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  • Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes
  • Jul : 6 : 2011 - Perigo para Paisagem Protegida Valongo
  • Jun : 17 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação – resposta da C.M. Porto

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2008

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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Crónica: Gente lida é outra coisa

É perverso, eu sei, mas gosto de directores financeiros de partidos
que citam Shakespeare. Porque, quando o director financeiro de um
partido cita Shakespeare, é previsível que, mais tarde ou mais cedo,
o presidente comece a citar Nabokov. Conta o “Público”, divulgando
escutas ao ex-director financeiro do CDS juntas ao processo
Portucale, que, após a vitória de Sócrates nas eleições, o ainda
ministro Telmo Correia desapareceu do Ministério durante dez dias,
tomado de angústia hamletiana quanto a assinar ou não assinar o
despacho que permitiu à Estoril-Sol ficar com o edifício do Casino
Lisboa (o que, a crer no que foi noticiado, só decidiu fazer “in
extremis”, na célebre “madrugada dos 300” da véspera da posse do novo
Governo). Assim, aquilo que poderia parecer apenas mais um caso
político obscuro ganha a inesperada dimensão trágica de um homem em
conflito consigo mesmo e com os seus fantasmas. Imagino Telmo Correia
diante do Espectro “Oh!, anjos e núncios do perdão, defendei-me!”. E,
depois, madrugada fora, com a “maquette” do Casino na mão: “Assinar
ou não assinar, eis a questão”. Só falta uma tirada nabokoviana de
Portas em qualquer escuta que venha à tona sobre o caso dos
submarinos: “Uma revelação pode ser mais perigosa que uma
revolução”.

Manuel, António, Pina

http://jn.sapo.pt/2008/02/25/ultima/gente_lidae_outra_coisa.html

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1. Porto: Defesa do Bolhão chega ao Parlamento

As cerca de 50 mil assinaturas recolhidas pelo Movimento de Defesa do
Bolhão irão ser entregues, depois de amanhã, na Assembleia da
República. O movimento alugou duas camionetas e apelou à participação
dos cidadãos nesta deslocação a Lisboa.

http://jn.sapo.pt/2008/02/25/porto/defesa_bolhaochega_parlamento.html

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2. Lisboa: Eólicas chegam à cidade

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) discute, quarta-feira, a
realização de um evento destinado a sensibilizar a população da
cidade e os seus visitantes para o conceito de microgeração eólica,
através da colocação de diversas turbinas adaptadas ao espaço urbano
em vários locais da cidade. A energia produzida pelas turbinas –
entre seis e 25, o número será decidido até ao dia 15 de Abril –
deverá ser injectada na rede para ser prioritariamente utilizada pela
Câmara nos gastos dos edifícios municipais. Estima-se que cada
turbina possa gerar uma receita de 2184 euros/ano.

A proposta, subscrita pelo vereador dos Espaços Verdes, José Sá
Fernandes, prevê a celebração de um protocolo entre a CML e duas
empresas privadas, que irão suportar os custos da “Wind Parade Lisboa
2008”. Caso a proposta seja aprovada, as empresas ficarão
responsáveis pela aquisição, instalação e manutenção das turbinas até
ao fim do projecto, no fim do ano. O arranque está previsto para o
dia 15 de Junho, Dia Europeu do Vento, com um evento na Praça do
Comércio.

Em contrapartida, as empresas promotoras terão direito às receitas da
publicidade que será colocada nas turbinas. Só em taxas e licenças,
Sá Fernandes estima que sejam cobrados cerca de 30 mil euros, valor
que será integralmente destinado a custear o projectos dos percursos
cicláveis em Lisboa.

Mais do que a quantidade de energia que será produzida, Sá Fernandes
diz que o objectivo é sensibilizar para a importância das energias
renováveis (haverá um roteiro de educação ambiental nas escolas),
sendo esta a primeira de várias iniciativas, como a colocação de
painéis solares nas escolas e o aproveitamento de águas quentes dos
balneários para produzir energia.

http://jn.sapo.pt/2008/02/25/pais/eolicas_chegam_a_cidade.html

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3. Tua: “Mina por explorar”

O rio e a linha ferroviária do Tua são uma “mina” por explorar em
Trás-os-Montes, podendo servir de base para o desenvolvimento
turístico e económico das populações, defendeu ontem João Branco,
dirigente da associação ambientalista Quercus.

Cerca de meia centena de pessoas viajaram no metro de Mirandela, que
percorre a Linha do Tua, e concentraram-se na estação de Abreiro, no
âmbito da iniciativa “Por Linhas Travessas”, que pretende dar a
conhecer a paisagem, fauna e flora do vale do Tua. A iniciativa foi
do Núcleo de Estudos do e Protecção do Ambiente (NEPA) da
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em colaboração
com a núcleo de Vila Real da Quercus e da Coordenadora de Afectados
pelas Grandes Barragens e Transvases (Coagret).

“O rio Tua apresenta um conjunto importante de aspectos no âmbito da
fauna, da flora, da geologia, da paisagem, do património arqueológico
e da cultura”, afirmou João Branco.

Para o ambientalista, as gargantas apertadas que caracterizam o vale
do Tua “proporcionam paisagens e condições hídricas óptimas para o
usufruto da canoagem e disciplinas associadas” e a linha de caminho-
de-ferro, com 120 anos de vida e considerada uma das mais belas da
Europa, “serve de forma perfeita a acessibilidade para as actividades
de descoberta do vale”.

http://jn.sapo.pt/2008/02/25/norte/tua_e_mina_explorar.html

Para o ambientalista João Branco, as gargantas apertadas que
caracterizam o vale do Tua, “proporcionam paisagens e condições
hídricas óptimas para o usufruto da canoagem e disciplinas
associadas” e a linha de caminho de ferro, com 120 anos de vida e
considerada uma das mais belas da Europa, “serve de forma perfeita a
acessibilidade para as actividades de descoberta do vale”.
São “muitas” as espécies que habitam neste território, desde a garça
real, a águia de bonelli, cegonha negra, o bufo real, ou, em termos
de flora, albergando dois habitats prioritários de zimbro e sobreiro,
que constam da directiva habitat da União Europeia.

Foram também muitos os turistas, vindos desde Braga, Coimbra, Porto,
Vila Real, canoístas de Fafe, estudantes Erasmus da Polónia e até um
casal de ingleses que apanhou boleia com o grupo, que viajaram no
metro do Tua.

Para a maior parte foi a primeira vez que fez este percurso e por
isso as reacções à paisagem foram de “espanto” e de “encanto”,
considerando-se “inadmissível” que ela seja destruída pela subida
das águas da barragem.

Aos turistas juntaram-se alguns populares das aldeias de Abreiro e
Vieiro.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=93345cbffcff41e1b4b50fd02b0b3b43

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4. Norte: Regulamentos da QREN por concluir

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do
Norte (CCDR-N) reconhece que “houve algum tempo perdido” desde a
aprovação do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007-
2013, em Outubro do ano passado, mas afiança que o eventual
atraso “está a ser recuperado”.

Adiantou que muitos concursos foram já lançados e o processo
agilizado, mas lamentou que haja ainda regulamentos “importantes para
a estratégia regional ainda não concluídos”, inviabilizando a
abertura dos respectivos concursos. Lage especificou tratar-se
sobretudo de regulamentos relacionados com a área tecnológica, isto
é, “os que se prendem com as chamadas áreas de localização
industrial, um instrumento fundamental para reordenar as zonas de
acolhimento industrial no Norte com vista a conseguir-se
um «upgrading» de algumas delas”. Estas novas áreas devem localizar-
se em espaços que “sirvam vários concelhos e que tenham equipamentos
e serviços de alta qualidade”. Em paralelo, destacou que a ideia é
aproximar as empresas de níveis e espaços
tecnológicos “qualitativamente melhores” do que os de que dispõem de
momento.

Além desta questão das áreas de acolhimento empresarial, falta ainda
a regulamentação para o lançamento de concursos para infra-estruturas
científicas e tecnológicas. As disponibilidades no PO Regional para
financiar estes equipamentos – normalmente destinados a universidades
ou centros tecnológicos – existem, assim como para a relocalização
das indústrias: “São estes instrumentos que aguardamos com maior
expectativa porque têm para nós um valor e uma mais-valia na
estratégia que estamos a desenvolver”, enfatizou.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=f645b5d6491634697f002f5404c0979b

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5. Virgin faz primeiro voo com biocombustível

A Virgin Atlantic tornou-se ontem na primeira companhia aérea a
efectuar um voo comercial, entre Londres e Amesterdão, recorrendo ao
uso do biocombustível. Um Boeing 747, sem passageiros, alimentado com
20% de um combustível, cuja composição não foi especificada, descolou
de Londres às 12 horas de ontem para aterrar, com sucesso, hora e
meia depois, na capital holandesa.

Os biocombustíveis, que normalmente são produzidos a partir de
substancias como óleos vegetais e açúcar, são vistos, pelos seus
defensores, como uma modo de cortar nas emissões de gases poluentes e
de reduzir a dependência dos combustíveis de origem fóssil.

Na semana passada o governo britânico encomendou um estudo sobre o
impacto ambiental e económico do combustível biológico, já que cada
vez há mais cientistas que afirmam que este pode prejudicar o meio
ambiente, a produção de alimentos e inclusive aumentar as emissões de
carbono.

http://jn.sapo.pt/2008/02/25/ultima/virgin_primeiro_com_biocombustivel.html

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
http://groups.yahoo.com/group/pned/

Se quiser consultar os boletins anteriores veja
http://campoaberto.pt/boletimPNED/

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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

Selecção hoje feita por Maria Carvalho

=============== PNED: Porto e Noroeste em Debate ===============

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