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ALIADOS- CARTAS /QUEIXAS ENVIADAS e respectivos resultados

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2 comentários até agora.

  1. Maria Carvalho diz:

    Na audição ao IPPAR, o deputado Agostinho Branquinho afirma: « Não me queria pronunciar sobre a questão de fundo, sobre as questões de fundo eu julgo que estão claras, o IPPAR foi transparente e cristalino naquilo que nos veio aqui dizer.(…) Eu ouvi dizer portanto, e corrijam-me se porventura eu tenha interpretado mal, que este projecto, não é bem o projecto, que a intervenção vinha a ser muito burilada desde o primeiro semestre de 2000 e eu gostava que me esclarecessem sobre isso (…) se a dada altura este projecto, de tão burilado que foi, não foi metido na gaveta, chumbado liminarmente apesar de ter a assinatura de Siza Vieira (…). Entretanto a memória avivou-se-me e é só para dizer que de facto o projecto tinha sido encomendado pela Porto 2001, mas quem chumbou, quem “chumbou” entre aspas, quem interrompeu, quem parou, quem estancou, foi a Câmara Municipal do Porto na altura invocando questões de ausência de dinheiro…»

    Desculpem o desabafo: Realmente a “genialidade” do arquitecto Siza Vieira (e de Souto Moura) é tão avassaladora para alguns que estes até recusam, como ideia insana, que alguma vez se possa ter CHUMBADO um projecto da autoria de tal “génio”. A verdade é que o projecto de Siza Vieira foi mesmo chumbado pelo anterior vereador do urbanismo, Ricardo Figueiredo, e não foi por FALTA de DINHEIRO. A Câmara entendia então que a Praça e Avenida deveriam ter um carácter mais pedonal (logo teria de se reduzir o trânsito por lá, aspecto que o projecto de Siza Vieira – e o actual dele e de Souto Moura – não só não resolvia como agravava), que a viragem da estátua era de recusar sem hesitação e que a Praça e Avenida deveriam manter-se diferenciadas, sem a uniformidade defendida por Siza Vieira e retomada agora pela dupla, uma vez que são espaços que historicamente nasceram desunidos e assim devem permanecer por razões patrimoniais. É o que se lê no JN:

    «Há apenas seis meses, o antigo vereador do Urbanismo da autarquia, Ricardo Figueiredo, dava conta que o estudo de Álvaro Siza não seria concretizado. Em
    alternativa, a reabilitação dos Aliados e da Praça da Liberdade teria por base a proposta do Gabinete de Projectos da Câmara. Como noticiou o JN, a grande
    novidade era a anulação das faixas de rodagem da Praça da Liberdade, confinando-a apenas aos peões. Ricardo Figueiredo justificou, em Julho do ano passado [2004], a alteração com o facto do projecto de Álvaro Siza “não demarcar a Praça da Liberdade em relação à Avenida dos Aliados” e deslocar a escultura de D. Pedro IV, virando-a para o edifício da Câmara.
    No entanto, os arquitectos Álvaro Siza e Souto Moura continuaram a desenvolver uma proposta de requalificação urbana para a zona entre a Estação da Trindade e a ponte de Luís I. E, com Paulo Morais na pasta do Urbanismo, o projecto de Álvaro Siza foi recuperado.»

    http://jn.sapo.pt/2005/01/13/grande_porto/recuperado_projecto_siza_para_a_aven.html

  2. Maria Carvalho diz:

    Assim discursam alguns dos nossos deputados sobre a pertinência das nossas queixas e petições:

    Agostinho Branquinho, na audição da Metro do Porto S.A.: «Mas a questão muito concreta que lhe queria colocar resulta da sua intervenção inicial Sr.Presidente (…): quando é que essas obras vão ser executadas e qual vai ser o prazo da execução. Se nós não executarmos a obra, então é que a petição não faria sentido nenhum, portanto nessa perspectiva é que lhe coloco esta questão.»

    Ou seja: para que o nosso protesto ganhe significado, deverão iniciar-se primeiro as obras de destruição da Avenida dos Aliados/Praça da Liberdade. Para que serve então o protesto? E para quê uma lei que exige a audição dos cidadãos, ou a democracia que elege estes senhores?

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