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  • Nov : 23 : 2011 - Petição pela salvaguarda das Sete Fontes
  • Jul : 6 : 2011 - Perigo para Paisagem Protegida Valongo
  • Jun : 17 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação – resposta da C.M. Porto
  • Jun : 15 : 2010 - Corte de Árvores na Circunvalação

« Heritage is our legacy from the past, what we live with today, and what we pass on to future generations.» (in UNESCO/WHC )

A propósito dos 10 anos da Classificação do Centro Histórico do Porto -Património Mundial*

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A zona abrangida pela Avenida dos Aliados/ Praça da Liberdade encontra-se dentro da área de protecção mas não dentro da área classificada (ver). Refira-se no entanto, e por curiosidade, que o relatório do WHC ‘s Advisory Body Evaluation indicado no site Historic Centre of Oporto – UNESCO World Heritage Centre menciona “the 18th century Praça da Liberdade with its fine gardens” (?!).

*Links: AMP – Porto Património Mundial ; Patrimonio mundial (O Destino-Porto, CMP) ; Porto- Património Mundial (Portugal virtual); Porto Património Mundial (Porto em Fotografia – António Amen); Porto-Wikipédia

Nos media: rtp (22.06); Reportagen TSF (24.06); n’ O Primeiro de Janeiro (25.06); no JN (25.06);

Outras Frases

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Um comentário até agora.

  1. Aliados diz:

    No Público -Local
    «Dez perguntas para dez anos
    INDAGAÇÕES Rui Moreira

    Este ano, a Câmara Municipal do Porto encomendou uma magnífica e original cascata de São João em mosaico vegetal, com flores e plantas provenientes do Horto Municipal. Não será, ainda assim, paradoxal que na primeira grande realização após a polémica obra na Praça e nos Aliados se restitua, ainda que de forma efémera, aquilo que se lhe retirou?

    Espero que as árvores cresçam depressa e frondosas e que surjam as esplanadas para que a praça se anime. Porque nada é eterno e as modas passam, será que um dia, um brilhante arquitecto e um futuro presidente da câmara resolverão voltar a colori-la?

    Entretanto, passamos a dispor de uma praça ampla e empedrada, onde antes havia canteiros recortados. Pensei que a nova morfologia ia ser aproveitada para eventos que, por uma razão ou outra, fugiram para outras paragens. Não sou apreciador de desfiles militares, mas admiti que estando a praça pronta a tempo das celebrações do 10 de Junho no Porto, estes se realizassem no centro. Afinal a Foz foi mais uma vez o palco escolhido para acolher a parada, que ficará na memória pelo colapso fumegante do velho tanque, bem junto ao palanque das autoridades. Não será que a praça, agora aplanada em terreiro, era o cenário mais propício para estes exercícios?

    Nas mesmas avenidas junto ao mar, decorreram este mês as Corridas das Festas da Cidade do Porto. Na véspera, realizara-se por lá um “Passeio dos Avós”. Não será que, a exemplo da corrida de São Silvestre, se deveriam realizar todas estas provas populares no centro da cidade?

    Também na praia, encaixado entre o Castelo do Queijo e o apodrecido edifício da STCP que foi colégio e que ia ser discoteca, à vista dessa anedota transparente que continua por implodir ou animar, a CMP instalou um estádio improvisado, com um ecrã gigante, para se comemorarem os feitos da nossa selecção. Diz-se que já lá estiveram 8000 espectadores num só dia. Ouvi as queixas dos bares da Ribeira, que não compreendem por que é que a sua zona foi esquecida. Não será que, atendendo ao interesse turístico, à profusão de bares e restaurantes, à proximidade do rio, ao magnífico cenário, se deveria ter apostado (ou apostado também) na Ribeira e no centro histórico?

    A Foz tem atractivos naturais. Tem a proximidade do Parque da Cidade, onde se respira o verde e se miram os patos e os cisnes enquanto a gripe não os vitima, tem as praias e os seus bares para todos os gostos, tem o calçadão onde os portugueses patinam, pedalam, correm ou caminham, onde se enchem os pulmões de ar saudável e se esvaziam as gorduras pelos poros. Mas também tem residentes, que não merecem o sacrifício permanente de não poderem sair de casa sempre, e são muitas vezes, que a autarquia os bloqueia com os seus eventos. Não será que estes portuenses também têm direito ao sossego, a passarem o fim-de-semana sem algazarras?

    Reanimar a Baixa e o centro histórico não é obra fácil, porque as cidades são, para os humanos, o que os ecossistemas são para a natureza. Crescem e prosperam através do metabolismo de vários factores, e escondem o stress até entrarem em declínio rápido pela interacção de múltiplos e invisíveis agentes. Não será, contudo, que uma autarquia pode e deve contrariar do êxodo da população, utilizando para isso todos os instrumentos ao seu dispor?

    Não duvido do empenho de Rui Rio. A criação da SRU comprova essa sua vontade férrea, que também corresponde a uma promessa eleitoral que convenceu os portuenses, depois da barafunda da Porto 2001. Não será, contudo, que há uma contradição evidente entre as juras aos comerciantes e a política que tem sido seguida, anos após ano, pela autarquia?

    Este é o fim-de-semana do São João. A nossa festa, que continua viva, popular, única. Ano após ano, contudo, vai-se dispersando e afastando dos seus palcos tradicionais. Será que um dia voltaremos a ter as fogueiras nos Lóios e as enchentes nas Fontainhas?

    Há dez anos, o centro histórico foi classificado como património mundial da humanidade. Depois do grande empenho em conseguir tal galardão, o entusiasmo esmoreceu. Não terá sido, afinal, mais uma daquelas tristes e tardias condecorações a título póstumo em que somos pródigos? »

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