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BOLETIM PORTO E NOROESTE EM DEBATE
resumo das notícias de ambiente e urbanismo em linha

Sábado, 16 de Junho de 2007

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Para os textos integrais das notícias consultar as ligações indicadas.

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1. Muitas ideias para a marginal

Já ascendem a mais de 650 os interessados em ter informação da Porto Vivo – Sociedade de Reabilitação Urbana do regulamento para o concurso de ideias para a frente ribeirinha da cidade. O prazo de apresentação de candidaturas termina em Outubro.

Um mês depois do seu lançamento, o concurso da Porto Vivo – Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) da Baixa Portuense para a revitalização da frente ribeirinha do Porto já obteve 655 pedidos de acesso ao regulamento e restantes peças concursais.

O prazo para apresentação de candidaturas para o concurso de ideias para aquela revitalização daquela zona da cidade termina a 31 de Outubro próximo.
O vencedor terá um prémio de 50 mil euros, enquanto os projectos classificados em segundo e terceiro lugares serão premiados, respectivamente, com 20 mil e 15 mil euros.

A fonte referiu que dos 655 interessados, 222 são de países estrangeiros, sendo os países com mais interessados os Estados Unidos, Itália, Reino Unido, Espanha e França.
Há também pedidos da América Latina (Argentina, Brasil, México e Venezuela), do Leste da Europa (Bósnia, Croácia, Eslováquia, Hungria e Sérvia), Médio Oriente (Irão, Israel e Turquia) e ainda da Austrália, Canadá, Japão, e Nova Zelândia.

O concurso destina-se a equipas multidisciplinares com incidência, nomeadamente, nos domínios de arquitectura, engenharia, urbanismo, paisagismo, economia e animação urbana.
O regulamento estabelece que estas equipas devem ser coordenadas por um arquitecto, sendo condição essencial de valorização dos projectos concorrentes a sua viabilidade económica.

O concurso tem por objectivo “encontrar e premiar uma ideia comum, coerente e transversal, assim como soluções programáticas e físicas, inovadoras, exequíveis e sustentáveis, numa perspectiva económico-financeira, que constituam âncoras para a revitalização da frente de rio entre a Rua D. Pedro V e a Ponte Maria Pia, no Porto”.
As propostas devem contemplar a requalificação da margem do rio Douro e passeio marginal, o reordenamento da malha urbana, através da colmatação de descontinuidades, da reabilitação do edificado envolvente e da criação de um parque urbano na Escarpa dos Guindais.

Devem ainda promover as ligações físicas e imateriais entre a Frente Ribeirinha, a Baixa e a cidade do Porto, assim como o turismo, cultura e lazer e outras actividades economicamente compatíveis, tornando a frente ribeirinha num pólo de animação permanente para residentes e visitantes.

O concurso abrange a área da frente ribeirinha do Porto situada na Zona de Intervenção Prioritária (ZIP) da SRU, ou seja, a área já classificada como Património Mundial – o Centro Histórico, cujo coração está no Cais da Ribeira.
A zona do concurso desenvolve-se numa extensão de cerca de 3,5 quilómetros ao longo da margem direita do Rio Douro, entre a Rua D. Pedro V e a Ponte Maria Pia.
Tem uma área de cerca de 335.500 metros quadrados, que representa cerca de sete por cento da área da ZIP da Porto Vivo e inclui uma grande variedade de sítios que se diferenciam no contexto do conjunto do espaço portuário, nomeadamente o Cais das Pedras, a área da Alfândega/Miragaia e a Ribeira.

O júri do concurso, que será presidido por Valente de Oliveira, inclui representantes da Câmara do Porto, Ordem dos Arquitectos, Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL), Agência para a Modernização do Porto (APOR) e Porto Vivo.
Fazem também parte do júri os arquitectos Souto Moura, Gonçalo Byrne e Rinio Bruttomessi, arquitecto urbanista especialista em recuperação de frentes marítimas e professor do Instituto Universitário de Arquitectura de Veneza.

As propostas devem ser entregues até ao próximo dia 31 de Outubro.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=ab72994b45321d066a281047595152a7

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2. Produtores de tomate preocupados com alteração dos fundamentos das ajudas

Os produtores e industriais de tomate estão preocupados, mas querem aproveitar os próximos quatro anos para preparar-se para a reforma profunda do sector, baseada num novo conceito a desenvolver após este período.
Para Miguel Cambezes, dentro de quatro anos, este sector vai deparar-se com uma “reforma profunda”, com alteração dos fundamentos das ajudas que deixam de estar ligadas a qualquer produto ou produção e ficam dependentes “da terra, das boas práticas aplicadas pelos agricultores, com o regime de eco-condicionalismos a ser cada vez mais exigente”. Mas, “se aproveitarmos bem a fase de transição, teremos condições para subsistir já que actualmente a indústria portuguesa de transformação de tomate tem um nível de rendimento muito elevado e boa qualidade”, fez questão de frisar”.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=45c48cce2e2d7fbdea1afc51c7c6ad26&subsec=&id=51c9bb3f5d0fbe40d583fd040fa9f2f1

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3. Ambiente: Ministro quer transferência de competências para as autarquias

O ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, defendeu hoje uma estratégia gradual na transferência de competências para as autarquias, acompanhada de recursos humanos, financeiros e técnicos, com efeitos visíveis já no próximo ano.

O ministro recordou as medidas aprovadas quinta-feira em Conselho de Ministros, nomeadamente o regime jurídico dos instrumentos de gestão do território, a reforma do regime jurídico do licenciamento urbanístico e das edificações e a criação de um novo regime jurídico para projectos de investimento de reconhecido interesse nacional.

http://jn.sapo.pt/2007/06/16/ultimas/Ambiente_Ministro_quer_transfer.html

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4. Chuvas de Maio e Junho vão acalmar fogos florestais

Um grupo de investigadores analisou o período entre 1980 e 2005, comparando os dados sobre precipitação e temperaturas com a área ardida em Portugal e chegou à conclusão de que primaveras mais frescas e chuvosas, como a que temos atravessado, trazem menos fogos florestais durante Julho e Agosto.

http://jn.sapo.pt/2007/06/16/sociedade_e_vida/chuvas_maio_e_junho_acalmar_fogos_fl.html

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5. UTAD ajuda Protecção Civil na frente de fogo

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), com sede em Vila Real, vai ajudar a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) no combate aos incêndios florestais, disponibilizando técnicos que efectuarão um estudo de investigação e avaliação da forma como são atacados os fogos em Portugal.

O protocolo entre as duas entidades foi assinado, ontem, em Vila Real, e foi homologado pelo secretário de Estado da Protecção Civil, Ascenso Simões. O trabalho no terreno vai decorrer nos meses de Julho, Agosto e parte de Setembro, durante a chamada “fase charlie” (a mais difícil), do combate aos incêndios

http://jn.sapo.pt/2007/06/16/sociedade_e_vida/utad_ajuda_proteccao_civil_frente_fo.html

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6. Combate a poluição marinha introduz novas tecnologias

Portugal, Espanha, França e Reino Unido têm equipas científicas a trabalhar na criação de soluções locais e regionais para combate à poluição marinha acidental provocada por químicos, produtos inertes e hidrocarbonetos. Localizar e seguir a evolução de manchas de petróleo será a aplicação de uma das intervenções nacionais, ao nível de grupos de pesquisa, protagonizada pelo Instituto Superior Técnico.

Qualquer pessoaque observe um derrame de petroleiro na costa portuguesa ou outro tipo de poluição com origem num navio poderá, dentro de pouco tempo, tornar essa informação operacional através do endereço electrónico www.mohid.com/oilobserver.

A ferramenta informática aí desenvolvida por investigadores do Departamento de Mecânica da Secção de Energia e Ambiente do Instituto Superior Técnico permitirá ao utilizador saber, em poucos minutos, qual a deslocação previsível dessa mancha. Os cálculos são feitos com base noutros modelos desenvolvidos pelo mesmo grupo sobre circulação oceânica (marés e correntes) e tendo em conta as condições meteorológicas do momento.

Com base em todas estas variáveis, segundo explicou ao JN o investigador Rodrigo Fernandes, fica-se a conhecer a trajectória dos poluentes e ainda a possibilidade de os produtos se evaporarem ou misturarem com as águas. O grupo do IST já colaborou em previsões para a Meteogalicia, quando do acidente do “Prestige”, tendo então feito previsões de circulação do derrame.

Investigadores dos quatro países estiveram reunidos em Vigo nos dois últimos dias para comunicação do andamento dos seus projectos, que deverão estar concluídos no Outono. O financiamento chega do programa europeu Interreg 3B, para projectos de localização e combate à poluição marinha. A participação portuguesa envolve uma empresa, a Hidromed, que faz consultoria de planos de emergência, e o Centro de Investigação Marinha e Ambiental (Porto), bem como o Instituto Superior Técnico (Lisboa). O primeiro destes núcleos científicos tem estabelecido indicadores ambientais, como o mexilhão e algumas variedades de peixe, que podem revelar os níveis de contaminação das águas por hidrocarbonetos.

http://jn.sapo.pt/2007/06/16/sociedade_e_vida/combate_a_poluicao_marinha_introduz_.html

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7. O “Transparente” abriu ontem com lojas em obras

A abertura foi às 10h, mas, durante a manhã só operários, lojistas, gestores do edifício e jornalistas circulavam pelos corredores, ainda cobertos pela poeira das obras.

Sérgio Pinto, disse ao JANEIRO que “não se tratou de uma inauguração, mas de uma abertura ao público. A inauguração do edifício será feita nas próximas semanas. Hoje abrimos ao público porque as obras estão terminadas e foi uma forma de finalmente devolver o edifício à cidade e à população que só o conhecia por fora; só conhecia o ‘caixote’”.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=a787ce0f8b16b5207f242133ba567253

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8. Martifer aposta na produção de biodiesel

Atingir em 2008 a produção de 100 mil toneladas de biodiesel na nova refinaria de Torres Novas, a inaugurar neste terceiro trimestre, é a grande meta estabelecida ontem pela Prio, empresa do grupo Martifer (Mota-Engil). Por mês, aquela infra-estrutura produzirá em média oito mil toneladas de biodiesel graças à parceria estabelecida entre a Prio e 350 fornecedores de sementes de girassol, que ocupam cerca de 6 237 hectares localizados essencialmente no Sul do país.

http://jn.sapo.pt/2007/06/16/economia_e_trabalho/martifer_aposta_producao_biodiesel.html

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9. Opinião: Vipes
José Queirós

Os fatinhos-e-gravatas e os trapinhos de soirée que na noite da última quinta-feira desfilaram sobre as passadeiras vermelhas de uma Praça D. João I interdita aos portuenses, exibindo todo o esplendor do seu glamour provinciano, são bem a expressão do estado actual do que muitos insistem em ver (e respeitar) como sendo as elites do Porto. Descontando já todas as cinhas e lilis que animam a nulidade em papel brilhante da imprensa do corazón paroquial, foi edificante observar como, entre os vipes e as vipes locais que se encaminhavam para a entrada de um Rivoli transformado em sucursal do Politeama/La Féria, face ao protesto silencioso dos cidadãos que não desistiram de se bater por um Rivoli/Teatro Municipal, se exibiam não poucos personagens que nos habituámos a ver encher a boca com declarações de amor ao desenvolvimento do Porto e do Norte, sem que alguma vez se disponham a dar um passo pela criação das condições políticas a isso indispensáveis, que trocam facilmente pelo conforto dos seus próprios interesses económicos, profissionais ou partidários.

São vipes, certamente, mas não são elite nenhuma. Fossem-no, e não se calariam nem se fariam cúmplices da entrega do teatro municipal, adquirido, recuperado e apetrechado com os dinheiros públicos da autarquia, a um empresário do music-hall a quem não falta uma rede de teatros comerciais onde procurar o lucro -e, se faltasse, bem podia a Câmara contribuir para que algumas das históricas salas de espectáculo da cidade, hoje fechadas ou degradadas, fossem recuperadas e postas ao serviço da tantas vezes proclamada, e tão pouco conseguida, intenção de reanimar a Baixa. Fossem-no, e não consentiriam em silêncio que o município, agindo em sentido contrário ao que se faz em qualquer cidade média nos países que nos habituámos a considerar civilizados (Portugal incluído), se demitisse de uma política cultural própria e pusesse em causa o que o Porto já começara a conquistar com o seu teatro municipal um lugar no mapa da criação cultural contemporânea e dos seus circuitos de itinerância, em domínios tão diversos como a dança e o teatro, a música erudita e o debate de ideias, a world music ou o novo circo. Nem aceitariam que, na passada, se pusessem em causa, com a ajuda de mentiras amplificadas na imprensa de Lisboa, os parcos apoios à divulgação do trabalho de novas gerações de artistas formados nas escolas da cidade, esses mesmos cujo profissionalismo e talento La Féria veio agora descobrir como quem descobre a pólvora. Não pactuariam, em suma, com a mesquinhez, a mediocridade e a demagogia populista.

Podem alguns dos vipes que pisaram a passadeira interdita aos portuenses continuar a afirmar o seu amor ao Porto, e haver quem acredite. Mas a elite possível da cidade, neste ano de 2007, essa vestia blusões e t-shirts e estava encostada às grades, à volta da praça privatizada, gritando “vergonha” aos cavalheiros e às damas que passavam.

http://jn.sapo.pt/2007/06/16/preto_no_branco/vipes.html

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Para se desligar ou religar veja informações no rodapé da mensagem.

O arquivo desta lista desde o seu início é acessível através de
http://groups.yahoo.com/group/pned/

Se quiser consultar os boletins atrasados veja
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INFORMAÇÃO SOBRE O BOLETIM INFOPNED:

Acima apresentam-se sumários ou resumos de notícias de interesse
urbanístico ou ambiental publicadas na edição electrónica do Jornal de
Notícias e d’O Primeiro de Janeiro (e ocasionalmente de outros jornais
ou fontes de informação).

Esta lista foi criada e é animada pela associação Campo Aberto, e está
aberta a todos os interessados sócios ou não sócios. O seu âmbito
específico são as questões urbanísticas e ambientais do Noroeste,
basicamente entre o Vouga e o Minho.

Para mais informações e adesão à associação Campo Aberto:

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Selecção hoje feita por Cristiane Carvalho

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