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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Sábado, 25 de Agosto de 2007

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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1. ONU à espera de grandes poluidores

O presidente da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, Yvo de Boer, insistiu ontem na importância de o presidente norte-americano manter esforços contra as alterações climáticas no quadro da ONU, numa altura em que George W. Bush convocou uma conferência internacional sobre o clima.

Prevista para Washington, em 27 e 28 de Setembro, tendo como convidados os principais países responsáveis pelas emissões de gases com efeito de estufa, a iniciativa pretende fixar um objectivo de longo prazo para a sua redução. Recorde-se que Bush se tem recusado ratificar o Protocolo de Quioto, apesar de os EUA, que albergam 5% da população mundial, serem responsáveis por 25% das emissões mundiais.

Questionado pela agência France Press, Yvo de Boer disse não acreditar que a conferência se destine a “minar” a Convenção da ONU, considerando, pelo contrário, que já se apoia em boa parte neste instrumento e que é importante que os países “discutam o nível de redução com o qual podem comprometer-se”. De resto, “os EUA já indicaram a sua intenção de reconduzir tudo isso ao processo das Nações Unidas”.

O responsável considerou que a reunião poderá desempenhar um papel na cimeira da Convenção, convocada para Dezembro, em Bali. A reunião de Washington vai reunir os principais países poluidores, que vão falar de diferentes tipos de progressos tecnológicos para limitar as emissões, notou.

Além de esforços para reduzirem as suas emissões domésticas, “os países industrializados podem ser mais ambiciosos e utilizar a possibilidade de trabalharem com países em desenvolvimento para reduzirem as destes”.

Observando que nos EUA se discute a possibilidade de exportar para a China tecnologia limpa para as centrais a carvão, Yvo de Boer explicou que pode ser ultrapassada também a resistência de Pequim ao Protocolo de Quioto. “Se considerarmos os mecanismos de desenvolvimento limpo que permitem aos países ricos investir em projectos de redução de emissões em países em desenvolvimento, as quantias despendidas para reduzir as emissões são relativamente modestas em relação ao investimento total”. disse.

http://jn.sapo.pt/2007/08/25/sociedade_e_vida/onu_a_espera_grandes_poluidores.html

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2. Laços de ternura

Licínia Girão, Bruno Pires

O que começou por ser uma brincadeira, está a tornar-se num caso sério de sucesso para Moisés Manuel Lopes, de 10 anos, e a mãe, Natália Lopes de 35. Reutilizar sacos de plástico transformando-os em acessórios de moda, e descobrir a magia de criar adornos e brinquedos a partir de um material de plástico moldável, faz agora parte dos desafios a que se propõem esta dupla de criadores.

Moisés Manuel é portador de um défice de atenção e dislexia tão acentuado, que há cerca de um ano mantê-lo concentrado numa tarefa por mais de dois minutos era praticamente impossível. A mãe, Natália Lopes, cansada de ser chamada à escola para ouvir “queixas” dos professores – e dos atestados médicos que ao abrigo de um decreto-lei garante m ao filho a frequência de uma escola inserido numa turma normal, com apoio específico, mas, que, na prática se revela escasso, já que, conta “vai progredindo nos anos, mas sem avançar nos conhecimentos e na destreza” – traçou o objectivo de ajudar o filho “por conta própria”.

Natália Lopes esolveu, há cerca de um ano, deitar mãos à obra. “Em primeiro lugar tinha de ganhar tempo para estar com o meu filho”, referiu ao JN Natália Lopes, administrativa a tempo inteiro e mulher da limpeza em part-time. A fabricar peças em malha em vez de fazer algumas limpezas, conseguiu estar mais tempo com o filho, mas depressa percebeu que isso, só por si, não chegava.

Um olhar mais atento levou-a a perceber o quanto o filho gostava de fazer construções com os legos e depois com outros materiais que lhe iam surgindo. Natália começa a fazer pesquisas na internet e descobre umas peças dinamarquesas “hama”, de plástico, que permitem fazer construções diversas recorrendo a uma técnica de derreter o plástico com a ajuda de um ferro de engomar e uma folha de vegetal. Uma ida à Suécia a casa de familiares permitiu-lhe comprar alguns lotes de peças e moldes que começou a trabalhar com o filho.

Cerca de um ano depois, não só Moisés já consegue reter a concentração por períodos de 15 a 20 minutos seguidos, como o faz mais do que uma vez ao dia, além de ter melhorado muito a auto-estima. Uma coisa puxa outra e, em pouco tempo, Natália estava a transformar sacos de plástico usados em acessórios de moda, nomeadamente carteiras, sacos e porta-moedas. O filho, por seu lado, dá asas à imaginação e, além de fazer brinquedos, nomeadamente aviões, constrói peças para adornar as carteiras, gorros e ainda “pins” de diferentes formatos.

Os acessórios de moda estão a tornar-se um ícone na loja conimbricence Mau Feitio – conhecida pela originalidade das peças de vestuário, calçado e acessórios que vende. São também já um sucesso na Feira do Quebra-Costas, que se realiza no primeiro sábado do mês em Coimbra. “As peças têm muita aceitação. São sobretudo compradas por turistas, já que os portugueses ainda repudiam as coisas feitas a partir da reciclagem”, refere Natália Lopes que adianta, contudo, que “o lucro já é visível”. “O meu filho tem melhorado significativamente e, em conjunto, temos descoberto um novo mundo, que um dia, autonomamente, Moisés poderá segurar sozinho nas suas mãos”.

Moisés, por seu turno, não esconde o seu entusiasmo com a experiência. “Acho engraçado fazer novos moldes. É preciso paciência, imaginação e esperteza”, contou ao JN. Sonha em vir a ser piloto de aviões, mas não põe de parte a hipótese de se envolver num processo criativo que o leve ao design. O valor das peças criadas varia entre os dois e os 18 euros. Além dos locais mencionados, podem também ser compradas através do blog http://nataliatrico.blogspot.

http://jn.sapo.pt/2007/08/25/pais/lacos_ternura.html

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Selecção hoje feita por Cristiane Carvalho

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