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por Andrea Cunha Freitas (no Público Local de hoje)

«O instituto aprovou a obra de “inserção urbana” quando esta já estava em curso
O facto de persistirem ainda “diversos atravessamentos perpendiculares” ou a opção de substituição do calcário por granito nos passeios são algumas das soluções previstas na obra de renovação urbana da Avenida dos Aliados que o Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar) questiona no parecer favorável à intervenção.

As reservas expressas pelo instituto não justificaram, no entanto, o chumbo do projecto de Siza Vieira e Souto Moura. De acordo com o parecer do Ippar, divulgado ontem pelo movimento que contesta a intervenção, em http://avenida-dos-aliados-porto.blogspot.com , a chegada do metro e a construção de uma estação na Avenida dos Aliados “criou, em boa hora, a oportunidade de ser reequacionado todo o arranjo urbanístico deste espaços que se encontram degradados, seja do ponto de vista urbanísitico, seja do ponto de vista da sua utilização social”.
O texto, assinado pelo chefe de Divisão de Salvaguarda, Miguel Rodrigues, refere também que a proposta de Siza Vieira e Souto Moura “pretende resolver alguns dos problemas observados, através do reforço do carácter da alameda do conjunto Praça da Liberdade-Avenida dos Aliados”. No entanto, e apesar do reconhecido esforço em impor nesta área uma “maior qualidade, homogeneidade e coerência”, o Ippar nota que “ainda permanecem diversos atravessamentos perpendiculares à avenida que poderiam, eventualmente, ser evitados”.
Quanto à substituição do calcário por granito nos passseios, o parecer enumera uma série de possíveis inconvenientes, mas acaba por ceder e aceitar a opção. Assim, o Ippar admite que esta proposta para a calçada não é “obviamente uma solução pacífica” e considera ainda que “constitui, efectivamente, motivo de reflexão, já que a sua utilização confere aos espaços uma luminosidade que agora se vai alterar radicalmente, devendo, portanto, ser devidamente equacionada”. “Consiste, no entanto, numa opção de base dos projectistas, indispensável à coerência do presente projecto e que portante se julga ser de aceitar”.
Apesar de apenas ter sido enviado o projecto de execução referente à primeira fase da intervenção (entre os passeios norte-nascente e norte-ponte da avenida), e isto já quando a obra estava em andamento, o Ippar adianta que a análise “assenta na globalidade do projecto”, dado já ter conhecimento do Estudo Prévio. »

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