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  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes
  • Jul : 6 : 2011 - Perigo para Paisagem Protegida Valongo
  • Jun : 17 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação – resposta da C.M. Porto
  • Jun : 15 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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1. Porto: Refinaria quer zero acidentes no futuro

A Refinaria do Porto quer ser, até final de 2008, uma referência europeia de
segurança no sector petrolífero. A ambição, revelada pelo director da
empresa, Luís Colmonero, reflecte-se no investimento que será feito até
2010. O capítulo das melhorias na segurança e ambiente recebe 52 milhões de
euros. Desde 2001, foram investidos 72 milhões.
No ano passado, a refinaria registou dois acidentes “pouco graves”. “Este
ano ainda só tivemos um acidente com baixa”, referiu Luís Colmonero,
garantindo que se for preciso sacrificará resultados em nome da
segurança.Esta é “a primeira prioridade de uma refinaria”, enumerou o
presidente da Galp Energia, Ferreira de Oliveira, remetendo o ambiente e a
eficiência económica para segundo e terceiro lugares, respectivamente. “No
futuro tudo faremos para ter zero acidentes”, acrescentou.
No que respeita também a acidentes, mas ambientais, os números são outros.
De acordo com Luís Colmonero, a refinaria foi responsável por “12 pequenos
derrames nas praias” desde que começou a laborar, em 1970. Pelo menos dois
foram há pouco mais de um mês, um deles com consequências visíveis no areal
da praia da Aldeia Nova.

Nova bacia em Outubro
As descargas deverão deixar de acontecer já no final do mês de Outubro, data
em que entrará em funcionamento a nova bacia de retenção de águas pluviais,
com capacidade para armazenar 30 mil metros cúbicos. A actual, que
transbordou água contaminada para as praias em frente à refinaria, tem uma
capacidade de 10 mil metros cúbicos.
Daquele reservatório, que está a ser construído no lado norte do recinto, a
água da chuva com resíduos de crude e óleos seguirá para a Estação de
Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da refinaria que tem capacidade para
tratar 450 metros cúbicos de líquidos por hora.
Vão acabar as descargas poluidoras? O autarca de Matosinhos, Guilherme
Pinto, acredita que sim, confiante nas palavras do presidente da Galp
Energia. “Na história desta casa houve alguns pequenos incidentes e,
infelizmente, alguns acidentes. Faz parte da história e não pode ser
apagado, mas deixo a garantia de que vão ser utilizadas as melhores práticas
do mundo em matéria de segurança e ambiente. É o meu compromisso com a
comunidade local e com o presidente da Câmara”, assegurou Ferreira de
Oliveira, no final da cerimónia de assinatura do protocolo de cooperação
entre as duas entidades. IS

http://jn.sapo.pt/2007/09/27/porto/refinaria_quer_zero_acidentes_futuro.html

Refinaria não sai de Leça da Palmeira

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=470446e5b5cdcaf24c9e12c785065824

Uma cidade de tubos e tanques a crescer
Inês Schreck, Fernando Oliveira

À direita, milhares de tubos e condutas entrelaçadas, à esquerda chaminés
que tocam o céu, tanques gigantes e reservatórios com capacidade para
armazenar milhões de metros cúbicos de crude. A camioneta vai seguindo,
devagar, pelas dezenas de ruas e acessos asfaltados que cruzam as
instalações da Refinaria de Leça da Palmeira, em Matosinhos. A paisagem,
asfixiante, vai sofrer alterações. Até 2010, a Galp Energia vai fazer um
“upgrade” produtivo de 637 milhões de euros, naquele que é um Projecto de
Interesse Nacional (PIN).
Pouco antes da visita guiada à “cidade” dos tubos e dos tanques, ontem de
manhã, a empresa assinou um protocolo de cooperação com a Câmara, no qual se
compromete, entre outras coisas, a gastar sete milhões de euros na melhoria
da integração das instalações na malha urbana. Em contrapartida, a Autarquia
ajusta o Plano Director Municipal às pretensões da Galp Energia (ler caixa
em baixo).

http://jn.sapo.pt/2007/09/27/porto/uma_cidade_tubos_e_tanques_a_crescer.html

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2. Porto: Empresa privada finalizao sonho do Nun’Alvares

Rui Rangel mostra um dos muitos projectos que o Nun’Alvares já tentou
implentar naqueles terrenos
O Club Sportivo Nun’Alvares esperou mais de 80 anos, mas na Primavera de
2008 poderá tocar o sonho do complexo desportivo. Obra que não é a
longamente redesenhada, em sucessivos projectos. “Temos de ser realistas.
Neste momento, os privados estão mais fortes”, diz Rui Rangel, presidente da
Direcção do clube, fundado em 1915.
A parceria com a “Biorigor”, empresa que vai construir um “health club” em
parte dos terrenos do Nun’ Alvares é uma garantia de que a obra, embora
diferente da sonhada, será real. “As entidades oficiais atiraram a toalha ao
chão antes de nós”, diz Rui Rangel, que lidera os destinos nunalvarias há 27
anos, em 50 de digirismo desportivo no clube.
“Sem este negócio, estávamos condenados”, admite Rui Rangel, a propósito da
Assembleia Geral que aprovou o acordo com a “Biorigor”, por unanimidade e
aclamação. Além da construção de dois “courts” de ténis cobertos há muito
desenhados nos vários projectos que o Nun’ Alvares foi rabiscando, o negócio
contempla, ainda, a construção de uma pala no “court” central. Obras que
prometem arrancar em sintonia com a da construção do health club, que vai
aproveitar o edifício do inacabado sonho nunalvarista, onde funciona,
actualmente, o squash e ginástica, que se mantêm. As máquinas de manutenção
e as artes marciais vão encontrar espaço apenas nas instalações da futura
empresa, “sem perda de direitos dos sócios” até à data da votação em AG, em
Maio passado. A redefinição do projecto, por força do acordo com os
privados, implica a desistência do ringue, que a Direcção acredita
temporária.

http://jn.sapo.pt/2007/09/27/porto/empresa_privada_finalizao_sonho_nuna.html

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3. Vila Verde: Produtos da terra expostos em festa
Pedro Antunes Pereira

A afirmação de um certame que já extravasou os limites locais e se coloca,
cada vez mais, no panorama regional como uma referência na divulgação de
produtos tradicionais é o principal argumento da câmara de Vila Verde para
avançar com uma candidatura da Festa das Colheitas a fundos comunitários.
Ontem, na apresentação da 16.ª edição da feira, o presidente da autarquia
sublinhou a ideia que “iniciativas destas, já com uma abrangência regional,
que promovem o desenvolvimento rural, os produtos locais e o turismo devem
ser apoiadas por fundos comunitários”. Por isso, José Manuel Fernandes não
descarta a hipótese de candidatar a Festa das Colheitas ao próximo quadro
comunitário de apoio.

http://jn.sapo.pt/2007/09/27/norte/produtos_terra_expostos_festa.html

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4. Guimarães: Câmara lança projectos que vão mudar a cidade

Joaquim Forte

A renovação do Largo do Toural; a reconversão do antigo mercado municipal;
novos equipamentos na veiga de Creixomil; a deslocação da feira semanal e a
implantação de um centro de investigação e educação numa antiga zona de
fábrica de curtumes. Eis os cinco projectos de proa que a Câmara de
Guimarães vai dar a conhecer, numa sessão pública, esta noite, no Centro
Cultural de Vila Flor.
A pouco mais de um ano das eleições de 2009, a autarquia prepara a ofensiva
com cinco projectos emblemáticos que prometem mudar zonas centrais da cidade
(como o Toural e artérias envolventes) e revitalizar outras, degradadas,
como a zona de Couros.
Na Veiga de Creixomil, zona agrícola que começou a receber equipamentos
públicos (multiusos, piscinas e pista de atletismo) adivinha-se uma mexida
intensa, com criação de novos equipamentos. “Pretende-se conformar um parque
urbano singular, de carácter lúdico-pedagógico, pontuado por percursos para
peões e ciclistas, novos espaços de estar e lazer, equipamentos de apoio ao
lazer e conhecimento, trajectos e caminhos antigos em simultâneo com a
manutenção da exploração agrícola existente”, sintetizam os arquitectos
Paulo Castelo Branco e Filipe Fontes.
No antigo mercado, anuncia-se a reconversão do espaço num centro de
interpretação da cidade, ligado à história e tradições, aumentando a área
pedonal e gerando um novo espaço aberto, de lazer, segundo o arquitecto
António Gradim.
A obra do mandato poderá ser a intervenção no Largo do Toural, “sala de
visitas” da cidade, e nas artérias adjacentes – rua de Santo António e
Alameda S. Dâmaso. O objectivo, salienta o arquitecto Vítor Fernandes, é
melhorar o esquema viário, aumentar a oferta de estacionamento e valorizar o
espaço público, com novos espaços de lazer, pavimentos e equipamento urbano.
Zona emblemática da cidade, o Largo do Toural sofre com a forte pressão do
trânsito que a atravessa. O projecto, referiu recentemente o presidente da
Câmara, é delicado, dada a zona em causa. Por isso, a autarquia quer uma
“ampla discussão” em torno do projecto, com auscultação pública. “Não se
deve cingir aos órgãos municipais, é preciso o maior consenso possível”,
afirmou o autarca.
O projecto da Câmara Municipal de Guimarães prevê a criação de um parque de
estacionamento subterrâneo e a requalificação das zonas envolventes. Uma das
medidas deverá ser o fecho ao trânsito da Rua de Santo António, uma das
principais artérias comerciais do centro.
O Campurbis é outra aposta da autarquia, neste caso em parceria com a
Universidade do Minho. Visa a revitalização da zona de Couros, área antiga
da cidade contígua ao centro histórico classificado, através da criação de
uma plataforma de actividade do conhecimento e inovação tecnológica.
Por último, a Câmara vai mostrar como pretende mudar a feira semanal
(actualmente instalada junto ao castelo) para as proximidades do novo
mercado municipal, na Caldeiroa.
Discussão pública
A partir de sexta-feira, estarão disponíveis na Internet
(www.cm-guimaraes.pt) as informações e imagens dos projectos para que os
munícipes possam fazer a apreciação, críticas e sugestões.

http://jn.sapo.pt/2007/09/27/norte/camara_lanca_projectos_vao_mudar_a_c.html

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5. Esposende: Muita contestação ao plano para o litoral
Luís Henrique Oliveira

O documento que será responsável pela gestão do litoral de Esposende esteve
ontem debaixo de duras críticas da população, em debate promovido pelo
Instituto da Conservação da Natureza (ICN) e participado maioritariamente
pela comunidade piscatória do concelho, que chegou a exigir a abolição da
proposta em análise.
Iniciada no auditório do Parque Natural do Litoral Norte (PNLN), espaço que
se mostrou demasiadamente acanhado para acolher todos os interessados em
tomar parte no debate, a sessão viria depois a transferir-se para o
auditório municipal, sendo marcada pelas calorosas intervenções dos homens
do mar, que afirmaram temer pelo futuro da profissão no concelho, caso o
documento em questão venha a ser aprovado.
Afirmando que a Associação dos Pescadores de Esposende pondera constituir
advogado para “se inteirar, com rigor, da proposta e defender os interesses
dos nossos associados”, o presidente daquela estrutura, David Eiras,
assinalou “O conteúdo desta proposta deve ser explicado de uma forma simples
aos pescadores. Se o projecto for avante, amanhã poderemos não ter com que
sustentar as nossas famílias”.
Um responsável por uma associação ambientalista do concelho, a Assobio,
assinalou que “em terra também há problemas por resolver”, dando também
conta que “o património natural do concelho diminuiu drasticamente nos
últimos vinte anos”.

Problemas em terra
Em resposta, Duarte Figueiredo, ex-director do PNLN e actual
director-adjunto das Áreas Classificadas do Norte, do ICN, vincou que a
proposta tem por fim assegurar os habitats de modo a dar continuidade à
actividade piscatória no concelho, salvaguardando os stocks de peixe. Uma
das responsáveis pela proposta, que estará em discussão pública até ao
próximo dia 17, afirmou tratar-se de um plano “que não está fechado, está em
discussão pública”.
A sessão, que decorria à hora do fecho desta edição, viria também a ser
marcada por depoimentos das diversas bancadas políticas, que teceram duras
críticas ao documento, que estará hoje à noite em debate na Assembleia
Municipal.

http://jn.sapo.pt/2007/09/27/norte/muita_contestacao_plano_para_o_litor.html

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6.Sever do Vouga: Município ganha “guerra” da desertificação

Vila perdeu 6,3% da população quando a média é de 40% no Interior
O concelho de Sever do Vouga perdeu em 40 anos (entre 1960 e 2001) cerca de
900 residentes, o equivalente a 6,3% da população. Um número considerado
“excepcional” para um município do interior, onde a média de desertificação
“ronda os 40%”, revelou ontem Carlos Medeiros, o responsável técnico pelo
diagnóstico do concelho, um estudo integrado na Agenda 21 Local (projecto
para um desenvolvimento sustentável). A primeira parte do trabalho foi ontem
apresentada – um diagnóstico para as áreas da demografia, economia,
sociedade e conhecimento/inovação – ficando as propostas para o futuro
agendadas para o início do próximo ano, depois da análise que a Tecnoforma
(empresa responsável pelo estudo pedido pela autarquia) vai efectuar ao
ambiente em Sever do Vouga. A escassa perda de habitantes é justificada com
o “desenvolvimento económico e a localização de Sever do Vouga”. O concelho,
lembra Carlos Medeiros, situa-se numa zona de charneira entre o interior e o
litoral (Aveiro fica a meia hora de automóvel), daí os traços de ruralidade
e inovação que coexistem nos 129,6 km2 do município e que são visíveis, por
exemplo, na agricultura e nas empresas de ponta na área da metalomecânica.
Segundo a projecção da Tecnoforma, a população de Sever do Vouga (que em
2001 tinha 13186 habitantes) terá 12796 em 2011, 12210 em 2021 e 11509 em
2031, uma quebra abaixo da média. Em termos económicos, todavia, existe um
“desajustamento entre a disponibilidade de mão-de-obra e a procura por parte
das empresas”. Na área da agricultura, apesar do cultivo de produtos não
tradicionais, como o mirtilo e o kiwi, regista-se a inexistência de um
mercado ou de uma feira regular. O abandono de terrenos e a falta de limpeza
da floresta é outro problema diagnosticado, tal como os horários de
funcionamento do comércio que são “inadequados para o turismo”. Turismo que,
antecipa, Carlos Medeiros deve ser uma área a explorar num concelho com “boa
qualidade de vida”, conclui o responsável. João Paulo Costa

http://jn.sapo.pt/2007/09/27/norte/municipio_ganha_guerra_desertificaca.html

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7. Norte: É sustentável sim senhor!

As declarações da secretária de Estado dos Transportes de que a linha de
alta velocidade entre o Porto e Vigo não é financeiramente sustentável são
refutadas pelo Eixo Atlântico. A associação lembra até que há empresários
galegos e portugueses interessados em investir.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=7f64682b755b2054af75f12ebd61cf4e

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
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Se quiser consultar os boletins anteriores veja
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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

Selecção hoje feita por Alexandre Bahia

=============== PNED: Porto e Noroeste em Debate ===============

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