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  • Ago : 11 : 2014 - Apelo ao boicote de alimentos com milho transgénico
  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes
  • Jul : 6 : 2011 - Perigo para Paisagem Protegida Valongo
  • Jun : 17 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação – resposta da C.M. Porto

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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Terça-feira, 10 de Julho de 2007

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.
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1. Opinião: Dar férias ao planeta

O último número da sempre surpreendente “Colours”, a revista do grupo
Benetton é inteiramente dedicada a Vörland, uma ilha escandinava onde
a sustentabilidade do planeta é levada à risca. Aqui já não há
automóveis, nem quaisquer motores alimentados por combustíveis
fósseis. Para andar usam-se os pés, patins, bicicleta ou, quanto
muito, um táxi- balão. Os produtos são pagos em “karbons”, uma moeda
baseada na quantidade de dióxido de carbono libertado na atmosfera
pelo uso ou produção dos produtos ou serviços pretendidos. “Kebab” só
vegetariano e por cada criança nascida é obrigatório plantar seis
árvores.
(…)
As férias, o contacto com a Natureza, são um bom momento para tentar
perceber quanto podemos diminuir da nossa “pegada ambiental” (o dano
que causa a nossa passagem por este planeta). Olhemos as árvores
frondosas, o mar ainda dócil, respiremos a brisa fresca e façamos um
pequeno esforço, para perceber que é grande o risco de os nossos
filhos não poderem fazer o mesmo que nós fazemos. Talvez valha a
pena.

Fio de terra, David Pontes, Director adjunto

http://jn.sapo.pt/2007/07/10/preto_no_branco/dar_ferias_planeta.html

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2. Males do ruído

O ruído provocado pelo tráfego automóvel na União Europeia causa 40
por cento mais mortes por ataques de coração e hipertensão do que a
poluição do ar, conclui um estudo da Organização Mundial de Saúde.

O relatório, redigido por Kim Rokho, está na sua fase preliminar e
refere-se a dados recolhidos em 2000, ano em que é atribuído ao ruído
nas estradas dos países da União a perda de 211.096 anos de vida,
unidade em que é apresentado o resultado do estudo. Nesse mesmo ano,
foi atribuída à poluição atmosférica a perda, por parte dos então
cerca de 450 milhões de habitantes da UE, de 151 mil anos de vida, o
que indica que o ruído teve consequências superiores em 40 por cento.
O estudo não contabiliza o número de mortes atribuídas à poluição
sonora, mas uma projecção feita pela Agência Lusa conclui que teriam
morrido 9.060 pessoas em 2000, no caso das vítimas terem falecido
todas com 55 anos de idade.

O trabalho, desenvolvido pela delegação da Organização Mundial de
Saúde em Bona, na Alemanha, tem por objectivo dar aos Estados-membros
da União metodologia de orientação em matéria de ruído e reunir dados
preliminares sobre as consequências do ruído na saúde humana na
Europa. Na tabela, Portugal é o terceiro mais afectado, com 27,4 por
cento da população atingida, atrás apenas da Holanda (34,7) e da
Itália (34,1). O último lugar é ocupado pela Irlanda (9,7).

Os peritos da OMS apresentam no documento uma pirâmide, com a qual
pretendem representar os efeitos do ruído prolongado e persistente na
população. No início, são indicados os efeitos: incómodo, distúrbios
e sensação de desconforto na maioria das pessoas expostas, o que leva
ao aumento da produção de hormonas reveladoras de stress. O processo
prossegue depois com as consequências que atingem as pessoas e que
vão desde o aumento da pressão do sangue, colesterol, coágulos e
excesso de açúcar no sangue.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=b2e50d0b8856ff9f7e262d32c42b6b38

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3. Empreendimento na Quinta de Cravel, Gaia

A imobiliária do grupo Teixeira Duarte vai investir 80 milhões de
euros na construção do empreendimento Quinta de Cravel, implantado
numa área de 20 hectares, em Vila Nova de Gaia, disse à agência Lusa
fonte da empresa. “Trata-se de um projecto com bastante potencial e
que nos entusiasmou bastante desde o início, porque não há muitas
oportunidades de adquirir um terreno com estas dimensões nas grandes
cidades”, explicou o responsável pelo empreendimento, João Torrado.

Segundo o responsável, em 10 dos 20 hectares de terreno (adquirido há
empresa têxtil Coats&Clark) foi possível construir um parque natural,
onde abundam árvores centenárias, cuja limpeza e reabilitação
representaram “um grande investimento” para a empresa.

A zona residencial do empreendimento é composta por dois edifícios
destinados à habitação – de tipologias T1 a T5 – de quatro pisos (um
já concluído e comercializado, outro em fase de construção) e
estacionamento em cave, com um preço médio de 1.500 euros por metro
quadrado.
Em fase de arranque de obra está um terceiro edifício já adquirido
pelo Montepio Geral para a construção de uma residência de
pensionistas da instituição e que se prevê receber 120 pessoas
daquela instituição bancária.

Para que o Parque Natural não se torne “numa área abandonada”, a
Teixeira Duarte decidiu “abrir” dois dos seus hectares (na parte
central) a não residentes. Este espaço será destinado ao convívio de
todos aqueles que o desejarem fazer através do Cravel Club e integra
um restaurante (inaugurado em Junho), uma sala de convívio, um campo
de jogos, um lago e uma piscina (ainda a construir).

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=ac44fc472d6d96842488ce1e765bb074

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4. Parque do Rio Fresno

Após três anos de trabalhos ao longo de 1,5 quilómetros, o rio Fresno
que banha a cidade de Miranda do Douro apresenta-se agora com novo
aspecto. O que no passado era um curso de água praticamente seco nos
meses do Verão, deu agora lugar ao designado Parque Urbano do Rio
Fresno, uma espécie de mini-Pólis que veio dar “outro fôlego” àquela
zona da cidade. A empreitada custou cerca de cinco milhões de euros e
foi financiada pela Rota da Terra Fria e pelo Programa Operacional do
Ambiente, e será inaugurada hoje.

A área foi limpa e desmatada, foram criados circuitos pedonais em
plenas margens do rio, foi construído um embarcadouro com diversos
equipamentos de apoio para além de um espelho de água controlado por
cinco mini barragens. Todo o património existente ao longo da área
intervencionada foi recuperado, como é caso de velhas azenhas,
moinhos e fontes. E foi colocada iluminação pública ao longo de todo
o percurso.

http://jn.sapo.pt/2007/07/10/norte/abre_hoje_publico_parque_rio_fresno.html

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5. Greenpeace apela para a protecção de 40 por cento do mar
Mediterrâneo

As denúncias da Greenpeace surgiram ontem, um dia após um estudo
elaborado por cientistas europeus e co-financiado pela União Europeia
ter relevado que o Mediterrâneo se encontra “fortemente ameaçado”
pelo impacto da actividade humana.

Segundo a investigação «Modos de Vida Europeus e Ecossistemas
Marinhos» – um trabalho que também analisou o mar Báltico, o mar
Negro e o Nordeste do Oceano Atlântico –, o crescimento urbanístico e
turístico no litoral, o aumento das espécies invasoras introduzidas
pelo Homem e a pesca excessiva ameaçam as águas mediterrânicas. De
acordo com essa investigação, a chegada massiva de turistas à costa
mediterrânica provoca todos os Verões um aumento da população na
ordem dos 30 por cento, percentagem que deverá duplicar nos próximos
20 anos. A crescente pressão para a construção de estações de
tratamento de esgotos e infra-estruturas de transportes conduz, por
seu turno, a uma cada vez maior degradação das praias, segundo os
especialistas europeus. Por sua vez, a organização Greenpeace
denunciou que o “crescimento vertiginoso do turismo” nos últimos 50
anos e o “desenvolvimento urbano incontornável” levaram à urbanização
de cerca de 34 por cento da orla costeira espanhola.

No ano passado, mais de 1,5 milhões de novas vivendas, 275 campos de
golfe e 36 portos desportivos foram projectados na zona costeira,
informou a organização ecologista. A Greenpeace salienta que ao
tratar-se de um mar semicerrado, o Mediterrâneo é muito sensível à
poluição, sendo precisos mais de 100 anos para que as suas águas se
possam renovar totalmente.

Apesar da frota pesqueira europeia ter diminuído no Mediterrâneo a
partir da década de 90, as embarcações de pesca não comunitárias
aumentaram, levando a que, de acordo com a Greenpeace, muitas
populações de peixes se encontrem à beira do colapso devido à pesca
excessiva. Espécies como o peixe-espada e o atum vermelho, cuja
população adulta diminuiu 80 por cento nos últimos 20 anos, encontram-
se entre as mais ameaçadas, adianta a Greenpeace.

A organização internacional advertiu ainda que a região mediterrânea
vai ser uma das mais afectadas pelo impacto das alterações
climáticas, prevendo que levem a um aumento da temperatura da água e
do nível do sal do mar, a mudanças na biodiversidade e nas correntes
marítimas, assim como a um aumento da erosão costeira

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=ebdbbe3d6623cf6b89812f5277ce6a5c

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urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal
de Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros
jornais ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e
está aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu
âmbito específico são as questões urbanísticas e ambientais do
Noroeste, basicamente entre o Vouga e o Minho.

Selecção hoje feita por Maria Carvalho

=============== PNED: Porto e Noroeste em Debate ===============

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