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Boletim PNED de 22 de Novembro de 2007

BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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1. Porto: Tribunal manda demolir Bom Sucesso em 42 meses

Carla Sofia Luz

O centro comercial Bom Sucesso, no Porto, tem de ser demolido em três anos e
meio. A decisão é do Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, que não vê
razões para que não seja cumprida a sentença judicial de 2003 que ordenou a
demolição do edifício pela Câmara. Sem licença municipal, o shopping não
pode continuar a funcionar. O Município do Porto confirmou que recebeu o
acórdão e vai analisá-lo. A deliberação é passível de recurso.

A Autarquia e a sociedade Soares da Costa – a empresa edificou o centro
comercial há 13 anos – defenderam a existência de causa legítima para a
inexecução da destruição face aos “grave prejuízo para o interesse público”,
mas o argumento não teve o acolhimento do tribunal. Para o juiz, só há dois
caminhos para o restabelecimento da legalidade o licenciamento do
equipamento comercial, se for possível; ou a demolição em três anos e meio.

“Os actos e operações materiais necessários à reintegração da ordem jurídica
violada, de molde a que seja restabelecida a situação que existia à data do
actual ilegal, se reconduz unicamente à tomada dos procedimentos conducentes
à demolição da construção shopping Bom Sucesso, precedida do seu
encerramento e despejo, operação essa a levar a cabo no prazo máximo de 42
meses”, determina o acórdão, datado de 12 de Novembro, a que o JN teve
acesso. O prazo de três anos e meio destina-se ao despejo dos comerciantes e
à abertura de um concurso público para fazer essa intervenção.

No entanto, o juiz considera que a demolição pode ser evitada, se o centro
comercial for licenciado pela Câmara. “Apesar de se entender que deverá ser
ordenada a demolição da construção, nem por isso fica excluída a
possibilidade de o dever de demolir que foi judicialmente imposto se poder
vir, mais tarde, a extinguir, por alteração superveniente das circunstâncias
de facto ou de direito, designadamente se entretanto se proceder à
legalização do edificado”, lê-se ainda.

Este processo arrasta-se desde 1995 e foi apresentado pelo arquitecto José
Pulido Valente, representado pelo jurista Paulo Duarte, por considerar que o
centro tinha sido executado ilegalmente. Os tribunais têm-lhe dado razão ao
longo dos 12 anos.

A licença municipal, emitida pela Câmara cinco meses antes da abertura do
shopping, foi considerada nula por decisão judicial de 2000. Além de violar
o regulamento do Plano Director Municipal (PDM) de 1993 (em vigor na
altura), a execução do edifício desrespeitou o artigo 2º do decreto nº37575,
de 8/10/1949, que estabelece as distâncias mínimas entre as construções e os
terrenos de estabelecimentos escolares. Por isso, para legalizar o Bom
Sucesso, não basta que esteja de acordo com o novo PDM.

O recente acórdão deixa José Pulido Valente satisfeito, “sobretudo pelo
facto de ser uma inesperada lufada de ar fresco e de seriedade num mundo em
que as coisas estão a ficar cada vez mais negras”. O arquitecto encara-o
como um “sinal de esperança”. Embora reconheça que a Câmara pode recorrer,
lembra que o recurso não tem efeito suspensivo e os 42 meses começam a
contar a partir do dia em que esta sentença transitar em julgado.

“É preciso fazer força, para que se cumpra o sentido de correcção, de
Justiça e de rigor. Foram anos e anos de luta, ansiedade e de espera. Foi
uma luta contra os moinhos, mas, afinal, os moinhos estavam mesmo lá”,
remata.

http://jn.sapo.pt/2007/11/22/porto/tribunal_manda_demolir_sucesso_42_me.html

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2. Porto: Primeiras chuvas fazem dezenas de inundações

A cidade do Porto acordou, ontem, com dezenas de inundações. As primeiras
chuvas fortes esbarraram nas folhas das árvores e lixo acumulados nos
bueiros e deixaram algumas ruas do concelho alagadas. Logo pela manhã, as
três corporações de bombeiros do Município receberam centenas de chamadas de
alerta para “carros entalados” pela água, vias submersas e casas inundadas.

A Avenida da Boavista, a Avenida de Fernão de Magalhães, a rotunda do
Castelo do Queijo, o Largo do Calém e a zona de Francos foram alguns dos
locais afectados.

A meio da manhã, a inundação mais complicada registava-se, como já é
habitual, na rotunda do Castelo do Queijo, onde uma enorme “piscina”
obrigava os automobilistas a circular lentamente. Na Avenida da Boavista, em
frente ao Porto Palácio Hotel, a inundação na rua obrigou o trânsito a parar
por alguns minutos. Ao final da manhã, a situação voltou à normalidade.

As chuvas provocaram tambem estragos em habitações. Emília Fernanda Costa,
de 75 anos, foi uma das vítimas do mau tempo. A inquilina do terceiro andar
de um prédio degradado e penhorado pela banca na Rua de Mouzinho da Silveira
passou a noite em claro a amparar a chuva que lhe encharcou a casa. Há mais
de um ano que tem um buraco no tecto da sala e sempre que chove um pouco
mais, regressam os baldes. “Já comemos à mesa de guarda-chuva”, conta a
filha Delzira Costa. Há um ano, Maria Emilia, que ocupa a casa com um filho
e um neto, recusou ser transferida para uma pensão, apesar das más condições
da habitação. Ontem, o cenário agravou-se. IS

http://jn.sapo.pt/2007/11/22/porto/primeiras_chuvas_fazem_dezenas_inund.html

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3. Maia: Casas para moradores do Sobreiro avançam em 2008
Hugo Silva

M iguel Rico, presidente do grupo espanhol MRA, que vai liderar o processo
de requalificação da zona central da Maia, em parceria com a Câmara
Municipal, garantiu, ao JN, que já no próximo ano deverão começar a ser
construídas casas para realojar os moradores do Bairro do Sobreiro, complexo
de habitação social que alberga centenas de famílias e que vai ser demolido
no âmbito do projecto Parque Maior.

O responsável explicou que as habitações serão dispersas por vários pontos
do concelho – a concentração não beneficiaria a integração social das
famílias – e que os moradores, dentro de alguns anos, poderão comprar as
casas. No Bairro do Sobreiro ainda residem 580 famílias e o seu realojamento
será um dos processos mais complicados da execução do Parque Maior, projecto
que envolve um investimento global superior a 250 milhões de euros. A zona
central da Maia vai sofrer uma transformação radical, com a demolição das
dezenas de torres do Bairro do Sobreiro. Num espaço com cerca de 73 mil
metros quadrados, 31 mil serão para edifícios destinados ao sector terciário
e 34 mil serão para equipamentos sociais. Há lugar, ainda, para 1300 novas
casas (não se destinam a habitação social). O projecto será apresentado
publicamente, hoje, na Câmara.

“Projecto complexo”
“É um projecto ambicioso, mas muito complexo”, reconhece Miguel Rico,
estimando uma execução de médio/longo prazo “É um plano para 13/15 anos”. O
responsável lembrou, ainda, que para levar por diante o Parque Maior foi
criada uma empresa de capitais mistos, entre a MRA e a Câmara Municipal da
Maia. “É a primeira empresa mista, na Europa, com entidades de dois países
diferentes”, sublinhou.

Com 25 anos de experiência na realização de projectos do género, a MRA
também aposta na divulgação do “Parque Maior” em Espanha. O objectivo é
captar investidores interessados em participar no empreendimento. Na
apresentação do projecto, hoje de manhã, nos Paços do Concelho da Maia,
deverão estar mais de duas dezenas de jornalistas espanhóis.
O projecto seguirá os parâmetros do plano de pormenor elaborado pelo
arquitecto Eduardo Souto Moura. Os responsáveis do grupo MRA acreditam que a
transformação do centro da Maia, entre outras “virtudes”, permitirá melhorar
a condição de vida dos actuais moradores do Bairro do Sobreiro, atrairá
novas actividades geradoras de emprego.
Miguel Rico observou que na base do projecto Parque Maior está um trabalho
multidisciplinar, em que foram abordadas matérias urbanísticas,
arquitectónicas, sociológicas e económicas. O responsável revelou que a
empresa foi contactada pela Câmara da Maia através da Universidade de
Navarra. “Pareceu-nos um projecto muito interessante e com ingredientes que
nos interessaram”, explicou.
Miguel Rico sublinhou as virtudes de se planear o desenvolvimento da cidade
a longo prazo, considerando, nesse contexto, que o projecto não se deve
transformar em objecto de confronto político. “É preciso uma união de
esforços entre todos”, reiterou.

Empresa mista com maioria da Câmara
Para concretizar a renovação do centro da Maia foi criada uma empresa mista,
já aprovada pela Assembleia Municipal. A administração será composta por
cinco elementos – três indicados pela Câmara e dois pelo grupo MRA.

Comissão para vigiar realojamentos
A Assembleia Municipal da Maia aprovou também a constituição de uma
comissão, com representantes de todos os partidos, para acompanhar os
realojamentos do Sobreiro

http://jn.sapo.pt/2007/11/22/porto/casas_para_moradores_sobreiro_avanca.html

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4. Maia: Novo centrocomercial já em construção

A construção do novo centro comercial Vivaci Maia já começou na zona
industrial das Guardeiras, na freguesia de Moreira da Maia. Esta unidade,
que custará cerca de 45 milhões de euros ao Grupo FDO e criará 1300 postos
de trabalho, abrirá as portas na Primavera de 2009.
O projecto, que chegou a ser conhecido por Forum Theatrum da Maia (só
recentemente foi lançada a marca Vivaci e alterado o nome), prevê a
instalação daquela superfície comercial no entroncamento da EN13 e da Rua de
Francisco Ulrich.
O centro será mais pequeno do que o Maiashopping – a primeira grande unidade
comercial do concelho. No entanto, a área bruta locável é superior a 19 mil
metros quadrados, contemplando a criação de 114 lojas, em particular um
supermercado e 19 restaurantes, e um parque de estacionamento coberto com
capacidade para albergar mil viaturas. O shopping com dois pisos acima do
solo irá ocupar o terreno de uma antiga unidade fabril do concelho.
Para minimizar os conflitos na circulação de veículos no cruzamento das
Guardeiras (já com trânsito intenso), os semáforos darão lugar a uma
rotunda. O Grupo FDO prevê executar mais um centro comercial noutro concelho
do Grande Porto até 2011. Nascerá em Gaia. Há projectos, também, para
empreendimentos na Covilhã, em Évora, em Braga, em Beja, em Felgueiras e em
Setúbal. Os centros Vivaci da Guarda e de Caldas da Rainha estão em
construção e abrirão no próximo ano. CSL

http://jn.sapo.pt/2007/11/22/porto/novo_centrocomercial_em_construcao.html

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5. Fafe: Mercado fechado pela ASAE não vai voltar a abrir
Carlos Rui Abreu

A Câmara Municipal de Fafe reuniu, ontem, com os comerciantes do Mercado
Municipal (que anteontem foi encerrado pela ASAE devido à falta de
requisitos de higiene, de condições técnico-funcionais e estruturais). A
autarquia não o confirma, mas o JN sabe que o edifício onde funciona o
mercado não deverá voltar a abrir portas. Vítor Moreira, vereador
responsável pela gestão do espaço, apenas garantiu que o “interesse dos
comerciantes vai ser acautelado” e que deverá ser montada uma “estrutura
amovível provisória”. Segundo o JN apurou, nesta altura, a autarquia não
está a equacionar qualquer intervenção de fundo no Mercado Municipal.
A edilidade deverá manter estas estruturas provisórias até que se conclua o
novo Mercado Municipal, cuja obra deverá arrancar em Maio de 2008.
A solução agradou aos comerciantes. José Manuel Rocha, vendedor de peixe,
ficou satisfeito, até porque “não havia outra alternativa” e gostou também
de ouvir do presidente da Câmara um pedido de desculpa. O negócio do peixe
vai poder funcionar nesses pré-fabricados e, nos dias de feira, na rua,
junto às carrinhas, tal como aconteceu ontem.
Alcina Silva, vendedora de fruta, está esperançada que “tudo corra bem” e
não teme que o período provisório se arraste. “O que queremos é trabalhar e
como tivemos a garantia do presidente da Câmara de que vamos ter um mercado
novo, vamos acreditar e esperar”, afirmou.

http://jn.sapo.pt/2007/11/22/norte/mercado_fechado_pela_asae_vai_voltar.html

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6.Sever do Vouga: Barragem vai reduzir distância entre margens
Rui Bondoso

A futura barragem de Ribeiradio, na fronteira entre os concelhos de Oliveira
de Frades e Sever do Vouga, vai produzir energia e fornecer água. Mas vai
também servir para ligar as duas margens do rio Vouga, por via rodoviária. O
anúncio foi feito, ontem, pelo ministro do Ambiente, Nunes Correia, que
presidiu, em Viseu, à cerimónia de adjudicação da concessão do
aproveitamento hidroeléctrico ao consórcio formado pela Martifer e a EDP.

A possibilidade da travessia automóvel sobre o pontão da barragem encurtará
a ligação entre os dois concelhos em cerca de 20 quilómetros. A única ponte
que serve para as populações de um município chega ao outro, é a da
freguesia de Pessegueiro.
“Trata-se de um anúncio e de uma garantia que vêm ao encontro de uma velha
aspiração”, disse o presidente da Câmara de Oliveira de Frades, Luís
Vasconcelos, apoiado pelo congénere de Sever do Vouga, Manuel Soares.
Os dois autarcas ficaram também a saber, por parte do governante, que a
construção da barragem deverá arrancar no Verão de 2008. “Há 70 anos que a
infraestrutura é reclamada”, lembra Luís Vasconcelos.
O complexo hidroeléctrico custará 123 milhões de euros e terá uma capacidade
de produção de energia na ordem dos 73 megawatts.
O projecto prevê a construção da barragem de Ribeiradio, com 75 metros de
altura e uma albufeira que armazenará cerca de 100 milhões de metros cúbicos
de água. E prevê ainda a edificação de uma mini-hídrica a jusante do rio, no
lugar de Ermida, com 35 metros de altura e uma albufeira de dois milhões de
metros cúbicos de água.
O complexo vai também servir para ajudar a regularizar os caudais do rio
Vouga e reduzir o impacto das cheias. Será igualmente importante para o
abastecimento de água a 11 municípios dos distritos de Viseu e Aveiro e vai
disponibilizar água para rega.
A vertente turística poderá ser outra valência a explorar, tendo em conta a
beleza paisagística da região onde vai ser implantada. “Ajudará à fixação da
população e mesmo ao seu aumento”, disse o ministro do Ambiente.

http://jn.sapo.pt/2007/11/22/norte/barragem_reduzir_distancia_entre_mar.html

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7. Bragança: Autarca garante que só há água para mais 50 dias
Glória Lopes

Se continuar a não chover em quantidade suficiente, a Câmara de Bragança
poderá ter de impor medidas restritivas no consumo de água da rede pública.
Segundo o vice-presidente da autarquia, Rui Caseiro, “a cidade dispõe apenas
de reservas acumuladas, na barragem da serra Serrada, para 50 dias, níveis
muito inferiores ao habitual para esta altura”, referiu.

Apesar de ter sido um ano chuvoso, desde Agosto que praticamente não chove
na região. Apesar de esta semana ter chovido em todo o país, em Bragança o
termómetro desceu alguns graus, mas a chuva tem sido muito pouca. A
autarquia conta sempre com uma reserva de água na barragem da serra Serrada
que geralmente só é usada no Verão e que, durante o ano é preservada, ao
máximo. No início da Primavera, coloca em funcionamento os sistemas
alternativos, nomeadamente, as estações elevatórias dos rios Sabor e
Baceiro, suspensos no Verão, para preservar as reservadas da serra.

“Estaríamos numa situação normal se as chuvas de Outono tivessem reposto a
água da reserva”, adiantou o responsável da autarquia. Desde o início de
Novembro que a Câmara está a usar o sistema alternativo através da bombagem
de água a partir do Sabor, “se não chover o suficiente e o tempo de seca se
prolongar, vamos ter uma situação mais grave do que em 2005, ano de seca que
obrigou a tomar medidas restritivas de consumo de água e a uma campanha de
poupança”, explicou Rui Caseiro.Caso a situação não melhore, poderão ter de
adoptar medidas restritivas de uso da água em breve. A rega de jardins
públicos já foi suspensa há algumas semanas.

O problema da falta de água está, segundo o autarca, relacionado com a seca,
já que o consumo está abaixo de anos “normais”, cerca de seis mil metros
cúbicos por dia. “Valores perfeitamente aceitáveis”, frisou. Rui Caseiro diz
que a falta de água em Bragança se trata de um problema eterno “Não
conseguimos resolvê-lo enquanto não for construído outro sistema de
armazenamento, necessariamente no Montesinho, o que vemos como o melhor,
mais barato e mais rentável”. O projecto de construção da albufeira de
Veiguinhas já foi chumbado duas vezes pelo Instituto de Conservação da
Natureza.

http://jn.sapo.pt/2007/11/22/norte/autarca_garante_so_agua_para_mais_di.html

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8. Aveiro: Lojistas contra parque subterrâneo na avenida
José C. Maximino

A possibilidade de a Avenida Dr. Lourenço Peixinho, em Aveiro, entrar em
obras, por tempo indeterminado, para a construção de um parque de
estacionamento subterrâneo, já está a tirar o sono a alguns comerciantes.

Em causa está o projecto de requalificação da avenida, que prevê a
pedonalização de alguns troços à superfície e a implantação de um parque
subterrâneo em toda a extensão da principal avenida da cidade, desde o
viaduto da estação até à capitania.

Os comerciantes temem que o projecto “mate a avenida, através de obras
infindáveis, que levariam o comércio (cerca de 160 lojas de todo o tipo,
incluindo agências bancárias e balcões de seguradoras) à ruína e ao
desemprego todos aqueles (mais de 500 pessoas) que lá trabalham”.

“A avenida, hoje em dia, já não tem a afluência que tinha noutros tempos,
devido a tudo e mais alguma coisa, sobretudo, por falta de estacionamento
gratuito. Mas se entrar em obras durante três ou quatro anos, é a machadada
final”, diz um dos comerciantes, que vão reunir-se, hoje, na sede da Junta
de Freguesia da Vera Cruz para discutir – e aprovar – um documento, que
pretendem entregar em mão, amanhã, na Assembleia Municipal.

O parque subterrâneo da Avenida Lourenço Peixinho é um dos quatro parques de
estacionamento cuja construção/exploração a Câmara de Aveiro tem a intenção
de incluir, a título de contrapartida, na parceria público-privado que Élio
Maia pretende constituir para financiar a construção do novo parque escolar,
previsto na Carta Educativa. Um investimento de 15 milhões de euros.
Os comerciantes da avenida ainda têm bem presente o impacto que as obras do
parque subterrâneo da Praça Marquês de Pombal tiveram nos estabelecimentos
daquela zona. “Mataram-nos!”, alegam.
Há, também, quem ponha em causa a necessidade de “mais estacionamento pago
na avenida, quando há, por perto, três parques de estacionamento que estão,
habitualmente, às moscas”.
E, entre os organizadores da reunião de hoje, há os que saíram “nada
satisfeitos “de uma audiência, recente, com o presidente da Câmara. “Parece
que nenhum dos nossos argumentos foi suficiente para demover o presidente da
Câmara”, queixam-se.

http://jn.sapo.pt/2007/11/22/norte/lojistas_contra_parque_subterraneo_a.html

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9. Anadia:Antiga cerâmica dará lugar a supermercado
Tânia Moita

A cerâmica de Anadia, situada numa das artérias principais da cidade, vai
dar lugar a uma média superfície comercial, em princípio, ao supermercado
Intermarché. Apenas a alguns metros de distância está aprovado um outro
estabelecimento dedicado à bricolage, com a denominação comercial de Mestre
Maco.
A instalação daquela última estrutura já está aprovada e a do primeiro está
“numa fase final de negociações”, adiantou, ao Jornal de Notícias, Litério
Marques, presidente da Câmara Municipal de Anadia.
O autarca explicou, ainda, que toda a requalificação daquela zona,
nomeadamente, na Avenida Cancela de Abreu e na Rua Adriano Henriques, terá
já em conta a implantação das duas superfícies comerciais.

Rotunda nova
“Estamos já a fazer uma rotunda de ligação das duas ruas e vamos construir
passeios na Adriano Henriques e substituir algumas árvores na Cancela de
Abreu”, explicou.
Para o autarca, a aprovação dos dois estabelecimentos comerciais poderá
trazer mais-valias para o centro da cidade.
“Seria muito difícil a recuperação da cerâmica porque ela está já num estado
de ruína, por isso, vemos com bons olhos a vinda dos dois estabelecimentos
que poderão trazer um movimento diferente àquela zona da cidade”, sublinha,
ainda, Litério Marques.

http://jn.sapo.pt/2007/11/22/norte/antiga_ceramica_dara_lugar_a_superme.html

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10. Mercado de gado de S. Pedro de Rates na berlinda
Animals Angels denuncia feira da Póvoa

Uma associação alemã de defesa dos animais apresentou na Comissão Europeia
uma denúncia contra o Estado português por “práticas cruéis” contra bovinos
num mercado de gado da Póvoa do Varzim, acusações que o responsável do
mercado nega.
Animais doentes e feridos à venda, sobrelotação do mercado e agressões com
paus e aguilhões eléctricos foram algumas das práticas identificadas pela
Animals Angels no mercado de gado de S. Pedro de Rates, Póvoa do Varzim.
“Há animais não aptos para o transporte, alguns com pernas partidas e
feridas expostas, que ficam até dois dias no mercado sem acesso a água e
comida”, disse à agência Lusa Hugo Sousa, da Animals Angels.
Os animais considerados inaptos para transporte deviam ser levados
directamente para os matadouros, acrescenta a Animals Angels, que denuncia o
“incumprimento das legislações portuguesa e europeia do bem-estar animal”.
“Este mercado aceita tudo o que os restantes não aceitam”, acrescentou Hugo
Sousa. Uma equipa de investigadores da associação esteve recentemente no
local e, segundo os activistas, presenciou cenas de agressões com paus e
aguilhões eléctricos a animais “totalmente exaustos e sem forças para se
levantar”.
A associação, que afirma já ter alertado as autoridades regionais e
nacionais de veterinária e a entidade organizadora do mercado, adianta que
as “práticas cruéis cometidas contra animais” continuam semanalmente.

Sem fundamento
Acusações negadas à Lusa pelo responsável pela organização do mercado, que
afirma tratar-se de denúncias sem qualquer “fundamento”. “Essas acusações
não têm qualquer fundamento, são completamente falsas. O nosso mercado tem
sido vistoriado pelos técnicos da Direcção-Geral de Veterinária”, disse José
Campos de Oliveira à Lusa, acusando os responsáveis da Animals Angels de
desconhecerem a realidade da pecuária de leite.
Rejeitou que sejam admitidos no mercado animais doentes ou feridos, mas
salvaguardou que os animais comercializados são sobretudo “vacas leiteiras
em fim de vida” procuradas por compradores espanhóis que, em 70 por cento
dos casos, as usam para consumo humano e em 30 por cento para fabricar
alimentos para outros animais. Admitiu que a posição da Animals Angels possa
ter sido influenciada por, durante a visita, a carcaça de um animal que
morreu à porta do mercado ali ter permanecido durante cerca de quatro horas
até ser levantada pelos serviços competentes, mas garantiu que os animais
que entram no recinto são sujeitos a um controlo rigoroso.
José Campos Oliveira lembrou que sempre manteve uma boa relação com a
organização de defesa dos animais alemã e que até seguiu algumas das suas
recomendações, designadamente em relação à forma de amarrar os animais.

A saber, Inspecção em Junho
O director-geral adjunto da Veterinária (DGV), Fernando Bernardo, disse ter
ordenado em Junho uma inspecção ao mercado na sequência das denúncias da
Animals Angels, adiantando “não ter sido possível confirmar dentro do
mercado o denunciado no relatório” da associação. “Não temos nada que nos
permita aplicar sanções”, disse.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=96e2ca62314352da0fbb6a1db972313d

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11. País: QREN não é a última oportunidade do país
Joaquim Forte

O ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento
Regional, Nunes Correia, afirmou ontem, em Guimarães, que o Quadro de
Referência Estratégico Nacional (QREN), que define as prioridades dos fundos
estruturais da União Europeia para o período 2007/2013, “não é a última
oportunidade para Portugal”.

“Não simpatizo com este dramatismo quando se diz que o QREN é a última
oportunidade, como se depois não houvesse mais nada para Portugal. A última
oportunidade para o país são os portugueses, sem os quais o QREN não
existe”, disse Nunes Correia durante a sessão de esclarecimento sobre o
QREN, promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do
Norte (CCDR-N), na Escola de Engenharia da Universidade do Minho. O
governante realçou que Portugal está na linha da frente, ao nível da União
Europeia, no que toca à operacionalização do QREN e que este começou já a
registar as primeiras candidaturas aos três sistemas de incentivos já
abertos, dirigidos a empresas.

Carlos Lage, presidente da CCDR-N, vê no QREN uma “excelente oportunidade de
viragem para a região Norte” face aos investimentos previstos, na ordem dos
8,1 mil milhões de euros. António Magalhães, presidente da Câmara de
Guimarães, manifestou a esperança de que parte dos milhões previstos para o
Norte não deixe de ser aplicada no combate às fragilidades do Vale do Ave.

http://jn.sapo.pt/2007/11/22/norte/qren_e_a_ultima_oportunidade_pais.html

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

Selecção hoje feita por Alexandre Bahia

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