

    […] Para quem não acompanha as notícias do Porto este post vem a propósito do projecto apresentado recentemente pela CM-Porto para a reabilitação do Pavilhão Rosa Mota. […]

  4. Nuno Mariz diz:

    Não posso acreditar que nos tempos que correm ainda surjam ideias que equacionem o abate de árvores seculares de prande porte, seja porque motivo for …
    No Palácio de Cristal?! Onde grande parte dos cidadãos portuenses reparte uma memória colectiva de inestimável valor!
    Desaparecer o Lago?! Ou mesmo que seja alterar o Lago na sua esssência?!

    Já agora aproveito para deixar escrito que, já que não parece”possível” a recontrução do antigo e genuíno palácio de cristal no último terço dos jardins da frente, em coabitação com o actual através de um projecto arquitectónico que fizesse a transição harmoniosa entre os 2 estilos, e em que o antigo albergasse um Museu de Ciência Sec.XIX, e o actual um Museu de Ciência Sec.XX/XXI, pelo menos que o Arquitecto responsável contemple no seu projecto o total revestimento da estrutura com painéis fotovoltaicos. Já seria um real avanço …

    Nuno Mariz

  5. Paulo Ferreira diz:

    Vamos defender o que é nosso, chega de atentados ao nosso património, o portuense nos últimos tempos tem constantemente lutado pelos interesses do património da cidade, esta é mais uma luta e estamos aqui para ela.

  6. PCarvalho diz:

    Boa tarde.

    Estou presentemente a elaborar um trabalho sobre o impacto ambiental que esta obra vai ter no meio envolvente. O projecto de arquitectura passa por uma reabilitação (muito necessária) do pavilhão rosa mota, mas também pela construção de um enorme edificio na zona da esplanada e do lago. O lago deixará de existir bem como a esplanada, e a zona mais abaixo em frente á biblioteca também irá sofrer alterações. Um atentado á fauna e flora existente, uma descaracterização completa da avenida das tilias, alterações estéticas grosseiras á paisagem e uma alteração da vida social destes jardins. Já para não falar dos niveis de ruido e poluição do ar que irá marcar a sua presença nos jardins durante esta grande obra.

    Há ainda algo que possamos fazer?

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