• Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes
  • Jul : 6 : 2011 - Perigo para Paisagem Protegida Valongo
  • Jun : 17 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação – resposta da C.M. Porto
  • Jun : 15 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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1. Crónica: “Sinais dos tempos”

O arminho é um pequeno animal (mede entre 15 e 30 centímetros e pesa
pouco mais de 200 gramas) incluído no Anexo III da Convenção de Berna
(espécie ameaçada, parcialmente protegida e sujeita a regulamentação
especial).

Para seu azar, seu tão grande azar, tem uma pele felpuda e bonita,
que fica bem em adornos ricos como o “camauro” (gorro) e a “mozeta”
(estola) de veludo com que Bento XVI, recuperando o luxo papal pré-
tridentino, agora se exibe, em vistoso conjunto com os seus famosos
sapatos “Prada”. O Papa está atento aos “sinais dos tempos”, como
prescreve o Vaticano II. Ora não são, os nossos, tempos de
frivolidade e de ostentação? Dentro do mesmo espírito
de “aggiornamento”, o padre e teólogo António Rungi está a organizar
o concurso de beleza “Sister Itália 2008”, destinado a eleger a “Miss
Freira” italiana. E, no Channel 4, passa o “reality show” “Façam de
mim um cristão!”, onde os concorrentes têm de converter infiéis ao
cristianismo em três semanas. Dois mil anos é muito tempo. Hoje,
ninguém de bom gosto, podendo usar um gorro de veludo e arminho,
usaria uma coroa de espinhos.

Manuel António Pina

http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?
content_id=983965&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

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2. Porto: Metro cobra dois preços para o mesmo percurso

Uma viagem de metro entre o “S. João” (Porto) e Modivas Centro (Vila
do Conde) custa 1,20 euros. Uma viagem entre Modivas Centro e o S.
João custa 1,45 euros. Confuso? A própria Metro admite que há uma
incongruência. Que origina multas.

Muitos passageiros são “enganados” pelo facto de o mesmo percurso
obrigar a comprar títulos diferentes: Z3 para ir do S. João para
Modivas Centro e Z4 para o percurso inverso. E várias pessoas queixam-
se do que dizem ser “erros” e “injustiças” por parte dos serviços de
fiscalização. São multados, com base numa “incongruência” admitida
pela Metro.

Contactada pelo JN, a Metro tentou esclarecer a situação. Na
utilização dos andantes ocasionais (de cor azul), “alguns percursos
com origem ou destino na estação Hospital S. João obrigam ao
carregamento de títulos diferentes conforme o sentido de viagem”.
Isso não acontece nos títulos de assinatura mensal (passes), nos
quais é cobrada a taxa máxima. O sistema de contagem de zonas faz-se
a partir do local de embarque, ou seja, “não é uma contagem linear”.
O número de coroas (conjunto de zonas adjacentes à estação de
partida) não é, por isso, igual em todos os locais.

“A Metro do Porto reconhece esta incongruência do sistema e está a
trabalhar na sua efectiva resolução, no sentido de que todas as
deslocações entre as estações da rede obriguem à validação do mesmo
título qualquer que seja o sentido da deslocação”.

Está também a ser estudada a possibilidade de reembolsar os utentes
que já tenham pago uma multa por este motivo e de retirar multas
existentes.

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?
Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=983889

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3. Coimbra: Centenas de árvores abatidas junto ao rio

A associação ambientalista Quercus denunciou, esta sexta-feira, o
abate de “centenas de árvores e arbustos” ao longo de três
quilómetros numa das margens do rio Arunca, afluente do rio Mondego,
no concelho de Soure.

Esta situação, de acordo com fonte da Quercus, terá sido verificada
durante uma visita de técnicos da associação ambientalista ao local,
os quais se terão deparado com um “corte total da vegetação, composta
principalmente por freixos e salgueiros com recurso a forte
mobilização de terras em áreas do domínio hídrico que estão
protegidas por lei”.

“De acordo com a legislação em vigor, quaisquer acções no domínio
hídrico que impliquem aterros, escavações e cortes de árvores devem
garantir que não contribuem para aumentar a erosão e o risco de
cheias e que não implicam a destruição da flora, da fauna, e dos
ecossistemas locais, situação que, neste caso, está longe de se
verificar”, sustenta a associação.

A Quercus recorda ainda que a vegetação ribeirinha suporta uma grande
diversidade biológica, desempenhando um papel muito importante na
alimentação e refúgio para várias espécies animais, assim
como “funções insubstituíveis como a prevenção da erosão e actua como
filtro biológico dos poluentes através das raízes de árvores e
arbustos”.

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?
Distrito=Coimbra&Concelho=Soure&Option=Interior&content_id=983393

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4. Foz Côa: Museu inaugurado no próximo ano

O Museu do Côa vai abrir as portas em 2009, quase 15 anos depois da
polémica que suspendeu a construção da barragem sobre o Côa devido
aos protestos de ambientalistas e especialistas em arte rupestre.

O projecto é da autoria de uma dupla de jovens arquitectos
portuenses, Tiago Pimentel e Camilo Rebelo, que ganhou o concurso
público internacional para a obra ao propor um edifício com 170
metros de altura, simulando uma “gigantesca pedra” de xisto no betão
através do recurso a moldes de silicone, uma técnica já usada pelo
PAVC para as réplicas arqueológicas.

Segundo o arqueólogo do PAVC Martinho Batista, foram efectuadas
apenas quatro réplicas entre as centenas de gravuras encontradas,
duas porque estavam submersas e outras por estarem em risco de serem
destruídas no próprio habitat.

Emílio Mesquita, presidente da Câmara de Foz Côa e da Associação de
Municípios do Vale do Côa, defende que o museu não deve abrir
enquanto não for acertada toda a orgânica envolvida, incluindo a
recuperação do troço ferroviário Pocinho – Barca d’Alva.

Caso contrário, o museu corre o risco de “falhar irremediavelmente”
nos seus objectivos, sustenta o autarca, que quer o envolvimento da
população local no projecto.

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?
Distrito=Guarda&Concelho=Vila Nova de Foz
Coa&Option=Interior&content_id=983880

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5. Aveiro: Estradas com bermas limpas evitam fogos

A Câmara Municipal de Aveiro limpou, este Verão, mais de trinta
quilómetros de faixas laterais, com pelo menos 10 metros de largura,
em terrenos contíguos às estradas que integram a rede viária
municipal, por forma a evitar incêndios florestais.

De acordo com o plano de defesa da floresta contra incêndios, da
responsabilidade do Gabinete Técnico Florestal, a extensão dos
trabalhos de controlo da vegetação espontânea, correcção de
densidades excessivas e desramação de árvores, inicialmente prevista,
era de 28,5 quilómetros e distribuía-se pelas freguesias de Esgueira,
Cacia, Oliveirinha, Eirol, Requeixo, Nossa Senhora de Fátima e Nariz,
mas acabou por ser largamente excedida.

O reforço da vigilância foi outra das apostas, com recurso a jovens,
que percorrem as manchas verdes das freguesias de bicicleta, e com a
criação de um posto de vigia no topo do novo estádio municipal.

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?
Distrito=Aveiro&Concelho=Aveiro&Option=Interior&content_id=983877

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6. Porto: Escultura serve de casa a dois amigos

Dois jovens estão a viver, há cinco dias, debaixo de uma das
esculturas localizadas no jardim da Cordoaria, no Porto. Os rapazes,
de Lisboa, que vinham na esperança de encontrar emprego, não têm onde
dormir por falta de dinheiro.

As esculturas “Treze a rir uns dos outros”, que se encontram no
jardim da Cordoaria, no Porto, trabalho do artista espanhol Juan
Muñoz, servem de casa provisória a dois jovens que não são uns sem-
abrigo comuns. Os rapazes, que procuram emprego, vieram de Lisboa e,
agora, sem dinheiro para casa ou pensão, vivem ao relento. A “casa”
é, no entanto, um monumento feito pelo artista Juan Muñoz,
encomendada ao escultor, no âmbito da Capital da Cultura Porto 2001,
para o jardim da Cordoaria.

“Foi um dos trabalhos mais significativos e marcantes do artista”,
expressa Miguel Von Hafe, ex-vereador do PS, que esteve, em 2001, à
frente desta encomenda feita ao escultor. “Juan Muñoz morreu em
Agosto de 2001, antes de poder inaugurar o trabalho em Outubro”,
recorda. “As esculturas são património da cidade. É lamentável que
aconteçam coisas destas e , com todo o respeito pelos sem -abrigo, a
Câmara deveria tomar alguma medida”, diz.

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?
Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=983884

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
http://groups.yahoo.com/group/pned/

Se quiser consultar os boletins atrasados veja
http://campoaberto.pt/boletimPNED/

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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de Notícias, do Público e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente
de outros jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

Para mais informações e adesão à Associação Campo Aberto:
contacto@campoaberto.pt
telefax 229759592
Apartado 5052, 4018-001 Porto

Selecção hoje feita por Maria Carvalho

=============== PNED: Porto e Noroeste em Debate ===============

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