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Boletim PNED de 6 de Julho de 2008

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Domingo, 06 de Julho de 2008

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações
indicadas.

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1.Alterações climáticas: Bush promete desempenhar papel “construtivo”

O Presidente norte-americano George W. Bush prometeu hoje no Japão desempenhar um papel “construtivo” na luta contra as emissões de gases para a atmosfera, mas alertou que todo o esforço será em vão se a Índia e a China não se comprometerem igualmente com a causa.

“Serei construtivo”, disse, depois de um encontro com o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda.

Mas “nós não teremos o problema resolvido” se os dois grandes gigantes asiáticos não se comprometerem com um acordo a longo prazo, indicou ainda, referindo-se à Índia e à China.

George W. Bush, que deixará a Casa Branca em Janeiro, no final do seu segundo mandato, chegou hoje ao Japão para participar, a partir de amanhã, na cimeira do G8.

http://www.publico.clix.pt/

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2. Crise alimentar move milhares de manifestantes na véspera de encontro do G8 no Japão

Angela Merkel quer medidas para o problema dos alimentos, Nicolas Sarkozy repete ideia de alargar o grupo dos países mais ricos a economias emergentes
Quatro pessoas foram detidas ontem na ilha de Hokkaido, no Japão, onde se vão encontrar a partir de amanhã os líderes do G8, o grupo de países mais ricos. Milhares de pessoas – a polícia estimava de 2000 a 3000 – desfilaram durante hora e meia pelas ruas de Sapporo, capital da ilha, protestando pela crise alimentar ou pelo aquecimento global.
Entre os manifestantes estavam activistas de organizações não governamentais e agricultores, sobretudo da parte norte da ilha, diz a agência Reuters.
A manifestação foi altamente vigiada, e, no geral, pacífica. Mas houve momentos de violência, conta a agência noticiosa, como quando um camião com um sistema de som em alto volume acabou com os vidros partidos.
Entretanto, a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou ter proposto uma série de medidas a ser adoptadas durante a cimeira para lutar contra a crise alimentar, argumentando que esta pode ter efeitos na segurança internacional, nota a AFP.
Merkel falou disse ao jornal Tagesspiel, que estas medidas “pretendem lutar a curto prazo contra a crise alimentar e têm uma estratégia a longo prazo para aumentar a produção alimentar mundial”. As medidas podem passar, segundo a revista Der Spiegel, pelo levantamento imediato das restrições às exportações e pelo apoio ao aumento da produção agrícola nos países em desenvolvimento.

http://www.publico.clix.pt/

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3. Porque é que Mandela era um terrorista para os EUA?

Inacção do Congresso dos Estados Unidos manteve este constrangimento diplomático
desde a década de 60
Nelson Mandela, o antigo Presidente da África do Sul e prémio Nobel da Paz, já não precisa de uma autorização especial para poder visitar os Estados Unidos: o Presidente, George W. Bush, assinou esta semana uma lei que elimina as restrições de entrada ao líder histórico do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês) e a todos os indivíduos associados àquele movimento de luta contra o regime de apartheid sul-africano.

http://jornal.publico.clix.pt/

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4. Rentabilizar e diminuir poluição
Guarda instala cinco “oleões”

Cinco equipamentos para recolha de óleos alimentares de utilização doméstica estão a ser colocados pela Câmara da Guarda. A ideia é os “oleões” rentabilizem os líquidos que normalmente são vertidos pelos canos e que as águas fiquem menos poluídas.
A Câmara da Guarda instalou cinco equipamentos para recolha de óleos alimentares domésticos usados, antecipando uma acção que, a partir do próximo ano, a Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) vai ampliar a todos os associados.
Segundo Lurdes Saavedra, vereadora do pelouro do ambiente da autarquia, dois dos primeiros “oleões” foram instalados em dois supermercados da cidade (com capacidade para 120 litros), outro na cantina da Câmara (50 litros) e os outros dois, com capacidade de recolha de 250 litros, em dois pontos considerados “estratégico” na cidade.
Esta acção antecede a campanha que deverá arrancar em Janeiro do próximo ano, quando a AMCB, através da EnerArea — Agência Regional de Energia e Ambiente do Interior, proceder à distribuição de equipamentos idênticos por todos os Municípios que a constituem, adiantou.
Lurdes Saavedra explicou que o processo foi iniciado com cinco unidades, mas referiu que, de forma gradual, vão ser colocados “mais em outros locais da cidade”.
“Achámos que devíamos começar já, porque constatámos que um dos principais problemas nas estações de tratamento de águas residuais diz respeito ao tratamento dos óleos alimentares que são metidos na rede domiciliária de esgotos”, explicou.
A vereadora do ambiente garantiu que com esta antecipação no processo de recolha de óleos alimentares usados a autarquia está “a fazer com que as linhas de água fiquem menos poluídas e que a população crie hábitos de reciclagem”.
“Criar hábitos de reciclagem, é sempre um processo moroso”, admitiu..
“Começando agora, começamos a criar hábitos e a entrar na mente das pessoas e, em Janeiro, já estamos com uma recuperação diferente dos outros Municípios”, disse.
“Normalmente, as pessoas têm por hábito despejar a frigideira para o lava-loiça e lavar, e, estes rituais, levam tempo a ser mudados”, frisou.
A vereadora do pelouro do ambiente considerou que o objectivo desta acção é fazer com que “o cair do óleo [alimentar usado] no lava-loiça seja uma excepção e não um hábito como é agora”.
Referiu que aos habitantes da cidade é pedido algo “simples”. No caso dos recipientes colocados junto dos supermercados, quando as pessoas vão às compras, “levam a sua garrafa com o óleo usado, devidamente arrolhada, e depositam-na ali”, explicou.

O caminho
Ecodiesel
Quando os “oleões” estiverem cheios, o óleo ali depositado será transportado para a empresa Ecodiesel, parceira da AMCB, que procederá ao processo que visará a sua transformação em biodiesel. “O objectivo é transformarmos um produto altamente poluente e que não tem qualquer significado para as famílias nem para as unidades de restauração, num produto que é reciclado e é aproveitado novamente”, sublinhou Lurdes Saavedra. A Associação de Municípios da Cova da Beira, constituída em 1981, é composta por treze associados: Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel, Sabugal, Trancoso, Belmonte, Fundão e Penamacor.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt

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5. Apoios para sobrevivência dos garranos

Um criador de garranos recebe um incentivo comunitário de 170 euros por animal, o que, por si só, deverá garantir a sobrevivência da raça até 2013, data em que termina a atribuição daquela ajuda.

“Depois de 2013, não sei”, disse, à Lusa, o presidente da Associação de Criadores de Equinos de Raça Garrana (ACERG).
Segundo João Paulo Ribeiro, há em Portugal cerca de 600 criadores de garranos, com um total de 2000 animais, 1800 dos quais fêmeas.
No entanto, e de acordo com o mesmo responsável, os números provam que cerca de 15 por cento dos garranos que andam nos montes acabam por “desaparecer”, por doença, velhice ou roubo, ou ainda por ataques do homem e do lobo. “Mesmo assim, acredito que esta raça tem todas as condições para sobreviver”, ressalvou. Para João Paulo Ribeiro, o futuro passa pela crescente aposta no garrano para a atrelagem, para a criação de equipas de horseball e para a equitação.
“Estamos a importar póneis para a iniciação à equitação, quando podíamos muito bem aproveitar o garrano, que é um cavalo extremamente dócil e um animal de cela excepcional”, referiu.
O garrano nasce e cresce no monte, em ambiente semi-selvagem, alimentando-se dos pastos que encontra, sendo, por isso, a sua carne “100 por cento natural”.
A época do cio das fêmeas acontece entre Abril e Maio, sendo então a altura dos “garanhões” mostrarem a sua raça.
“Cada macho tem um harém, com uma média de 20 a 30 fêmeas, e é o único responsável pela sua cobrição”, explicou João Paulo Ribeiro. A ACERG implementou um sistema de identificação de todos os garranos que permite responsabilizar proprietários sempre que os cavalos abandonam montes e invadem terrenos privados.
Um garrano adulto pode valer entre 400 euros (fêmea) e 500 a 600 (macho), uma diferença explicada pelo facto de haver pouca gente que faça recria dos machos.

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6. Praias fluviais perigosas, sujas e sem vigilância

Praias fluviais de Ribeira de Abade, Zebreiros, Lomba e Areinho , apesar de muito procuradas, não são vigiadasQuatro palcos. Quatro histórias. Todas semelhantes. As personagens principais são os banhistas e os vilões são o lixo e a água do Douro imprópria para banhos. Em pleno Verão todos procuram refrescar-se, mas nem todos optam pelo melhor.Sentada numa cadeira de praia, a fazer um tapete, e com o neto Filipe ao lado numa manta, Emília Almeida passa a tarde.O areal está limpo. Há caixotes para colocar o lixo, está calor, a água não está muito turva. É um bom sítio para bronzear e tomar banho, aparentemente, não fosse este o mesmo Douro que banha, poucos quilómetros atrás, Ribeira de Abade, Zebreiros e Lomba. A praia também não está apta para banhos. “Antes, tomava muitas vezes, mas depois de saber da má qualidade da água, já não tomo tantas vezes, mas tomo”, revela Rosa Meados.
O areal não tem qualquer tipo de sinalização, nem de proibição de banhos, nem da não vigilância da zona. A sua boa aparência atrai as pessoas. “Venho aqui pelo ambiente calmo, o areal limpo e o sossego que há sempre”, afirma Margarida Seabra, que se desloca do Porto de propósito para passar o tempo neste areal.

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7. Aquecer água com um painel solar de 45 euros

Alunos do ISEP mostram como é possível ter água quente com materiais acessíveis e técnicas simples
Objectivo: criar um painel solar simples, com materiais fáceis de obter, para aquecer 20 litros de água em 24 horas, sem gastar mais de 45 euros. Finalistas do ISEP mostraram que, afinal, ter água quente não é assim tão caro.
Uns foram às sucatas, outros compraram o que havia de mais barato no mercado. Vinte e cinco alunos do último ano de Engenharia Electrotécnica do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) aceitaram o desafio de aquecer água sem gastar muito dinheiro e puseram mãos à obra.
Muniram-se de placas de plástico com um máximo de um metro quadrado – alguns pintaram-nas de preto para melhor absorver os raios solares -, arranjaram uns tubos ou mangueiras e ligaram-nos a uns depósitos improvisados (bacias ou caixas revestidas com esferovite).
Os depósitos foram colocados acima das placas, de forma a que a água fria descesse por um dos tubos e, pelo outro, o calor absorvido fizesse a água quente subir.

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

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de
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ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
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específico são as questões urbanísticas e ambientais do Noroeste,
basicamente entre o Vouga e o Minho.

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Selecção hoje feita por Celina Raposo

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