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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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1. Compostagem caseira para toda a população

A Póvoa de Varzim vai tornar-se, já a partir de Janeiro, no primeiro município da Lipor a ter um projecto-piloto de compostagem caseira para todo o concelho. Com esta iniciativa, a empresa responsável pelo tratamento dos resíduos de oito municípios do Grande Porto espera diminuir os resíduos orgânicos produzidos pelo concelho, que poderão ser, assim, transformados por cada um, em sua casa, em adubo natural.

Depois de ter avançado em três zonas-piloto de Vila do Conde e numa zona na Maia, a Lipor vai lançar já, em Janeiro, o projecto “Terra à Terra”, em todo o concelho da Póvoa. Durante todo o mês de Janeiro, todos os poveiros, desde que tenham uma habitação com jardim ou horta e mais de 18 anos, podem inscrever-se. A todos os que aderirem, a Lipor dará um compostor e a frequência numa pequena formação em compostagem caseira. Depois, e durante um ano – findo o qual o compostor ficará para o munícipe, desde que dele faça correcto uso -, os resíduos orgânicos da habitação serão depositados no compostor e, assim, transformados em adubos naturais.

De acordo com os estudos da Lipor, explicou Ana Lopes, os resíduos orgânicos – plantas, papel e restos de comida – representam cerca de 40% dos resíduos produzidos a nível doméstico que, de outra forma, “teriam um final menos adequado”, com custos acrescidos ao nível do transporte e do posterior tratamento ou deposição em aterros. Com este projecto, a Lipor estima que, por cada compostor distribuído, haverá menos 90 quilos de resíduos recolhidos por ano. O projecto “Terra à Terra”, inserido nas comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra a que o município aderiu, explicou o vereador do Ambiente, Manuel Angélico, vem, assim, complementar a operação “Restauração 5 Estrelas” que, desde Maio de 2006, vem recolhendo, de forma selectiva, os resíduos orgânicos de uma centena de restaurantes do concelho. Um ano depois, tinham já sido recolhidas 900 toneladas de resíduos orgânicos, transformados em composto na Lipor. Para além das vantagens ambientais, a operação reduziu ainda em cerca de três mil euros a factura mensal paga pelo município à Lipor pela recolha indiferenciada de resíduos sólidos urbanos.

http://jn.sapo.pt/2007/11/16/porto/compostagem_caseira_para_toda_a_popu.html

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2. Navio reforça combate à poluição marítima

O combate à poluição na costa portuguesa dispõe, a partir de agora, de uma nova arma. A Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA) assegurou os serviços do navio Galp Marine, que opera no porto de Sines, mediante um contrato com os proprietários da embarcação, que vai passar a prestar assistência aos estados-membros da União, sempre que solicitado.

http://jn.sapo.pt/2007/11/16/sociedade_e_vida/navio_reforca_combate_a_poluicao_mar.html

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3. Prédios e centro comercial vão ocupar Quinta da Pícua

Comprado há vários anos pela Amorim Imobiliária, o imenso terreno na Quinta da Pícua, em Águas Santas, na Maia, à margem da Rua de D. Afonso Henriques, está transformado em área de pastagem para ovelhas, carneiros e cavalos, e de desporto para ciclistas e corredores de ocasião. Dos 14 lotes para implantação de edifícios, com áreas entre os 2130 e os 13 482 metros quadrados, nenhum foi ocupado, apesar de estarem no mercado há meia dúzia de anos.

O cenário deve mudar em breve – a Chamartín, empresa espanhola que comprou a Amorim Imobiliária, deverá avançar com a operação urbanística em breve. Segundo o presidente da Câmara, Bragança Fernandes, além de prédios em altura para habitação, o projecto inclui um centro comercial, nos terrenos adjacentes à Quinta da Pícua, junto à auto-estrada.

O plano de pormenor do empreendimento foi abordado, ontem, em reunião de Câmara. Bragança Fernandes diz que as máquinas podem avançar no terreno já no próximo ano. “Também queremos na nossa posse, quanto antes, a parcela de um hectare onde pretendemos abrir um parque público. Quando se vendeu o terreno, impôs-se a preservação daquela área, bastante arborizada”, acrescentou o autarca, que acredita ser possível abrir o espaço verde ao público também durante o próximo ano.

Bragança Fernandes afirmou que a nova zona residencial a criar naqueles terrenos vai permitir alojar “milhares de pessoas”. Miguel Ângelo Rodrigues, vereador do PS, alertou para o facto das freguesias de Pedrouços e de Águas Santas estarem já bastante pressionadas em termos de construção, mas preferiu não avançar comentários mais específicos, uma vez que ainda não conhece o projecto para a Quinta da Pícua ao pormenor. Recorde-se que para aquele espaço chegou a ser equacionada a construção do El Corte Inglés.

Bragança Fernandes explicou que a Chamartín será responsável pela construção de acessos na envolvente do empreendimento, designadamente o prolongamento da via que passa em frente às piscinas e que ligará ao viaduto sobre a auto-estrada, actualmente sem utilidade.

Para a implantação do “pequeno centro comercial”, conforme explicou o autarca, o Plano Director Municipal da Maia será suspenso nos terrenos adjacentes à Quinta da Pícua.

http://jn.sapo.pt/2007/11/16/porto/predios_e_centro_comercial_ocupar_qu.html

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4. Ter ou não ter, eis a questão
Opinião: Manuel Correia Fernandes, Arquitecto

Francisco D’Ollanda, português do Renascimento, contemporâneo e amigo de Miguel Ângelo, diz, nos seus “Diálogos de Roma” que “mais importante do que aquilo que se faz é aquilo que deixa de se fazer”. A citação é livre mas é dela que partimos para uma reflexão sobre a nossa cidade e sobre algumas das suas mais recentes decepções ou perplexidades. No mesmo sentido de Francisco D’Ollanda, pode dizer-se que uma cidade se define tanto pelo que faz como pelo que deixa de fazer, ou seja, por vezes, é mais significante o que não tem depois de já ter tido (e, portanto, perdeu) do que o que não tem porque nunca teve (e, portanto, terá de ganhar).

Vem isto a propósito de duas ou três decepções (para não dizer outra coisa) relacionadas com “obras” que ultimamente foram notícia mas que não suscitaram (ainda!) qualquer reacção significativa por parte da cidade nem qualquer esclarecimento credível e aceitável por parte das entidades por elas responsáveis.

Soubemos, por exemplo, que os tão discutidos molhes do Douro já não vão ter, afinal, nenhum sistema de aproveitamento da energia das ondas, tal como tinha sido anunciado em tempo de projecto. A razão invocada para o “corte”, por um tal “Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos”, tutelado pelo Ministério das Obras Públicas que funciona como “dono da obra” é, no mínimo, surpreendente (para não dizer outra coisa) e tem a ver com “a impossibilidade de obter em tempo útil o parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente”. Edificante! Sobretudo se tivermos em atenção, que se trata duma “obra pública” e, portanto, com responsáveis públicos!

Também soubemos, um dia antes da inauguração (que teve direito a incêndio e tudo), que o novo shopping situado ali numa cratera aberta em plena Rua de Fernandes Tomás, afinal, não vai ter cinemas, ao contrário do que tinha sido anunciado em tempo de projecto.

Ora, essa hipótese (ficámos agora a saber que não passou disso mesmo!) foi considerada uma “contrapartida” (?) oferecida à cidade quando se percebeu que todo aquele quarteirão ia ser completamente preenchido e cimentado. Ao menos, ia voltar a haver cinema na “Baixa”. Puro engano. Sabemos agora que não vai. Apenas lojas e mais lojas. Explicações? Nem privadas nem públicas!

Mas soubemos, ainda, outras coisas que, ao lado destas, não podem deixar de nos decepcionar (se é que isso ainda faz sentido) e, sobretudo, de nos indignar (se é que essa capacidade ainda existe) e, portanto, de nos “desafiar” como cidadãos que se respeitam a si próprios claro que estamos a falar de “coisas” como, por exemplo, a Ponte Maria Pia que, depois de 130 anos de bons serviços, está votada ao mais miserável dos abandonos; do Teatro Rivoli que já foi municipal mas que agora já não se sabe muito bem o que é; do “Porto Feliz” que, subitamente, se transformou em “Infeliz” e, pior do que isso, numa vulgar e lamentável arma de arremesso partidário; ou mesmo da estranha morte da Fundação para o Desenvolvimento da Zona Histórica. E a lista podia seguir. Contudo, por falta de espaço, seguirá na próxima oportunidade.

http://jn.sapo.pt/2007/11/16/porto/ter_nao_ter_a_questao.html

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5. Sócrates considera “decisivo” complexo da energia dos ventos

“Este é um dia muito importante para o país. É um momento decisivo. De viragem.” Foi assim que o primeiro- -ministro, José Sócrates, se referiu à abertura da primeira das cinco fábricas que a multinacional alemã Enercon vai instalar, até Outubro do próximo ano, em Viana do Castelo. Ao todo, o investimento a realizar na cidade (em terrenos dos estaleiros navais, situados junto à Praia Norte) e em Lanheses eleva-se a perto de uma centena de milhões de euros, permitindo, assim, a criação de 900 postos de trabalho directos.

http://jn.sapo.pt/2007/11/16/norte/socrates_considera_decisivo_complexo.html

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6. Cidades unidas para novos desafios urbanos

O quadrilátero urbano – Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Barcelos – aposta no ressurgimento do Protocolo de Desenvolvimento Regional (PDR) assinado, em Janeiro de 2003, por todos os municípios do distrito de Braga, num projecto que tem a Universidade do Minho (UM) e a Associação Industrial do Minho (AIMinho) como parceiros privilegiados, a que se junta agora o Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal.

Um dos projectos já equacionados enquadra-se em acções inovadoras para o Desenvolvimento Urbano, que visem responder a problemas e novas procuras urbanas, ao nível de prestação de serviços de proximidade, acessibilidades e mobilidade, segurança, prevenção de riscos, gestão do espaço público e ambiente.

Dentro desta lógica intra-urbana, a candidatura agora apresentada tem por objectivo identificar e montar os projectos estruturantes e inovadores que possam garantir a projecção internacional das quatro cidades e, assim, atrair pessoas, actividades e empregos qualificados à escala global.

http://jn.sapo.pt/2007/11/16/norte/cidades_unidas_para_novos_desafios_u.html

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
http://groups.yahoo.com/group/pned/

Se quiser consultar os boletins atrasados veja
http://campoaberto.pt/boletimPNED/

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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal de
Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros jornais
ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e está
aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu âmbito
específico são as questões urbanísticas e ambientais do Noroeste,
basicamente entre o Vouga e o Minho.

Para mais informações e adesão à associação Campo Aberto:

Campo Aberto – associação de defesa do ambiente
Apartado 5052
4018-001 Porto
telefax 22 975 9592
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www.campoaberto.pt

Selecção hoje feita por Cristiane Carvalho

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